quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Cientistas identificam proteína que estimula metástase

Cientistas da Universidade da Califórnia (EUA) identificaram uma proteína gerada por células do câncer de pulmão que estimula a metástase. O estudo foi publicado nesta quarta-feira pela revista científica Nature.

Os especialistas, liderados por Michael Karin, professor de Patologia e Farmacologia, analisaram como as células cancerígenas se apossam de componentes do sistema imunológico e impulsionam a expansão metastática do câncer de pulmão.
A equipe do professor Karin, que por enquanto estuda apenas ratos, baseou sua pesquisa na análise dos macrófagos, células imunitárias vitais no combate ao câncer e frente à invasão de agentes externos, e no exame dos fatores que podem dar vigor às células cancerígenas metastáticas, caracterizadas por sua tendência à inflamação.

Com o uso de uma técnica bioquímica, os pesquisadores comprovaram que as células do câncer de pulmão segregam uma proteína chamada versican, que, por sua vez, ativa os macrófagos e faz com que a medula óssea produza a proteína inflamatória TNF-alfa.

Dessa maneira, os cientistas da Universidade da Califórnia confirmaram que a TNF-alfa contribui para impulsionar a propagação da metástase.

Kerin acredita que os resultados do estudo são "relevantes" não só para os roedores, mas também para os humanos que sofrem de câncer de pulmão, o que mais mortes ocasiona no mundo e cuja principal causa é o tabaco.

Caso seja encontrada "uma maneira de bloquear a produção de versican", conclui o professor, essa descoberta poderá ajudar no desenvolvimento de métodos terapêuticos para limitar a metástase desse tipo de câncer.

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Pesquisadores descobrem molécula que atinge tumor cerebral

SÃO PAULO - Pesquisadores do Centro de Câncer da Universidade da Califórnia Davis relatam nesta segunda-feira, 29, a descoberta de uma molécula que atinge o glioblastoma, uma tipo letal de câncer. A descoberta, que será publicada na edição de janeiro da revista European Journal of Nuclear Medicine and Molecular Imaging, dá esperança para um tratamento eficiente de um câncer incurável.
 
Glioblastoma é o tipo mais comum e agressivo de tumor cerebral primário em adultos. É marcado por tumores com formato irregular e bordas pouco definidas, que rapidamente invadem os tecidos próximos, fazendo com que sejam difíceis de remover cirurgicamente.
 
"Esses tumores cerebrais são normalmente tratados com remoção cirúrgica para tirar o máximo possível, seguido por radiação para matar as células cancerígenas que permanecerem e impedir que se espalhem para o resto do corpo", disse Kit Lam, autor principal do estudo. "É uma pena que essa abordagem não aumente a sobrevivência significativamente. A maior parte dos pacientes sobrevive menos de um ano."
 
Para encontrar novas opções de tratamento, Lam e seus colegas começaram a procurar por uma molécula que pudesse ser injetada na corrente sanguínea do paciente e levasse alta concentração de medicamentos ou material radiativo direto ao tumor cerebral, poupando os tecidos normais. Durante o estudo, eles identificaram uma molécula, a LXY1, que se mistura com grande especificidade a uma proteína da superfície celular chamada alfa-3 integrina, que é abundante em células cancerígenas.
 
Eles também testaram a habilidade das moléculas para atingir o câncer cerebral implantando o glioblastoma humano abaixo da pele de ratos. Os pesquisadores injetaram uma versão marcada radioativamente da LXY1, usando imagens fluorescentes, e mostraram que as moléculas se ligaram preferencialmente às células cancerígenas.
 
"Esse resultado nos dá grande esperança de desenvolver tratamentos para o glioblastoma," disse Lam.
 
Lam planeja continuar o trabalho repetindo os experimentos com tratamentos poderosos ligados às moléculas LXY1.

domingo, 28 de dezembro de 2008

Cientistas norte-americanos mapeiam células cancerígenas

Pesquisadores do Colégio de Medicina Baylor, em Houston, EUA, mapearam células cancerígenas do câncer de mama, e notaram 157 modificações em cromossomos do DNA de cada uma delas. A pesquisa foi publicada, juntamente a um gráfico, nesta semana na revista "Genome Research".

Segundo o site do "New York Times", os cientistas constataram que uma das características marcantes dessas células é o emaranhamento dos cromossomos: pedaços de DNA contendo um ou mais genes são arrancados do seu local original, e cromossomos são colocados em lugares diferentes. Outras partes de DNA são transferidas para cromossomos diferentes.

O gráfico resume os resultados: os 23 cromossomos do genoma humano estão em torno do anel externo. As linhas azuis, no terceiro anel, mostram os rearranjos internos, nos quais um trecho de DNA foi movido de um local para outro, no mesmo cromossomo. As linhas vermelhas, ao centro, mostram as quebras de DNA, de um cromossomo para outro.

Um dos rearranjos mais perturbadores, segundo os cientistas, é de um gene chamado RAD51C --responsável por grandes reparações em quebras cromossômicas, quando há transferência de DNA. Quando ele é comprometido, desencadeia todos os outros rearranjos, disseram os pesquisadores.

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Mate elimina o colesterol ruim e previne doenças como câncer

Inspirados pela onda de chás vindos do Oriente, como o chá verde e o chá branco, pesquisadores resolveram investigar se o chá nativo do Brasil – e de outros países marcados pelos pampas, como Uruguai, Paraguai e Argentina – ofereceria benefícios ao organismo. E eles acharam vários.

Na Universidade Federal de Santa Catarina, os cientistas notaram que três doses de cerca de 300 ml diários - quase 1 litro por dia - são capazes de diminuir em 13% o colesterol ruim (LDL) e aumentar o bom (HDL). “Essa ação foi observada em amostras de sangue de 100 voluntários que incluíram a bebida nas refeições durante 60 dias”, explica o farmacêutico-bioquímico Edson da Silva. Ele especula que isso se deve às saponinas, substâncias que funcionam como uma espécie de detergente e reagiriam com ácidos biliares, impedindo a absorção da gordura pelo intestino.

O mesmo efeito anticolesterol foi confirmado por um trabalho conduzido por pesquisadores da Universidade São Francisco, em Bragança Paulista, no interior do estado — mas este realizado em cobaias. “Além da queda nas taxas de colesterol, notamos que os níveis de triglicérides e açúcar baixaram”, relata um dos autores, o biólogo Marcelo Ribeiro. “Também percebemos uma diminuição de aproximadamente 4% no peso dos animais”, completa sua colega Patrícia Carvalho, especialista em ciência dos alimentos.

Do outro lado do mundo, mais precisamente na Coréia do Sul, cientistas da Universidade de Yonsei acabam de chegar à mesma constatação: a suplementação com erva-mate na dieta de ratos diminuiu o peso, a gordura abdominal e a glicose. “Ou seja, o mate é uma opção promissora na prevenção de doenças do coração”, resume a nutricionista Maria Gandini, da RGNutri Consultoria Nutricional, em São Paulo.

Vantagens
Além de prevenir placas nas artérias, a erva-mate combate radicais livres, moléculas que surgem naturalmente no organismo e que promovem a deterioração das células. Com isso, pode-se dizer que a infusão auxiliaria na prevenção de câncer — algo, aliás, já observado pelos cientistas da Universidade São Francisco. 

Fique sabendo mais esta: uma xícara de chá-mate depois do almoço cai muito bem. “Há indícios de que a infusão auxilie nos movimentos do intestino, favorecendo a digestão”, explica o farmacêutico- bioquímico Geraldo Coelho, da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul. “Ela também estimula a produção da bile, líquido produzido pelo fígado e responsável por digerir gorduras”, complementa Patrícia Carvalho. 

Para obter todas essas vantagens, Edson da Silva sugere: “Faça a infusão, aguarde dez minutos, coe e beba um copo e meio, três vezes ao dia”, recomenda. O prazo de validade da preparação é 24 horas. Mais do que isso, adeus, benefícios. Você também pode variar na bebida e aproveitar as folhas para preparar sucos. Tire o mate do escanteio e aproveite seus benefícios.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Estudo revela eficácia de planta contra câncer

Pesquisa do Centro Pluridisciplinar de Pesquisas Químicas, Biológicas e Agrícolas (CPQBA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) revelou que uma substância na planta conhecida popularmente como sucupira, Pterodon pubescens Benth, é capaz de inibir o crescimento de células de câncer de próstata.

Os testes, coordenados pela pesquisadora Mary Ann Foglio, do programa de pós-graduação do Departamento de Farmacologia, Anestesiologia e Terapêutica da Faculdade de Odontologia, devem começar em fevereiro de 2009 para analisar o comportamento dos compostos isolados no combate às células cancerígenas em camundongos.

Os pesquisadores da Unicamp se basearam na atividade anti-inflamatória da sucupira com o controle do crescimento de alguns tipos de tumores.

Fonte: http://www.cgn.inf.br/cgi-bin/UltimasNoticias?noticia=1002645;modelo=completa_1

Nova esperança para pacientes com câncer de próstata

Um estudo publicado esse mês demonstra que um novo composto em desenvolvimento pela farmacêutica AstraZeneca pode proporcionar uma melhora promissora na sobrevida global de homens com câncer de próstata metastático resistente a hormônios.

Os resultados estão na última edição de um dos mais importantes veículos científicos da área de urologia, o European Urology. Chamado EPOC (Endothelin A Proof Of Concept – Endotelina, uma Prova de Conceito), o estudo de fase II contou com a participação de 312 pacientes em 14 países (Austrália, Bélgica, Canadá, Dinamarca, Finlândia, França, Indonésia, Holanda, Noruega, Polônia, Suécia, Suíça, UK e EUA).

Os dados mostraram que os pacientes com câncer de próstata metastático e resistente a hormônios, que se apresentavam assintomáticos ou levemente sintomáticos para dor e receberam o novo medicamento (ZD4054) na dose de 10mg por via oral, uma vez ao dia, apresentaram uma redução de 45% no risco de morte em comparação com aqueles que receberam placebo. Já os pacientes que receberam o novo medicamento na dose de 15mg, uma vez ao dia, apresentaram uma redução do risco de morte da ordem de 35%, o que redundou em uma sobrevida de 23,5 meses, em comparação com 17,3 meses nos pacientes que usaram placebo.

Fonte: http://www.odebate.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=10650&Itemid=44

Estudo flagra células-tronco 'do mal' que geram câncer no intestino

O lado negro das células-tronco acaba de ganhar mais uma confirmação: a descoberta de uma população desse tipo de célula que está na raiz dos cânceres de intestino. Uma equipe internacional de pesquisadores identificou as vilãs microscópicas num estudo com camundongos e pretende utilizar esse conhecimento como ferramenta para, quem sabe, erradicar definitivamente esse tipo de câncer.

A capacidade de renovar a si próprias e a de dar origem a outros tipos de célula são definidoras das células-tronco, e é graças a elas que os cientistas pretendem utilizá-las para reconstruir órgãos e tecidos. Mas essas mesmas propriedades também são potencialmente perigosas. Se os vários tipos de câncer tiverem células-tronco -- e cada vez mais parece que eles as têm --, a doença ganha uma fonte quase inexaurível de crescimento: basta que sobre uma única célula-tronco para que um tumor volte, ao menos em tese.

Na nova pesquisa envolvendo tumores de intestino, a equipe liderada por Hans Clevers, do Centro Médico da Universidade de Utrecht (Holanda), estudou um grupo especial de células da chamada cripta intestinal (uma região cheia de glândulas mucosas no intestino delgado). Já se sabe que elas são as células-tronco "do bem" para o intestino delgado e o cólon, ou seja, ajudam a renovar os tecidos desses órgãos (para se ter uma idéia, a camada superficial deles é trocada a cada cinco dias em camundongos).

Na mosca

Clevers explicou ao G1 que os camundongos usados na pesquisa foram especialmente "preparados" (via biologia molecular) para reagir da maneira que os pesquisadores desejavam. "Eles produzem uma enzima em suas células-tronco, que nós conseguimos ativar com uma injeção de tamoxifeno [droga comum no tratamento contra o câncer de mama]. Com esse truque, nós deletamos um gene que serve como supressor de tumores em células-tronco", diz ele.

No experimento, os pesquisadores viram que o tumor intestinal só surgia quando o gene, conhecido como APC, era inutilizado nas células-tronco, e não nas outras células do intestino. Isso mostra que elas são mesmo as culpadas pela doença. "Ao comparar esses dois tipos de células, nós agora poderemos achar genes marcadores que estão unicamente presentes nas células-tronco do câncer, e não nas células-tronco normais", diz Clevers. Com isso, espera-se que surjam formas de atacar especificamente esse tipo de célula.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL926756-5603,00-ESTUDO+FLAGRA+CELULASTRONCO+DO+MAL+QUE+GERAM+CANCER+NO+INTESTINO.html

Novo tratamento para câncer de pâncreas é aprovado no Brasil

O câncer de pâncreas é um dos tumores gastrintestinais mais comuns e a quarta causa de mortes por câncer no mundo

Uma nova esperança para o tratamento do câncer de pâncreas, hoje a quarta causa de mortes por câncer no mundo, é aprovada no Brasil. O medicamento erlotinibe, conhecido comercialmente como Tarceva, recebeu da Anvisa – Agência Nacional de Vigilância Sanitária -, a aprovação para uso no tratamento de câncer de pâncreas metastático (avançado) em combinação com a quimioterapia.

Este é o primeiro tratamento em dez anos que mostrou aumentar a sobrevida quando adicionado à quimioterapia. O câncer de pâncreas é difícil de tratar, porque freqüentemente apresenta resistência à quimioterapia e a radioterapia, além de se espalhar rapidamente para outras partes do corpo (metástase), levando a uma curta expectativa de vida e conseqüentemente à morte.

No Brasil, segundo dados do Instituto Nacional do Câncer, INCA, o câncer de pâncreas representa 2% de todos os tipos, sendo responsável por mais de nove mil novos casos anualmente. Na Europa, por exemplo, 60 mil pessoas são diagnosticadas com esse tipo de problema a cada ano. Embora a incidência do câncer de pâncreas ainda seja considerada baixa, a mesma aumenta a cada ano com o avanço da idade dos indivíduos. E o fator que hoje mais preocupa os médicos é a alta taxa de mortalidade: essa é a quarta principal causa de todas as mortes por câncer.

“O câncer de pâncreas é considerado de difícil diagnóstico, sendo que até hoje não tínhamos conseguido avanços no tratamento. A aprovação no Brasil segue a linha de outros países e trará benefícios para milhares de pacientes”, afirma o oncologista do Hospital das Clínicas, dr. Artur Malzyner.

Tarceva é o primeiro e único tratamento inibidor do EGFR (uma proteína encontrada na superfície de muitas células tumorais) que, além de usado com sucesso no tratamento do câncer de pulmão, demonstra importantes resultados no tratamento do câncer de pâncreas.

O câncer de pâncreas

O câncer de pâncreas, geralmente, se desenvolve de forma imperceptível, sem causar sintomas, o que torna a detecção precoce difícil. Aproximadamente 80% dos pacientes começam a sentir fortes dores na parte superior do abdômen e no meio das costas. A causa ainda é desconhecida, porém, já se pode afirmar que o fumo está entre os fatores de risco mais consideráveis.

O pâncreas

O pâncreas é uma glândula que faz parte do sistema digestivo. Tem cerca de 20 a 25 cm de extensão no adulto e é responsável pela produção de enzimas (suco pancreático), que possibilitam a digestão dos alimentos, e hormônios, como a insulina, que é liberada na corrente sanguínea e age nas células do organismo regulando a quantidade de açúcar no sangue. É dividido em três partes: a cabeça, o corpo e a cauda. A maior parte dos casos de câncer de pâncreas localiza-se na região da cabeça do órgão.

Sobre Tarceva

Tarceva é um novo tratamento, denominado terapia-alvo de uso oral, já indicado para o tratamento de pacientes com câncer de pulmão no estado avançado, com benefício comprovado e significativo no aumento da sobrevida global e melhora dos sintomas relacionados ao câncer. Tarceva age diretamente nas células do tumor, diferente da quimioterapia, o que evita a maioria dos efeitos colaterais desta terapia.

Desde o lançamento inicial, há quatro anos, Tarceva foi usado para tratar mais de 200 mil pacientes e foi aprovado em 85 países em todo o mundo.

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=19358&Itemid=1

quinta-feira, 27 de novembro de 2008

Câncer de mama pode regredir sem tratamento

Alguns casos de câncer de mama tratados com cirurgia ou quimioterapia poderiam ter regredido naturalmente se deixados sem tratamento, afirmaram cientistas nesta segunda-feira. As informações são do The Guardian.

Um artigo, publicado nos Arquivos de Medicina Interna, diz que os programas de rastreamento identificam tipos de câncer que não representam ameaças à saúde, levando a tratamentos invasivos e desnecessários.

Com o atual avanço da tecnologia, segundo o estudo, já é possível identificar que tipos de câncer regrediriam sozinhos e que tipos seriam malignos sem tratamento.

O pesquisador Per-Henrik Zahl, e sua equipe do Instituto Norueguês de Saúde Pública de Oslo, analisou um programa de rastreamento de câncer introduzido no país.

Os especialistas compararam a incidência de câncer de mama em cerca de 120 mil mulheres, entre 50 e 64 anos, que foram chamadas para realizar três exames de mamografia entre 1996 e 2001, com mulheres da mesma faixa etária no ano de 1992, antes do programa ser introduzido no país.

Os estudiosos concluíram que o número de casos de câncer de mama invasivo era 22% mais alto no grupo que fez o rastreamento, independentemente da idade. Os cientistas afirmam ainda que, em 32 casos, foi registrado regressão da doença.
Apesar do número ser relativamente pequeno, os cientistas dizem que isso não significa que a regressão do câncer seja raro. "Isso pode significar que a doença raramente tem a chance de seguir seu curso natural", afirmam no artigo".
Em um editorial, Robert Kaplan, da Universidade da Califórnia, em Los Angeles, e Franz Porzsolt, do Hospital Universitário de Ulm, na Alemanha, asseguram: "Apesar do apelo para a detecção precoce do câncer de mama, a incerteza da importância da mamografia continua".
Segundo Kaplan e Porzsolt, pouco se sabe sobre o que acontece com uma mulher que não é submetida ao tratamento da doença. O que se nota é que um número significativo de mulheres morrem sem saber que tinham a doença.
Alexis Willet, da organização britância "Breakthrough Breast Cancer", acredita que a teoria desenvolvida pela pesquisa norueguesa seja interessante, porém adverte que "atualmente não é possível prever se a doença, identificada precocemente através de mamografias, irá progredir".
Para ele, o que importa é que os programas de prevenção, quando detectam a doença em estágio primário, têm salvado vidas.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3351499-EI238,00-Estudo+cancer+de+mama+pode+regredir+sem+tratamento.html

quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Brócolis reduz risco de câncer de pulmão, diz estudo

As propriedades anticâncer do brócolis, especialmente cru, e de outras plantas crucíferas, como a couve, podem ser comprovadas entre fumantes e ex-fumantes, destaca um estudo publicado na terça-feira (18) nos Estados Unidos.

O doutor Li Tang, do Roswell Park Cancer Institute, afirma que o risco de desenvolver câncer de pulmão cai entre 20% e 55% com o consumo da planta.

"O brócolis não é um medicamento, mas constitui um fator positivo para os fumantes incapazes de deixar o vício ou que não fazem nada para minimizá-lo", disse Li Tang durante a sétima conferência anual da Associação Americana para a Pesquisa contra o Câncer, em Washington.

"Entre os grupos de fumantes, o único fator de consumo ligado à redução do risco de câncer de pulmão foi o consumo de brócolis".

O brócolis reduz especialmente os riscos de carcinoma e de tumor escamoso, as duas subcategorias de câncer de pulmão agressivo, que atingem especialmente os fumantes compulsivos. Li ponderou que, no entanto, os resultados do estudo não são conclusivos a ponta de criar recomendações de saúde pública.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u469311.shtml

Novos tratamento contra o câncer

Conheça mais a respeito das descobertas da medicina contra o o câncer. Este blog reune conteúdo exibido na internet sobre os avanços da ciência na luta contra o câncer. Comente e seja bem vindo!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

Diferentes tipos de câncer têm variações genéticas em comum

Genoma do câncer

Os resultados do mais completo estudo genômico do câncer de pulmão já feito foram divulgados na edição online da revista Nature.

Conduzido por um consórcio que reuniu alguns dos principais institutos de pesquisa nos Estados Unidos, o estudo desvendou uma variedade de alterações genéticas em tumores e identificou 26 genes alterados freqüentemente pelo adenocarcinoma do pulmão (a forma mais comum desse câncer), mais do que dobrando o número ligado à doença que até então se conhecia.

Relações entre diversos tipos de câncer

O trabalho incluiu múltiplas abordagens em larga escala de modo a destacar as alterações moleculares importantes em tumores no pulmão que também são encontradas com freqüência em outros tipos de câncer, uma relação que poderá abrir importantes caminhos para novos tipos de tratamento.

"Nos últimos anos tem havido um notável sucesso na identificação de terapias para alguns tipos de câncer do pulmão. O novo estudo ajuda a identificar novos alvos que podem se mostrar promissores para tratar grupos mais amplos de pacientes", disse Matthew Meyerson, da Escola Médica Harvard e do Instituto do Câncer Dana-Farber, um dos autores principais da pesquisa.

Câncer de pulmão

O câncer de pulmão é o mais comum de todos os tumores malignos, responsável por cerca de 1 milhão de mortes por ano em todo o mundo. A taxa média de sobrevivência por cinco anos do adenocarcinoma do pulmão é de apenas 15%.

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), 90% dos casos diagnosticados estão associados ao consumo de derivados de tabaco. No Brasil, o câncer de pulmão foi responsável por 14.715 óbitos em 2000, sendo o tipo de câncer que mais fez vítimas.

Como na maioria dos tumores, o adenocarcinoma do pulmão deriva de anormalidades acumuladas no DNA de células durante a vida de uma pessoa, causando crescimento celular descontrolado. Entretanto, a natureza e as localizações genômicas exatas de tais alterações - e como elas promovem o câncer - são desconhecidas.

Projeto de Seqüenciamento de Tumores

Segundo o estudo, conduzido por dezenas de cientistas, embora o fumo seja inquestionavelmente a principal causa do câncer de pulmão, aproximadamente 10% dos casos ocorrem em pacientes que nunca fumaram.

Os pesquisadores caracterizaram os genomas dos tumores de cerca de 200 pacientes. O estudo, denominado Projeto de Seqüenciamento de Tumores, envolveu as tarefas de decodificar e seqüenciar o DNA de centenas de genes com ligações conhecidas com o câncer ou dos quais se suspeita que tenham relação.

Em seguida, forem escaneados os genomas de tumores para identificar pedaços do DNA que estivessem ausentes ou então presentes em cópias excessivas. O procedimento permitiu identificar genes ativos anormalmente ou "silenciados".

Genoma do câncer do pulmão

As duas técnicas usadas, conhecidas respectivamente como análise do número de cópias de DNA e análise da expressão gênica, auxiliadas com novos sistemas computacionais, ajudaram o consórcio de instituições de pesquisa a produzir uma visão detalhada do cenário genômico do câncer do pulmão.

Como resultado, os cientistas identificaram mais de 1 mil alterações genéticas, a maior parte das quais não havia sido descrita anteriormente. Enquanto algumas dessas mutações refletem genes ligados anteriormente ao adenocarcinoma pulmonar, um número expressivo representa novas descobertas.

Entre os exemplos estão os genes NF1, ATM, RB1 e APC, que não haviam sido associados até então com o câncer no pulmão e que apresentaram mutações em uma parte expressiva dos tumores analisados. Os mesmos genes haviam sido implicados anteriormente com outros tipos de tumores, o que indica, segundo os pesquisadores, que possam ter papéis importantes em diversos tipos da doença.

Quinases

Os pesquisadores também desvendaram laços genéticos para uma classe crítica de genes conhecida como tirosina quinase. As quinases atuam como chaves moleculares - quando ligadas, promovem o crescimento celular - e são consideradas importantes candidatas na busca por novas drogas contra o câncer.

Em tumores no pulmão, os cientistas identificaram mutações que se aglomeram em diversos grupos de genes ligados a tirosina quinases, entre os quais as famílias de genes receptores EGF, EPH, FGF, NTRK e VEGF.

Terapias para vários tumores

Além de revelar anormalidades entre genes individuais, os cientistas verificaram conexões extraordinárias entre eles. Por meio da integração de seqüenciamento de DNA, da expressão genética e de dados de números de cópias de DNA, eles descobriram que as aberrações genéticas estão localizadas freqüentemente em grupos de genes que funcionam conjuntamente, levando informações de uma parte da célula a outra.

"Um das principais resultados de nosso estudo é que alguns dos genes e caminhos descobertos que sofrem mutações no câncer de pulmão também são defectivos em outros tipos de câncer. Isso nos dá esperança de que certas terapias poderão ser usadas em múltiplos tipos de tumores", disse Meyerson.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=diferentes-tipos-de-cancer-tem-variacoes-geneticas-em-comum&id=3577

Câncer de laringe e células tronco

Cientistas da Espanha anunciaram que fizeram o primeiro transplante de um órgão cujo tecido foi desenvolvido a partir das células-tronco do próprio paciente.

A tecnologia também permitiu que pela primeira vez se fizesse um transplante de órgão sem necessidade de remédios anti-rejeição.

A paciente Claudia Castillo, de 30 anos, precisava de um transplante de traquéia, depois de ter sofrido danos nos seus órgãos respiratórios devido à tuberculose.

A cirurgia foi feita há cinco meses no Hospital Clínic, de Barcelona, e a paciente está hoje em estado perfeito de saúde, segundo os médicos.

Cientistas europeus acreditam que a técnica, descrita em um artigo da revista científica The Lancet, se tornará comum no futuro.

'Receio'
Para criar a nova traquéia, os médicos usaram uma traquéia de um doador e a limparam com fortes químicos para matar todas as células.

A estrutura que restou foi revestida com as células da própria paciente. Ao usar as células de Castillo, eles conseguiram evitar que seu corpo tivesse rejeição ao órgão doado.

Dois tipos de células foram removidas de Castillo: as que ficam na sua traquéia e células-tronco da medula óssea.

Depois de quatro dias de crescimento em um equipamento especial no laboratório, a nova traquéia foi transplantada pelo cirurgião Paolo Macchiarini.

"Eu estava com muito receio. Antes disso, nós só havíamos feito esse trabalho com porcos", disse o médico.

"Mas assim que a traquéia saiu do biorreator, tivemos uma surpresa muito positiva."
Quatro meses depois da cirurgia, Macchiarini afirma que as chances de surgirem sinais de rejeição do órgão no corpo da paciente são praticamente nulas.

"Nós estamos muito animados com os resultados. Ela está curtindo uma vida normal, o que para nós, os médicos, é um presente muito bonito."
Para Martin Birchall, pesquisador da universidade britânica de Bristol, que ajudou a criar a traquéia híbrida, o transplante significa uma "grande mudança" nas técnicas de cirurgia.

"Os cirurgiões podem agora começar a entender o potencial das células-tronco de adultos e desenvolvimento de tecidos para radicalmente melhorar a sua habilidade de tratar pacientes com doenças graves."
Para Birchall, em 20 anos, praticamente todos os transplantes de órgão serão feitos desta forma.

Na Europa, entre 50 e 60 mil pessoas são diagnosticadas com câncer de laringe por ano. Os cientistas afirmam que cerca de metade deles podem potencialmente passar pelo processo realizado em Barcelona.

Fonte: http://noticias.uol.com.br/bbc/reporter/2008/11/19/ult4911u623.jhtm

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

Australiano desenvolve vacina contra o câncer de pele

O cientista australiano Ian Frazer, responsável pela vacina contra o câncer de colo de útero, está desenvolvendo uma vacina contra o câncer de pele que pode vir a ser testada em humanos no próximo ano, informa a imprensa australiana.

Frazer revelou que os testes feitos até agora em ratos tiveram resultados positivos e que em 2009 serão iniciados os testes em seres humanos, informa o jornal "Sunday Telegraph".

O cientista apresentará os resultados dos estudos na segunda-feira no Congresso Australiano da Saúde e Pesquisa Médica. A vacina não estaria disponível antes de uma década e poderia ser administrada em crianças com idades entre 10 e 12 anos para evitar o desenvolvimento deste tipo de câncer, que provoca a cada ano 1.600 mortes na Austrália.

Fonte: http://jc.uol.com.br/tvjornal/2008/11/16/not_169432.php

domingo, 16 de novembro de 2008

Tipo de tumor cerebral poderia ser detectado em exame de sangue

As células do glioblastoma, um dos tumores cerebrais mais agressivos, liberam microvesículas que poderiam ser detectadas com um simples exame de sangue, o que facilitaria o diagnóstico do câncer, até agora muito complicado.

Em artigo publicado hoje pela revista científica britânica "Nature Cell Biology", pesquisadores do Hospital Geral de Massachusetts (EUA) explicam que são liberadas vesículas suficientes para que ultrapassem a barreira do sangue cerebral e possam ser detectadas com um exame comum.

Além disso, essas pequenas vesículas, chamadas de exossomos, também poderiam ser úteis para conhecer a natureza do tumor e poder, assim, desenvolver um tratamento para combater o glioblastoma.

A equipe de pesquisa, liderada por Xandra Breakefield, indica que as células do glioblastoma libertam os exossomos, que são pequenos sacos membranosos com substâncias capazes de modificar os tecidos que as rodeiam.

Os exossomos podem se fundir com as células vizinhas e transferir seu conteúdo, o que contribuiria para a extensão do câncer.

As vesículas contêm material genético e proteínas envolvidas no crescimento de vasos sanguíneos, no crescimento celular, na migração e na capacidade do tumor para evitar a ação do sistema imunológico.

A equipe descobriu que duas moléculas específicas presentes nos exossomas - a EGFRvIII e a miRNA-21 - poderiam ser detectadas no sangue dos pacientes, o que facilitaria o diagnóstico do câncer, de difícil prognóstico e que, atualmente, requer métodos muito invasivos para a detecção.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL863864-5602,00-TIPO+DE+TUMOR+CEREBRAL+PODERIA+SER+DETECTADO+EM+EXAME+DE+SANGUE.html

Câncer Infantil: Diagnóstico precoce eleva para 90% a chance da cura

Por imperfeição da vida, os pequenos também são vítimas do câncer. A cada 1 milhão de crianças com até 15 anos de idade, 140 sofrem do mal que se caracteriza pela proliferação descontrolada de células anormais. No entanto, as chances de cura são altas, variam de 70% podendo chegar a 90% em alguns casos. Mas o sucesso está relacionado diretamente ao diagnóstico precoce e tratamento adequado, alerta o XI Congresso Brasileiro de Oncologia Pediátrica.

Considerada a segunda causa de mortalidade infanto-juvenil (de 1 a 19 anos) – perde só para àquelas relacionadas a acidentes e violência – o câncer de maior incidência é a leucemia.Responsável por 30% dos casos de câncer na infância, a leucemia afeta as células brancas do sangue e desenvolve-se na medula óssea. O seu pico de incidência é entre 2 e 5 anos de idade.

No Brasil, o segundo câncer que mais atinge as crianças é o linfoma, seguido do de sistema nervoso – ambos representam 16% dos casos. Já no páreo mundial, os tumores do sistema nervoso central figuram o segundo de maior acometimento.

– Talvez no Brasil o segundo câncer de maior incidência também seja o cerebral, mas o difícil diagnóstico pode mascarar isso – suspeita a oncologista pediatra Beatriz de Camargo do Hospital A. C. Camargo.

Também acometem as crianças o neuroblastoma (tumor de células do sistema nervoso periférico, geralmente localizado no abdome), tumor de Wilms (renal) e outros. Cerca de 85% dos cânceres têm origem genética. Quando a criança, por exemplo, recebe um gene bom da mãe e um defeituoso do pai – associado a fatores que alteram o DNA – ela fica mais suscetível a desenvolver um tumor maligno na primeira infância (de zero a 5 anos), explica o hematologista do Centro de Pesquisa do Instituto Nacional do Câncer (Inca), Maria do Socorro de Oliveira.

Existem também os fatores ambientais como uma infecção contraída pela mãe durante a gestação.

– Ingestão de bebida alcoólica, fumo, exposição a irradiação como raio-X durante a gravidez também são fatores de risco – explica Maria.

Segundo a hematologista, durante a gravidez as mulheres têm de evitar proximidade com álcool e gasolina, e devem tomar ácido fólico, pois quando há lesões no cromossomo a vitamina ajuda no mecanismo de reparo do DNA.

Diferentemente do câncer em adultos, as doenças malignas em crianças são mais facilmente combatidas por serem predominantemente de natureza embrionária.

Leia mais no link a seguir: http://jbonline.terra.com.br/extra/2008/11/15/e151124053.html

sábado, 15 de novembro de 2008

Pesquisadores testam bebida nutritiva contra câncer

Uma equipe de pesquisadores franceses estão realizando testes com uma bebida nutritiva que, segundo os primeiros resultados, teria um efeito de diminuição na proliferação das células cancerosas.

O diretor do grupo de terapêutica contra o câncer do Centro Nacional de Pesquisa Científica (CNRS, em francês) de Rennes (França), Jacques-Philippe Moulinoux, disse que "nunca foi observado nenhum efeito indesejável, nenhuma toxicidade" por tomar a Castase, que é o nome comercial desta bebida.

Em declarações publicadas hoje pelo jornal Le Parisien, Moulinoux disse que, embora a Castase, que é um substitutivo alimentar, ainda esteja em fase de testes clínicos em casos de câncer de próstata, digestivos e ginecológicos, diante das descobertas feitas até agora, "mereceria que se colocasse à disposição dos pacientes".

Na primeira fase de testes, com homens que têm câncer de próstata, foi constatado que, na metade dos casos, houve uma estabilização da metástase, em particular a óssea, assim como uma melhora da qualidade de vida dos pacientes e um efeito analgésico.

A companhia Nutrialys Medical Nutrition foi que lançou a comercialização da Castase, que não está catalogada como remédio, mas na França é objeto de reembolso pela Seguridade Social e 500 pacientes o utilizam como complemento dos tratamentos tradicionais durante cinco semanas.

O princípio deste produto é a ausência de poliaminas, moléculas próximas aos ácidos aminados presentes em quase todos os alimentos.

"Quando se demonstrou 'in vitro' há mais de 20 anos que a ausência de poliaminas inibia a proliferação de células cancerosas, dissemos que era extraordinário" para obter tratamentos, disse o diretor da pesquisa.

Mas, nesse momento, "nos demos conta de que, quando as células cancerosas estão bloqueadas no interior (do organismo), eram reguladas para captar poliaminas no exterior, em particular na alimentação", por isso o interesse na Castase.

O produto, para o qual se espera ter resultados da atual fase de testes no próximo ano, permite reduzir o consumo de poliaminas em até 8 mil vezes comparado a uma alimentação convencional.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3330897-EI298,00-Pesquisadores+testam+bebida+nutritiva+contra+cancer.html

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

Diabetes dobra o risco de doença e câncer no fígado

No maior estudo do gênero, pesquisadores mostraram que a diabetes pode causar doença crônica do fígado e câncer no fígado.

O grupo de estudo foi composto de 173.643 pacientes com diabetes e 650.620 pacientes sem diabetes que receberam alta dos hospitais da Virgínia entre 1985 e 1990. Esses pacientes foram rastreados em 2000. A maioria dos pacientes era homem (98%) e a maioria dos pacientes diabéticos (99,5%) tiveram diabetes mellitus do tipo II. Nos pacientes diabéticos, a incidência de doença crônica no fígado e do câncer de fígado foi aproximadamente o dobro comparado aos pacientes sem diabetes.

A ligação entre diabetes e doença de fígado já era conhecida, o que não se sabia era se a diabetes causava a doença de fígado ou vice-versa. A doença de fígado associada com a diabetes é usualmente insidiosa, assintomática e não é detectada até que uma condição grave, tal como câncer de fígado ocorra.

"Por causa do aumento do risco significativo de desenvolver a doença de fígado, nós recomendamos um teste regular das enzimas do fígado nos pacientes com diabetes," disse o autor do estudo Hashem El-Serag, MD, MPH, do Houston VA Medical Center. "Para pacientes com diabetes que recebem medicações orais, há uma preocupação com a toxidade para o fígado - outra razão para testar as enzimas do fígado precoce e periodicamente".

O risco para desenvolver doença e câncer de fígado é maior entre pacientes diagnosticados com diabetes há mais tempo (mais de dez anos). O aumento do risco é independente da doença de fígado alcoólica, hepatite viral e fatores demográficos. O significado dessas descobertas para a saúde pública é potencialmente grande pois estima-se que 18,2 milhões de pessoas nos Estados Unidos tenham diabetes.

Fonte: http://www.emedix.com.br/not/not2004/04fev12gas-gas-ddr-diabete.php

Decifrando genes de câncer com pistas de tratamento

Pela primeira vez, pesquisadores decifraram todos os genes de uma pessoa com câncer e encontraram uma série de mutações que podem ter causado a doença ou ajudado em sua progressão.

Usando células doadas por uma mulher de 50 anos que morreu de leucemia, os cientistas seqüenciaram todo o DNA de suas células cancerígenas e o compararam ao DNA de suas próprias células de pele, normais e saudáveis. Então, eles zeraram em 10 mutações ocorridas somente nas células com câncer, aparentemente estimulando um crescimento anormal, evitando que as células oprimam esse crescimento e habilitando-as a lutar contra a quimioterapia.

As descobertas não ajudarão imediatamente os pacientes, mas pesquisadores dizem que elas podem levar a novos tratamentos e quase certamente ajudarão médicos a fazer escolhas mais acertadas entre os tratamentos existentes -- com base numa imagem genética mais detalhada do câncer de cada paciente. Embora a pesquisa tenha usado a leucemia, as mesmas técnicas também podem ser usadas para estudar outros cânceres.

“Este é o primeiro de muitos desses genomas de câncer a ser seqüenciado,” disse Richard K. Wilson, diretor do Centro de Seqüenciamento de Genomas da Universidade de Washington em St. Louis e autor-sênior do estudo. “Eles nos darão uma boa quantidade de pistas sobre o que acontece no DNA quando o câncer começa a se desenvolver.”

veja mais no link abaixo:
http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL861537-5603,00-DECIFRANDO+GENES+DE+CANCER+COM+PISTAS+DE+TRATAMENTO.html

quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Revista Veja - Câncer de Próstata

Especial Revista Veja

Uma revolução está em curso no controle do câncer de próstata. Com diagnósticos precoces, tratamentos mais eficazes e mudanças no comportamento masculino, fecha-se o cerco à doença.

http://veja.abril.com.br/221008/p_100.shtml

Luta contra câncer de próstata é cada vez mais eficaz

Os números de taxa de sobrevida ao câncer de próstata em fase inicial não deixam dúvidas do avanço que a medicina conseguiu nos últimos anos contra esta doença. "Está sendo inaugurada uma nova era na história da doença", diz o urologista Gustavo Cardoso Guimarães, do departamento de cirurgia pélvica do Hospital A.C. Camargo, em São Paulo.
Durante muito tempo, por falta de métodos precisos de diagnóstico e de tratamentos eficazes, o câncer de próstata foi considerado raro e, na maioria dos casos, uma inapelável sentença de morte.

A situação começou a mudar apenas a partir do fim da década de 80 e se acelerou nos últimos dez anos. Nos últimos vinte anos, os tratamentos medicamentosos e a radioterapia tornaram-se mais seguros e acurados. As cirurgias, menos invasivas e mutiladoras. A prostatectomia radical (a retirada total da próstata), por exemplo, durava, em média, oito horas e freqüentemente exigia transfusões de sangue. Agora a extirpação da próstata é feita em duas horas, por videolaparoscopia.

Com os novos procedimentos, os riscos de recidiva da doença caíram drasticamente entre pacientes com diagnóstico precoce. Atualmente, o câncer reaparece em apenas cinco de cada 100 pacientes. Nos anos 80, cerca de 40% dos homens dados como curados sofriam com a volta do tumor.

Hoje, sete de cada dez casos de câncer de próstata são identificados quando as chances de cura beiram 100%. Somente 10% dos pacientes se descobrem doentes quando as células tumorais já contaminaram outros órgãos. Em um passado bem recente, a situação era outra – 30% dos homens flagravam o tumor no início de seu desenvolvimento.

O cerco aos tumores de próstata deve se fechar ainda mais. Uma das novidades no campo do diagnóstico é a descoberta de um marcador sanguíneo específico para a doença – a proteína EPCA-2. Identificada em 2005 por médicos da Universidade Johns Hopkins, nos Estados Unidos, ela é fabricada pelas células cancerosas.
Hoje, existe apenas um marcador sanguíneo para o câncer de próstata – o PSA. O problema é que essa proteína é, sobretudo, um indicador do tamanho da glândula – e não do tumor especificamente.

A função do PSA é diluir o sêmen durante a ejaculação, de modo a facilitar o trajeto dos espermatozóides. Como o PSA é produzido pela maioria das células prostáticas, qualquer alteração na glândula pode modificar a sua quantidade. Inflamações ou infecções no órgão elevam naturalmente as taxas de PSA. Com o envelhecimento, é esperado que a próstata aumente de tamanho – o que altera os níveis da substância no sangue.

Por isso, a margem de erro do exame de PSA na detecção do câncer de próstata é alta. Quando feito isoladamente, sem o toque retal, o PSA identifica somente 20% dos tumores em fase inicial. A acurácia da EPCA-2 chega a 97%. O novo marcador ainda está em estudos, mas, confirmado o sucesso alcançado até agora, deve chegar ao mercado em cinco anos.

Fonte: http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/luta-cancer-prostata-cada-vez-mais-eficaz-392922.shtml

Especiais sobre o câncer

Segue link de publicações da Revista Veja e Resvista Época sobre sobre o câncer.

Especial Veja - Câncer
http://veja.abril.com.br/idade/exclusivo/cancer/index.html

O câncer te ensina a viver
http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI14043-15254,00-O+CANCER+TE+ENSINA+A+VIVER.html

Hospital do Câncer realiza cirurgia inovadora com radioterapia intra-operatória da mama

Um procedimento inovador vem ajudado a amenizar o sofrimento de mulheres com câncer de mama no Ceará e Estados vizinhos. Trata-se da radioterapia intra-operatória da mama, técnica realizada unicamente no Hospital do Câncer do Ceará, nas regiões Norte e Nordeste. Com esta nova técnica, o tempo total de tratamento nos casos indicados de radioterapia na mama é reduzido para apenas alguns minutos durante a cirurgia, substituindo as aplicações diárias de radioterapia, que chegam a estender-se por seis semanas. Além do Hospital do Câncer do Ceará, apenas hospitais de dois estados do Sul (Rio Grande do Sul e Paraná) e dois do Sudeste (São Paulo e Minas Gerais) realizam o procedimento no Brasil.

Nos casos onde a paciente portadora de câncer de mama tem a indicação da cirurgia conservadora (retirando apenas um quarto da mama), é necessário realizar tratamento complementar com radioterapia sobre a mama operada. O novo procedimento diminui a possibilidade de que o tumor retorne. Com a radioterapia intra-operatória da mama, o tratamento é realizado no ato cirúrgico, de forma focada e potencializada através de um aparelho, fazendo a aplicação da radiação de uma única vez. Dessa forma, a paciente realiza a cirurgia e submete-se ao tratamento de radioterapia na mesma hora, diminuindo os transtornos físicos e emocionais do tratamento convencional, que leva cerca de 30 dias em média, com gastos de hospedagem, transporte, alimentação, entre outros.

Segundo o Dr. Fernando Melo, chefe do Serviço de Mastologia do Hospital do Câncer do Ceará, o procedimento da radioterapia intra-operatória da mama vem sendo realizado por esse Hospital desde novembro do ano passado e desde então, seis mulheres já o realizaram. “Este procedimento é indicado a mulheres que estejam na fase inicial do câncer de mama e não tenham apresentado nódulos na axila”, conta. Os efeitos colaterais da radioterapia intra-cirúrgica se assemelham aos da radioterapia convencional.

Fonte: http://www.agorams.com.br/index.php?ver=ler&id=138895

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Cientistas colocam janela em rato para estudar metástase

Uma técnica que literalmente coloca uma janela no peito de um rato para que cientistas possam monitorar o alastramento de células de câncer pode ajudar cientistas a desvendar o misterioso processo de metástase.

Os cientistas da Albert Einstein School of Medicine, em Nova York, nos Estados Unidos, conseguiram manter o rato vivo durante 21 dias com a minúscula janela de vidro em seu peito.

Durante esse período, eles puderam observar células de um tumor no peito do animal à medida que se alastravam pelos tecidos vizinhos, informou a revista científica Nature Methods.

A entidade britânica de fomento à pesquisa sobre o câncer Cancer Research UK disse que o experimento pode auxiliar especialistas na busca de formas de conter o desenvolvimento do câncer em humanos.

Em muitos casos de câncer, não é o tumor inicial que mata - o perigo está nas células que viajam para outras partes do corpo.

Entretanto, os fatores que desencadeiam esse processo, conhecido como metástase, são pouco conhecidos.

Isto porque é impossível observar a metástase em ação. O comportamento de células de câncer em uma lâmina de laboratório pode ser radicalmente diferente daquele em um tecido vivo.

A equipe americana vinha buscando formas de permitir que os cientistas observassem a metástase dentro do corpo.

Tentativas iniciais envolveram retirar uma camada de pele do peito do rato para que a atividade das células pudesse ser observada diretamente no plano microscópico.

Entretanto, o processo de metástase demora dias e até semanas, e os ratos não poderiam sobreviver sob o efeito de anestésicos durante tanto tempo. Além disso, as condições na ferida aberta são muito mais secas do que dentro do corpo.

A nova técnica envolve inserir a "janela", o que significa que o rato pode viver - e as células de câncer podem ser observadas - durante muito mais tempo, com o "micro ambiente" que cerca o tumor intacto.

As células do câncer foram então marcadas com substâncias que permitiram que seus movimentos fossem monitorados por microscópio.

Desafio

Esta abordagem já está obtendo resultados positivos - os cientistas verificaram que mudanças sutis no "micro ambiente" parecem criar as condições certas para que as células comecem sua jornada para outras partes do corpo.

A representante Joanna Peak, da entidade beneficente Cancer Research UK, disse: "Conter a metástase continua sendo um dos maiores desafios no bem-sucedido tratamento do câncer, mas é também um dos elementos mais difíceis no estudo do câncer em laboratório".

"Esta pesquisa de ponta oferece novas oportunidades para o estudo do complexo relacionamento entre as células de câncer e o tecido que as cerca - para nos ajudar a entender a metástase em mais detalhe".

Fonte: http://oglobo.globo.com/vivermelhor/mat/2008/11/11/cientistas_colocam_janela_em_rato_para_estudar_metastase-586344568.asp

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Criado modo para acompanhar células na metástase

Uma equipe de pesquisadores da Holanda desenvolveu uma técnica que permite acompanhar o rastro das células individuais do câncer de mama em seu processo de metástase e invasão de outras áreas do corpo.

O câncer é mais facilmente curável quando as células cancerosas se limitam a um só tumor, mas muitos tumores têm propensão a desenvolver metástase: as células afetadas saem do tumor, entram na corrente sanguínea e vão para outras partes do corpo.

Em artigo na revista Nature Methods, Jacco van Rheenen, que dirigiu uma equipe do Centro Médico Universitário de Utrecht, descreve o procedimento seguido.

Os cientistas "expressaram" artificialmente uma proteína colorida, que podia ser ativada à vontade, nas células do câncer de mama antes de implantá-las no rato fêmea, para formar o tumor.

Esse procedimento permitiu aos pesquisadores acompanhar minuciosamente o movimento das células durante horas, e até dias.

Graças a esse enfoque, os cientistas observaram diferenças no comportamento metastático das células em diferentes partes do tumor e puderam comprovar o surgimento das células coloridas em outras áreas do corpo.

Este método permitirá, segundo os cientistas, uma investigação detalhada da biologia do câncer de mama em seu ambiente natural e poderia se estender, no futuro, a outros estudos sobre motilidade celular e morfogênese do tecido.

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3317297-EI8147,00-Criado+modo+para+acompanhar+celulas+na+metastase.html

Diagnósticos mais precisos podem adiar cerca de 30% das cirurgias de câncer de próstata

A cirurgia robótica (feita com o auxílio de robôs) para a remoção dos tumores será realizada nesate sábado, às 10h20, por vídeo-conferência no Simpósio Internacional de Urologia, Radiologia e Anatomia Patológica promovido em comemoração aos 40 anos da disciplina de Urologia da Unicamp no Hotel Quality, em Itupeva (em frente ao Hoppi Hari), em São Paulo

A precisão dos diagnósticos pode permitir que os médicos optem pela vigilância ativa ou acompanhamento, adiando cerca de 30% das cirurgias de câncer de próstatas. De acordo com o Instituto Nacional do Câncer (INCA), 49.000 novos casos de câncer de próstata são diagnosticados por ano no Brasil. Aproximadamente 27% dos pacientes, necessitarão ser submetidos a tratamentos cirúrgicos, num total de 13 mil cirurgias realizadas por ano. No entanto, aproximadamente 3.900 cirurgias podem ser evitadas graças aos diagnósticos mais precisos e confiáveis que permitem, nos casos em que o tumor é descoberto em fase precoce, a adoção do procedimento chamado de vigilância ativa, já que a evolução dessa doença é, geralmente, lenta e permite a realização de um tratamento visando à cura do doente.

Dependendo do paciente e do grau de evolução da doença o urologista pode, inclusive, decidir pela não realização da cirurgia. De acordo com o médico urologista Osamu Ikari, da comissão organizadora do Simpósio, "podemos, por exemplo, realizar uma braquiterapia, que consiste na introdução de sementes de iodo radioativo na próstata para matar as células cancerosas de maneira bem localizada ou optar por uma radioterapia externa tradicional. Com esses tratamentos é possível afirmar que um tumor diagnosticado precocemente estará completamente controlado", afirma.

O câncer de próstata, o segundo mais comum nos homens e classificado em terceiro lugar entre as causas de morte mais freqüentes na população masculina, será um dos temas tratados no sábado, dia 08, durante o Simpósio Internacional de Urologia, Radiologia e Anatomia Patológica, nos dias 7 e 8 de novembro, no Hotel Quality, em Itupeva (SP). Um dos maiores expoentes na área de anato-patologia no Brasil, Athanase Bílis, orientará os urologistas quanto à análise da biopsia para a confirmação do diagnóstico e para a melhor interpretação de seu resultado, visando a decisão entre o acompanhamento da doença por alguns anos ou a realização da cirurgia imediata.

"Também teremos especialistas em radiologia nos orientando sobre a avaliação da extensão da doença por meio de imagem, antes da decisão pela cirurgia de um paciente", explica o coordenador do Simpósio, o médico urologista Carlos Arturo Levi D'Ancona.

O Simpósio é promovido pela Disciplina de Urologia e pelo Departamento de Anatomia Patológica da Unicamp em conjunto com o Centro de Estudos do Centro Radiológico Campinas.


Videoconferência mostrará cirurgias feitas por robôs

A cirurgia robótica (feita com o auxílio de robôs) para a retirada de tumores na próstata é a grande novidade da urologia que está começando a ser utilizada no Brasil. Para a apresentação dessa nova tecnologia aos participantes do Simpósio, será realizada no sábado, dia 08 de novembro, das 10h20 às 10h50, uma videoconferência com a participação dos conferencistas internacionais Vipul Patel (diretor do Robotic and Minimally Invasive Urologic Surgery do Institute Florida University) e Kenneth Palmer, (coordenador do Robotic do Institute Florida University).

Os especialistas demonstrarão, ao vivo, como, a partir de uma estação de trabalho, o médico manipula o robô que "realiza" a cirurgia para a retirada de um tumor na próstata e explicarão as suas vantagens sobre os métodos tradicionais: são necessárias apenas pequenas incisões para a introdução do aparelho (o que permite a recuperação mais rápida do paciente) o tempo de internação é reduzido, a sonda é usada por um período mais curto e diminui a incidência de aderências. No Brasil, as cirurgias robóticas são realizadas em hospitais de São Paulo.

Atualmente os tratamentos cirúrgicos convencionais indicados para as cirurgias de câncer na próstata são a prostatectomia radical (retirada da próstata), feita por videolaparoscopia, e a cirurgia aberta, método tradicional, necessário em alguns casos.

Números da doença e a necessidade da prevenção

Segundo dados do INCA, curiosamente, o número de casos de câncer de próstata varia geograficamente. Na cidade de São Paulo são diagnosticados 22 novos casos por 100.000 habitantes a cada ano. Em Shangai (China), por exemplo, a incidência de novos casos por ano é de 0,8% por 100.000 habitantes e, em algumas cidades dos Estados Unidos, como Atlanta, a doença tem uma incidência 120 vezes maior.

Os exames de toque e de PSA (Antígeno Específico da Próstata, exame feito pelo sangue), que devem ser realizados anualmente após os 45 anos de idade, são os únicos meios de se fazer um diagnóstico precoce do câncer de próstata, permitindo, na maioria dos casos, a cura completa da doença.

O médico urologista Osamu Ikari, afirma que "o ponto mais importante na luta contra o câncer de próstata é a conscientização dos homens sobre a necessidade da realização dos exames regularmente, mesmo aqueles que não se sintam doentes, pois, em alguns casos, quando o paciente sente os primeiros sintomas o câncer já evoluiu muito".

Embora o número de homens que procura espontaneamente o consultório médico para a realização desses exames tenha aumentado consideravelmente nos últimos anos e permitido a redução do número de mortes pela doença, ainda não se atingiu o ideal. Um grande percentual deles ainda submete-se à consulta graças à insistência de suas esposas.

Outro fator importante na prevenção do câncer de próstata é a dieta. Está comprovado que as dietas ricas em gordura e pobres em fibras levam o indivíduo a ter uma maior probabilidade de desenvolver a doença. "Nos Estados Unidos, por exemplo, onde a população consome gordura em exagero, de cada seis homens um tem câncer de próstata," informa o médico.

"A redução do número de casos depende especialmente do diagnostico precoce. Quanto mais falarmos no assunto e mostrarmos os casos de mortes causadas pelo câncer prostático, para incentivar os homens a procurarem um urologista, mais eles se conscientizarão de que precisam cuidar da saúde, diminuindo o preconceito contra o exame de toque", insiste o especialista.

O urologista Osamu Ikari lembra que há 30 anos, quando ainda fazia residência médica, a maioria dos pacientes que chegava ao hospital com câncer de próstata já apresentava metástase (ramificação da doença para outros órgãos) e não havia mais nada a fazer. "Hoje, embora seja raro um paciente deixar que a doença evolua tanto, muitos ainda demoram a procurar um médico", lamenta.

Fonte: http://www.segs.com.br/index.php?option=com_content&task=view&id=16698&Itemid=157

sábado, 8 de novembro de 2008

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Cientistas fazem primeira seqüência completa de genoma do câncer

Pesquisadores comparam amostras de DNA sadio e canceroso. Foram encontrados 8 novos genes ligados a leucemia mielóide aguda.

Há tempos muitos grupos de pesquisadores -- inclusive no Brasil -- vêm trabalhando no chamado Projeto Genoma do Câncer, na esperança de decifrar as razões genéticas para o aparecimento dessa doença devastadora. E um grande avanço foi atingido nesta semana. Cientistas americanos anunciam ter, pela primeira vez, sequenciado um genoma inteiro do câncer, acompanhado por sua versão correspondente, só que sadia.

As células que forneceram o DNA canceroso a ser decifrado vieram do sangue de um paciente que sofria de leucemia mielóide aguda. Os cientistas seqüenciaram -- ou seja, colocaram em ordem -- todos os mais de 3 bilhões de unidades químicas ("letras") que compõem o DNA completo do câncer.

Para acompanhar, refizeram todo o trabalho com o DNA saído de células sadias do paciente.

Anos atrás, esse volume de trabalho era impensável -- basta lembrar que se foi quase uma década de esforço e bilhões de dólares para que um consórcio público internacional conseguisse seqüenciar apenas um genoma humano completo. Agora, as coisas progrediram muito, sobretudo no aspecto da automação do seqüenciamento.

Assim, o grupo liderado por Timothy Ley, da Universidade Washington, nos EUA, passou a ter em mãos tanto o conjunto normal do DNA do paciente como o conjunto mutado, para saber o que mudou, produzindo a doença.

Eles encontraram um total de dez genes que estão "transformados" nas células cancerosas. Dois deles já eram conhecidos de esforços anteriores; outros oito são completamente novos e é certo que estão envolvidos no desenvolvimento da doença.

Como? "A função deles ainda não é conhecida", afirmam os cientistas, em artigo publicado na edição desta semana do periódico científico britânico "Nature".

O trabalho é especialmente importante, por duas razões. No caso da leucemia mielóide aguda, já aparecem aqui pistas de possíveis novos alvos para novas drogas e estratégias de tratamento.

Mas, para outros tipos de câncer, os pesquisadores também vêem algum valor. "Nosso estudo estabelece o seqüenciamento do genoma inteiro como um método não-enviesado de descobrir mutações que iniciam o câncer em genes antes não-identificados que podem responder a terapias específicas", escreveram os cientistas.

Ou seja, o método pode ser uma forma mais abrangente de prosseguir com a busca por todos os genes que, de um modo ou de outro, estão no surgimento dos vários tipos de tumor existentes.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL850855-5603,00-CIENTISTAS+FAZEM+PRIMEIRA+SEQUENCIA+COMPLETA+DE+GENOMA+DO+CANCER.html

Alergias podem proteger contra câncer, dizem cientistas

Alergias costumam ser muito incômodas, mas um novo estudo sugere que elas também podem trazer benefícios. Após revisar quase 650 estudos feitos ao longo de cinco décadas, cientistas da Universidade Cornell, nos EUA, afirmam que há fortes evidências de que os sintomas alérgicos protegem contra alguns tipos de câncer.

Segundo o trabalho, publicado na revista "The Quarterly Review of Biology", a alergia pode ter efeito protetor por expelir partículas estranhas, algumas das quais carcinogênicas, de órgãos mais suscetíveis a entrar em contato com elas. A alergia serviria ainda como um aviso para que as pessoas soubessem quando há substâncias no ar que devem ser evitadas.

Para André Murad, chefe da disciplina de oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, a hipótese tem base científica. Ele explica que, teoricamente, o mesmo mecanismo de autoproteção disparado para combater o alérgeno (agente capaz de produzir alergia) pode combater substâncias de células tumorais.

"A estrutura molecular da célula tumoral lembra o perfil molecular dos alérgenos. Pode ser que os anticorpos produzidos pela pessoa alérgica protejam contra as células tumorais e as eliminem antes de elas formarem o tumor."

Os cientistas viram que a associação inversa entre alergia e câncer é bem mais comum com tumores que têm contato direto com o ambiente, como de boca, reto e pele, e com alergias como a alimentar e a animais.

Mas valeria a pena suspender tratamentos contra a alergia? Os cientistas dizem que ainda são necessários mais estudos para responder a essa questão.

http://www1.folha.uol.com.br/folha/equilibrio/noticias/ult263u462598.shtml

Comentários sobre o blog

A todos que tem visitado o Blog, muito obrigado. Acredito que quanto mais informações tivermos, mas fácil será a batalha contra essa terrível doença que é o câncer.

Comentários e depoimentos sobre cada matérias são bem vindos, acredito que com isso teremos acesso a novas informações.

Grato.

Luís Silva

Cientistas decodificam pela 1ª vez genoma de paciente com câncer

Cientistas decodificaram pela primeira vez o genoma completo de uma paciente com câncer e traçaram as mutações genéticas na origem da doença.

A equipe da Universidade de Washington identificou dez mutações que parecem ser a chave para o desenvolvimento do câncer em uma mulher de cerca de 50 anos com um tipo de leucemia conhecido como LMA (leucemia mielóide aguda). Apenas duas delas haviam sido ligadas à doença em pesquisas anteriores.

A técnica usada para identificar o DNA foi divulgada em artigo publicado na revista Nature e pode ser aplicada a outros tipos de câncer.

"Um entendimento de todo o genoma do câncer, que agora é possível com uma tecnologia de seqüenciamento de DNA mais rápida e mais barata, é a base para o desenvolvimento de formas mais eficazes de diagnóstico e tratamento de câncer", afirmou Richard K. Wilson, diretor do Centro de Seqüenciamento de Genoma da Universidade de Washington e líder da pesquisa.

Amostras

Os pesquisadores pegaram duas amostras da paciente, que depois morreu vítima do câncer, e examinaram as diferenças no DNA.

Uma amostra era de céluas saudáveis da pele e outra de tecido da medula óssea com células cancerosas.

Os pesquisadores descobriram que virtualmente todas as células da amostra de tumor tinham nove das mutações-chave.

Como a maioria dos cânceres, a LMA - que afeta células formadoras do sangue na medula óssea - resulta de mutações que se acumulam no DNA das pessoas no decorrer de suas vidas.

Mas pouco se sabe sobre a natureza exata destas mudanças e como elas perturbam os processos biológicos que causam o crescimento descontrolado de células que é a marca do câncer.

Esforços anteriores para decodificar genomas humanos individuais observavam pontos comuns na variação do DNA que podem ser relevantes para o risco de doença.

Mas a equipe de Washington utilizou sua técnica para o seqüenciamento de genes e conseguiu revisar 3 bilhões de pares de bases químicas que integram o genoma humano para identificar as mutações que contribuíram para o câncer da paciente.

Os especialistas da universidade planejam agora usar a técnica para decodificar o genoma de cânceres de mama e de pulmão.

Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2008/11/06/cientistas_decodificam_pela_1_vez_genoma_de_paciente_com_cancer-586280046.asp

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

Cientistas decodificam pela primeira vez genes de pessoa com câncer

Pela primeira vez, pesquisadores decodificaram todos os genes de uma pessoa com câncer, descobrindo uma série de mutações que podem ter causado a doença ou possibilitado a sua evolução, como mostra matéria publicada nesta quinta-feira no jornal O Globo..

Usando células da pele e da medula óssea de uma mulher, de cerca de 50 anos, que sofria de leucemia, os cientistas da Universidade de Washington, em St. Louis, seqüenciaram todo o DNA de suas células doentes e fizeram uma comparação com suas células normais. Depois, enumeraram dez mutações que só ocorreram nas células cancerosas, aparentemente estimulando a sua multiplicação anormal e fazendo com que as células se tornassem resistentes à quimioterapia.

A pessoa que cedeu seus genes para o estudo, publicado nesta quinta-feira na revista "Nature", se tornou não apenas o primeiro paciente com câncer, mas também a primeira mulher a ter todo o seu genoma decodificado. Para manter a privacidade da paciente, que já faleceu, e de sua família, essas informações não serão tornadas públicas e estarão restritas a estudos científicos. Ela sofria de leucemia mielóide aguda, um tipo agressivo de câncer, que afeta cerca de 13 mil pessoas por ano nos EUA, matando em torno de oito mil. Suas causas ainda são desconhecidas.

Segundo os pesquisadores, as descobertas podem conduzir ao desenvolvimento de novas terapias e diagnósticos, além de ajudar os médicos a desenvolverem melhores opções de tratamento.

Embora a pesquisa tenha envolvido uma pessoa com leucemia, a técnica pode ser usada para estudar o genoma de pacientes com câncer de mama, pulmão e cérebro.

- Esse é o primeiro de muitos outros genomas do câncer que serão seqüenciados - afirmou Richard K. Wilson, da Universidade de Washington, um dos autores do estudo. - Eles nos darão valiosas informações sobre o que ocorre no DNA quando o câncer começa a se desenvolver.

Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2008/11/05/cientistas_decodificam_pela_primeira_vez_genes_de_pessoa_com_cancer-586277837.asp

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Terapia combate câncer de próstata

Às vezes não tratar um paciente com câncer pode ser o melhor tratamento - ao menos para o câncer de próstata adiantado, é o que um novo estudo indica. Uma análise retrospectiva de quase 20.000 homens com 66 anos e mais velhos, mostraram que os homens sem doença agressiva que tomou a aproximação “de espera” , fizeram assim como ou melhoram do que aqueles que tomaram a terapia da privação do andrógeno (ADT).

ADT é o mais usado como um tratamento paliativo para o câncer de próstata avançado ou nos pacientes com doença adiantada que estão no risco elevado de progressão. Seu uso corrente em outros pacientes do cedo-estágio é freqüente mas controverso.

Fonte: http://jnci.oxfordjournals.org/cgi/content/extract/djn402
Artigo traduzido por babelfish

Cientistas avançam no estudo de tumor cerebral infantil

- Cientistas da Universidade de Cambridge, na Grã-Bretanha, fizeram um importante avanço na pesquisa sobre tumores cerebrais em crianças.

A equipe descobriu uma alteração de DNA presente em dois terços dos casos do tipo de tumor mais comum entre pessoas de cinco a 19 anos de idade, o astrocitoma pilocítico.

"A sequência de DNA resultante (dessa alteração, uma fusão de dois genes separados) inclui parte de um gene chamado BRAF, que é conhecido por sofrer mutações em uma série de outros tipos de câncer, e que, acreditamos, pode causar essa doença", diz Peter Collins, chefe da pesquisa.

A descoberta pode tornar o diagnóstico dos tumores mais preciso e levar ao desenvolvimento de novos tratamentos, segundo os pesquisadores.

"Se pudermos diagnosticar exatamente o tipo de tumor que uma criança tem o mais cedo possível, maiores são as chances de ter sucesso no tratamento", explica o professor Collins.

"Também esperamos que a pesquisa torne possível desenvolver novas terapias no futuro, que possam bloquear a fusão do gene e parar o crescimento das células do tumor."

Cerca de 3,4 mil pessoas morrem em conseqüência de tumores cerebrais a cada ano, mas pouco se sabe sobre as causas e as relações genéticas da forma da doença que atinge crianças.

Fonte: http://www.estadao.com.br/vidae/not_vid270799,0.htm

Nanotecnologia é a nova esperança da cura do câncer

SÃO PAULO, 4 de novembro de 2008 - O governo dos Estados Unidos instalou oito centros de estudo para pesquisar o uso de nanotecnologia na cura do câncer.

A idéia partiu do técnico em radiação, John Kanzius, que decidiu injetar sulfato de cobre no corpo humano e logo irradiar o paciente com ondas de rádio. Essas ondas fazem com que o sulfato de cobre vibre liberando calor que destrói as células cancerígenas.

As nanopartículas poderiam ser utilizadas para transmitir uma substância radioativa para eliminar as células cancerígenas. Em todas as instâncias, as partículas são feitas de acordo com as necessidades, e 'enganam' as células cancerígenas que as deixam ingressar. Uma vez que a substância esteja dentro do organismo, as partículas fazem seu trabalho.

Steven Curley, cirurgião especialista em câncer no fígado do Centro Anderson no Texas, disse estar impressionado com a idéia. "Devo dizer que em 20 anos de pesquisa isto é o mais interessante que encontrei", avaliou.

A diretora do Instituto Nacional do Câncer, Anna Baker, informou que tem interesse em usar nanopartículas para curar o câncer. "Acho que estou mais entusiasmada com isto do que qualquer coisa que tenha visto".

Em um dos centros, Bob Langer está desenvolvendo um sistema de transmissão de nanopartículas. Dentro dessas partículas há drogas que eliminam as células cancerígenas e por fora a capa está envolvida em proteínas, que são capazes de enviá-las a células cancerígenas da próstata.

O segredo é na capa que 'engana' a célula cancerígena e a faz deixar que ingressem as drogas. "Uma vez produzida a capa apropriada, felizmente irá aonde queremos que vá", comenta Langer que trabalha no Centro de Nano Tecnologia do MIT de Harvard.

Outros pesquisadores estão estudando o uso de radioatividade ao invés de drogas. A vantagem de todos esses sistemas é que o tecido normal não é afetado. Estes tratamentos são muito focados e específicos. "Aplica-se altas doses de droga especificamente no lugar onde for necessário, e muito pouco ao resto do corpo, assim não se danificam áreas saudáveis", destaca Langer.

O câncer causou 7,6 milhões de mortes durante o ano de 2007, que representou 13% de todos os falecimentos. Nos últimos 10 anos, o Governo dos Estados Unidos destinou US$ 4 bilhões anuais à pesquisa do problema. Para o Governo, a nanotecnologia se converteu em uma prioridade, por isso foram investidos mais de US$ 144 milhões para fundar esses oito centros de pesquisa. (Redação - InvestNews)

Fonte: http://www.gazetamercantil.com.br/GZM_News.aspx?parms=2163995,41,1,1

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Campanha Nacional de Prevenção ao Câncer de Pele - dia 8 de novembro


Em Curitiba nos seguintes endereços:

Hospital Universitário Evangélico de Curitiba
R. Augusto Stelfeld, 1908
Igreja dos Passarinhos
Bigorrilho
CEP: 80730-150
Tel.: (41) 3240-5000

Santa Casa de Misericórdia de Curitiba
Praça Rui Barbosa, 694
Igreja Bom Jesus
Centro
CEP: 80010-030
Tel.: (41) 3320-3500 / 3222-0842

Hospital de Clínicas da UFPR
R. General Carneiro, 181
Igreja do Perpetuo Socorro
Centro
CEP: 80060-900
Tel.: (41) 3360-7899

Em São Paulo nos seguintes endereços:

Instituto Brasileiro de Controle do Câncer
Av. Alcântara Machado, 2.576
Mooca - CEP 03102-002
Próximo ao metrô Bresser
Tel : (11) 3474-4222

Hospital do Câncer de São Paulo - Departamento de Oncologia Cutânea
Rua Prof. Antonio Prudente, 211
Liberdade - CEP 01509-900
Metrô Vergueiro
Tel : (11) 2189-5136

Casa de Saúde Santa Marcelina - AME
Rua Santa Marcelina, 177
Vila Carmosina - Itaquera - CEP 08270-070
Próximo ao Hospital Santa Marcelina
Tel : (11) 2070-6418

Hospital Ipiranga
Av. Nazaré, 28
Ipiranga - CEP 04262-000
Em frente ao Museu do Ipiranga
Tel : (11) 6167-7799

Universidade de Medicina de Santo Amaro - Ambulatório de Dermatologia
Rua Prof. Enéas de Siqueira Neto, 340
Jardim das Imbuias - CEP 04829-300
Av. Robert Kennedy / Autódromo de Interlagos
Tel : (11) 5928-9611

Real e Benemérita Sociedade Portuguesa de Beneficência
Rua Capitão Mor Roque Barreto, 47
Bela Vista - CEP 01323-030
Metrô Vergueiro, Paraíso e Brigadeiro
Tel : (11) 3505-6000

Universidade Federal de São Paulo - Hospital São Paulo - Prédio dos Ambulatórios
Rua Napoleão de Barros, 771 - Balcão 6
Vila Clementino - CEP 04024-002
Próximo ao Metrô Santa Cruz (Descer a Rua Pedro de Toledo)
Tel : (11) 5576-4804 / 5571-2947

Hospital Heliópolis - PAM Heliópolis
Av. Almirante Delamare, 1.534
Cidade Nova Heliópolis - CEP 04230-000
Favela do Heliópolis
Tel : (11) 6168-7468

Hospital do Servidor Público Municipal de SP
Rua Castro Alves, 60 - 5º andar
Aclimação - CEP 01532-000
Metrô Vergueiro e Centro Cultural de SP
Tel : (11) 3241-3665 / 3208-2211 R. 485

Hospital do Servidor Público Estadual de SP
Rua Borges Lagoa, 1755 - 4º andar
Vila Clementino - CEP 04038-034
Próximo à AACD
Tel : (11) 5088-8250 / 5088-8000

Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP - Ambulatório de Dermatologia
Av. Dr. Enéas de Carvalho Aguiar, 255 - 5º andar - Bloco 2B
Cerqueira César - CEP 05403-900
Metrô Clínicas / Altura do nº 1500 da Av. Rebouças
Tel : (11) 3069-8002 / 3069-6050 / 3069-7623 / 3088-4894

Hospital da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Rua Cesário Mota Júnior, 112 - Pavilhão Conde Lara
Santa Cecília - CEP 01221-020
Próximo ao Largo do Arouche e Metrô de Santa Cecília
Tel : (11) 2176-7240

Tratamento experimental contra câncer de mama é questionado nos EUA

Depois que um cirurgião removeu um cisto canceroso do seio de Karen Medlock em novembro do ano passado, ele recomendou radiação, um procedimento rotineiro que busca evitar a recorrência do câncer.

Mas ele não receitou o tipo de radiação que muitas mulheres têm recebido há décadas.

Ao invés disso, ele indicou um centro em Oakland, Califórnia, especializado em uma nova espécie de tratamento na qual "sementes" radioativas são colocadas no lugar do tumor. O tratamento pode ser concluído em apenas cinco dias e não nas seis semanas normalmente necessárias para o tratamento convencional, que irradia todo o seio usando feixes externos.

Para Medlock, a escolha pareceu óbvia. O novo tratamento (realizado através de um sistema conhecido como MammoSite) foi realizado em cerca de 45,000 pacientes com câncer de mama neste país desde que a Administração de Remédios e Alimentos (ou FDA, para a sigla em inglês) autorizou seu uso em 2002.

Apenas quando Medlock, 49, pediu uma segunda opinião é que descobriu uma alarmante verdade: o MammoSite ainda é um tratamento experimental.

O sistema MammoSite está entre os milhares de aparelhos que a FDA autoriza chegarem aos mercados anualmente depois de análises superficiais e sem evidências claras de que ajudarão os pacientes.

Os médicos podem usar os produtos como quiserem, sem informar os pacientes sobre seu status experimental. Uma vez que os médicos recebem mais do Medicare como uma forma de compensá-los pelo tempo extra e gastos necessários para a adoção dos novos procedimentos, estes produtos experimentais se tornaram amplamente adotados.

Autoridades da FDA defendem a análise rápida de procedimentos que promovam a inovação. Porque a maioria dos novos produtos não passam de uma melhoria de sistemas já existentes, segundo eles, não há real necessidade de uma análise profunda.

Exigir análises longas de tais sistemas seria "um gasto muito inapropriado dos recursos", disse Dr. Daniel G. Schultz, diretor do Centro de Equipamentos Radiológicos para a Saúde do FDA'.

A agência permitiu que o MammoSite chegasse ao mercado com base num estudo envolvendo 25 mulheres que não responderam à questão fundamental sobre quão eficiente o tratamento foi em relação a seu câncer de mama. Seis anos depois, muitos especialistas dizem que ainda não se sabe ao certo se o tratamento funciona tão bem quanto a radiação tradicional. A FDA afirmou exigir o aviso de que o sistema não parece ser um substituto da radiação convencional.

Os críticos dizem que o processo da FDA para analisar a tecnologia, sob a qual os aparelhos médicos se tornaram uma indústria de US$75 bilhões ao ano neste país, é geralmente muito facilitada. Mais aparelhos, segundo eles, deveriam passar pelo mesmo processo de autorização necessário para a aprovação de remédios. Ainda que o processo não seja perfeito, um novo remédio é tipicamente estudado em centenas ou milhares de pacientes antes de ser aprovado pelo FDA como seguro e eficiente.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/new_york_times/2008/10/27/tratamento_experimental_contra_cancer_de_mama_e_questionado_nos_eua_2079856.html

Novo tratamento contra o câncer de mama sem quimioterapia

Ainda em fase de estudos, um novo tratamento promete inovar no tratamento do câncer de mama e pode trazer benefícios no futuro para outros tipos de câncer (como o de pulmão e de intestino). Trata-se de uma técnica chamada de “Terapia do Alvo Molecular“, que além de ser mais eficaz contra a doença, promete menos sofrimento às pacientes, por atacar diretamente o tumor inibindo genes que o tornam mais agressivos.

No caso do câncer de mama o gene HER2 foi identificado como sendo o causador de metástase (quando o câncer atinge outros órgãos e tecidos do corpo, aumentando o risco de morte). Este tratamento inovador está sendo desenvolvido por pequisadores brasileiros do Núcleo de Pesquisa em Câncer, no Hospital do Fundão em parceria com outros 30 países, sendo coordenados pela Universidade de Harvard.

O oncologista Eduardo Côrtes, que é coordenador do projeto afirma: “Não quero levantar falsas esperanças, mas também é importante que se diga que o tratamento do câncer de mama está progredindo. Com a terapia de alvo molecular, aumentamos a eficácia do tratamento e minimizamos efeitos colaterais, como a queda do cabelo e a redução dos glóbulos brancos. A expectativa é que, no futuro, a terapia de alvo molecular venha a conquistar mais espaço na oncologia e, quem sabe, excluir definitivamente a quimioterapia”.

É nessas horas que sinto orgulho em dizer que sou brasileiro. O Hospital do Fundão, que é um centro de referência em termos de procedimentos complexos de saúde está à míngua sem verba nem para pagar os procedimentos básicos, mas mesmo assim vemos profissionais altamente empenhados em levar o trabalho a diante trazendo benefícios reais para a população.

Fonte: http://videosespetaculares.com/novo-tratamento-contra-o-cancer-de-mama-sem-quimioterapia

EUA: tratamento experimental cura tumor

Cientistas conseguem reforçar potencial imunológico de células contra câncer

PARIS (AFP) — Pesquisadores americanos conseguiram reforçar o potencial imunológico de células, o que ajudou à metade de um pequeno grupo de enfermos a combater tumores cancerígenos, segundo estudo publicado neste domingo no site do jornal Nature Medicine, do grupo britânico Nature.

Os cientistas, dirigidos por Malcolm Brenner, do Colégio de Medicina Baylor de Houston (Texas, EUA), acrescentaram um receptor artificial aos linfócitos T (glóbulos brancos), o que reforçou sua capacidade para combater uma forma de câncer, o neuroblastoma, que ataca o sistema nervoso.

Os linfócitos T em sua forma natural duram pouco tempo e não dispõem de moléculas suscetíveis de combater as células cancerígenas dos tumores.

O neuroblastoma representa 7% dos cânceres infantis e causa 15% das mortes em crianças. Dois em cada três casos não são diagnosticados antes de se espalharem para outras partes do corpo.

No estudo, os pesquisadores selecionaram primeiro células imunológicas estimuladas naturalmente por um vírus inofensivo, o vírus Epstein-Barr. Em seguida, modificaram células para torná-las receptivas a proteínas que se encontram nas células do neuroblastoma.

Nos testes realizados em 11 pacientes afetados por neuroblastomas, entre 3 e 10 anos de idade, as células imunológicas estimuladas pelo vírus Epstein-Barr duraram 18 meses. Em cinco casos os tumores experimentaram uma regressão e um sexto paciente conseguiu uma cura completa.

Fonte: http://afp.google.com/article/ALeqM5gly6j3_UOA5SG36IrwtGmnwa3yeA

sábado, 1 de novembro de 2008

Pesquisadora dá um passo na cura do câncer

Uma substância presente no veneno de certas serpentes é capaz de impedir o surgimento de metástases, tumores secundários formados pela migração de células cancerosas. A pesquisa foi desenvolvida pela bolsista de Produtividade em Pesquisa do CNPq, Thereza Christina Barja-Fidalgo, professora da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), do Laboratório de Farmacologia Bioquímica e Celular do Instituto de Biologia Roberto Alcântara Gomes (IBRAG).


Thereza Christina e uma equipe de cientistas comprovaram que proteínas isoladas do veneno de serpentes, as desintegrinas, reduzem a capacidade de ativação e de migração das células cancerígenas.

Ao trabalhar com desintegrinas purificadas do veneno de cobras como a Bothrops jararaca, espécie muito comum no Brasil e as serpentes asiáticas Agkistrodon rhodostoma e Trimeresurus flavoviridis, a professora e seu grupo observaram que estas estruturas são capazes de reduzir significativamente a proliferação e a migração de células de um tipo de melanoma, altamente metastásico em camundongos.
"A metástase do melanoma se dá por meio

do sangue. Quanto mais vascularizado o órgão, maiores são as chances de as células tumorais proliferarem, atingindo os pulmões, por exemplo", aponta Thereza Christina. Os pesquisadores concluíram que a ação das desintegrinas diminui as chances de formação de novos tumores, além de reduzir a atividade das células do melanoma, inibindo o crescimento acelerado do tumor.

Ação bloqueadora

A proliferação e a sobrevivência da célula cancerosa depende da sua capacidade de aderir a outras células e migrar dentro do organismo. Para que isso ocorra, é necessária que ocorra a interação entre as próprias células, que é feita por proteínas da família das integrinas e seus ligantes na matriz extracelular. As integrinas, uma vez reconhecendo seus ligantes, enviam sinais intracelulares que alteram o comportamento das células e influenciam na migração celular, no ciclo e na morte celular.

As desintegrinas têm em sua estrutura molecular elementos muito semelhantes aos de proteínas da matriz extracelular. E exatamente por causa dessa semelhança, a desintegrina "engana" a célula cancerosa interagindo com a integrina e impedindo sua associação às proteínas de matriz e, portanto, a migração do tumor e a transmissão de sinais intracelulares

Embora nos experimentos com camundongos as desintegrinas tenham se mostrado promissoras na terapia antitumoral e antimetastásica, a professora diz que estas proteínas devem ser encaradas como protótipos para o desenho de novas drogas, capazes de reproduzir tais efeitos em humanos, pois sua obtenção a partir de veneno bruto ainda é cara e de pouco rendimento. "O veneno das cobras é uma matéria-prima muito cara. Estamos tentando obter fontes mais baratas de desintegrinas, criando bactérias capazes de produzir essas proteínas responsáveis pela ligação seletiva a integrinas, obtendo assim uma fonte barata da substância", afirma Thereza.

Fonte: http://www.clicabrasilia.com.br/portal/noticia.php?IdNoticia=76248

Teste poderá prever eficácia de drogas contra câncer

Testes baseados nos genes, proteínas ou outras moléculas poderão, um dia, responder de antemão se um medicamento irá ajudar o paciente a melhorar ou se fará com que se sinta pior.

Segundo cientistas reportaram em conferência, o exame ajudaria pessoas que sofrem com câncer no colo, pâncreas e pulmão.

“O principal objetivo é identificar características do paciente, assim como do tumor, para que possamos usar agentes de real impacto”, afirma Bruce Johnson do Dana-Farber Cancer Institute e Harvard Medical School, em Boston.

Estudos têm sido realizados para determinar qual paciente terá o maior número de benefícios com um tipo específico de tratamento contra o câncer.

“A maior parte da indústria farmacêutica está preocupada em tornar 100% dos pacientes 20% melhores,” afirma Johnson. “Nossa intenção é fazer justamente o contrário”, finaliza.

Fonte: http://www.abril.com.br/noticias/ciencia-saude/teste-podera-prever-eficacia-drogas-cancer-396509.shtml

Teste pode ajudar a detectar formas cancerígenas do papiloma humano

Um novo teste de prospecção primária para detectar as formas cancerígenas do vírus do papiloma humano, rápido e barato, tem uma eficácia de 90%, e pode se transformar em uma útil ferramenta para os países em desenvolvimento.

A revista médica britânica "The Lancet Oncology" publica hoje os resultados do estudo de eficácia deste método de prospecção, chamado careHPV, realizado na província chinesa de Shanxi (leste).

No total, 2.388 mulheres de entre 30 e 54 anos se submeteram a este teste, e a ferramenta demonstrou 90% de precisão na detecção do vírus do papiloma humano, que pode causar câncer cervical.

Os cientistas, liderados por You-lin Qiao, asseguram que se trata de um teste rápido --o resultado sai em duas horas e meia--, simples --não requer pessoal qualificado, eletricidade ou água corrente-- e acessível.

Além disso, detecta 14 tipos cancerígenos de vírus do papiloma humano, por isso recomendam seu uso no campo e em países com poucos recursos.

Segundo a revista, o câncer cervical é o segundo mais comum entre as mulheres, com 500 mil novos casos e 300 mil mortes a cada ano, mais de 85% das quais ocorrem nos países em desenvolvimento.

A maioria destes tumores é causada por variantes cancerígenas do vírus do papiloma humano.

Se o ciclo da infecção se detiver, o desenvolvimento do câncer pode ser prevenido, daí a importância de detectar o vírus.

A prospecção citológica contribuiu para reduzir a mortalidade por câncer cervical na América do Norte e Europa, mas os países pobres não podem ter acesso a essa técnica.

Fonte: EFE - http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u447238.shtml

Exercício evita tumor de mama e esteatose

Mulheres com peso normal que se exercitam vigorosamente têm aproximadamente 30% menos chances de desenvolver câncer de mama do que aquelas que não se exercitam. É o que mostra um estudo realizado durante 11 anos com 32.269 mulheres norte-americanas na pós-menopausa pelo instituto do câncer dos EUA.

A pesquisa considerou atividade vigorosa trabalhos domésticos intensos como lavar janelas, esfregar o chão e jardinagem e esportes como corrida, tênis e pedalada em áreas montanhosas.

"Possivelmente, os mecanismos desenvolvidos pela atividade física que protegem contra o câncer incluem aumento da função imunológica e diminuição da inflamação crônica", disse o líder da pesquisa, Michael Leitzmann.

Já um estudo realizado com ratos constatou que parar com a atividade física diária ativa precursores específicos que podem levar à esteatose hepática (gordura no fígado). A pesquisa, da Universidade do Missouri, indica que o sedentarismo repentino pode aumentar os níveis de gordura no fígado em pouco tempo.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u462681.shtml

domingo, 26 de outubro de 2008

Destruição de tumores metastásicos no cérebro com laser

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Diagnósticos digitais são aliados na luta contra câncer

Uma boa notícia na área de saúde: médicos e pacientes do Instituto Nacional de Câncer (Inca) agora contam com um aliado na luta contra a doença. Carregar exames para as consultas não será mais necessário no Inca. A tecnologia, que já existe nos hospitais particulares, começou a ser implantada no instituto, no Rio de Janeiro.

Os resultados dos exames são digitalizados e as imagens, armazenadas em um banco de dados. Nos aparelhos modernos, como os de ressonância magnética, a transferência de imagens para o sistema é imediata. Os exames de raio-X são feitos nos equipamentos antigos.

As novas chapas, recicláveis, passam por uma máquina, que leva as imagens da radiografia para o computador. O médico tem mais recursos para analisar cada detalhe e chegar a um diagnóstico, além de ter acesso ao exame na consulta com o paciente.

“Este sistema permite que o médico amplie mais ou foque uma área que ele tem dúvida. O contraste de imagem na tela, que permite apontar pequenas lesões em áreas com dificuldade de visualização no exame convencional, facilita a possibilidade de identificar coisas que poderiam passar desapercebidos”, afirma o coordenador médico do Inca, Luiz Matoni.

Somente no ano passado, 264 mil filmes foram usados no Inca. Eles ficam no arquivo, que está lotado, mas já parou de recebe novos exames. A mudança significa um atendimento melhor, economia na compra de materiais e também benefícios para o meio ambiente. Na modernização do laboratório do Inca, foram investidos R$ 2,7 milhões.

“São oito milhões de litros de água que a gente deixa de utilizar, porque o sistema anterior era usado com filme, que precisava ser revelado com químicos e revelador, sem ter lavado e depois secado. Essa água era desperdiçada”, explica a chefe do setor de radiologia Eliana Boasquevisque.

“Agora é só apertar uma teclinha e já aparecem os exames todos completos”, comenta a paciente Valeria de Lourdes Orioli.

Fonte: http://g1.globo.com/bomdiabrasil/0,,MUL834736-16020,00-DIAGNOSTICOS+DIGITAIS+SAO+ALIADOS+NA+LUTA+CONTRA+CANCER.html

Tomate modificado geneticamente ajuda a prevenir câncer

Um tomate geneticamente modificado para conter nutrientes mais comuns em frutas escuras ajudou a prevenir um câncer em um camundongo, afirmaram neste domingo (26) pesquisadores britânicos.

A descoberta, publicada no jornal Nature Biotechnology, fortalece a idéia de que plantas podem ser geneticamente modificadas para tornar as pessoas mais saudáveis.

O camundongo propenso a desenvolver câncer que se alimentou do fruto modificado viveu muito mais do que outros animais que se alimentaram com uma dieta normal com ou sem tomate, disse Cathie Martin e os colegas da fundação do governo John Innes Centre, na Grã-Bretanha.

"O efeito foi bem maior do que esperávamos", disse Martin, bióloga.

O foco do estudo é um tipo de antioxidante encontrado em frutos como amora, que diminuiria o risco de câncer, problemas cardíacos e doenças neurológicas.

Apesar de ser algo fácil, muitas pessoas não têm o hábito de comer esses frutos, disseram os pesquisadores.

O camundongo geneticamente modificado para desenvolver câncer viveu uma média de 182 dias ao ser alimentado com tomates, em comparação com os 142 dias para animais submetidos à uma dieta comum.

"É extremamente encorajador acreditar que através de uma mudança na dieta, ou componentes específicos dessa dieta, você pode melhorar a saúde de animais e possivelmente de humanos", disse Martin em entrevista por telefone.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL837386-5603,00-TOMATE+MODIFICADO+GENETICAMENTE+AJUDA+A+PREVENIR+CANCER.html

Toxina presente no veneno da jararaca para tratar o melanoma

Agência FAPESP – Cientistas do Laboratório de Genética do Instituto Butantan estão testando os efeitos da jararagina, uma toxina presente no veneno da jararaca (Bothrops jararaca) para tratar o melanoma, a forma mais agressiva de câncer de pele. De acordo com a coordenadora dos estudos, Itamar Romano Garcia Ruiz, os resultados obtidos até agora são promissores.

Segundo ela, a literatura científica internacional indica que toxinas presentes em diversos organismos são eficientes para diminuir a proliferação de células tumorais in vivo e in vitro. Isso levou o grupo, que trabalha com a genética do câncer desde 1996, a investigar os efeitos da toxina da jararaca sobre tecidos cancerosos.

“Estudamos culturas de células de melanoma tratadas com a jararagina, uma das toxinas que compõem o veneno da jararaca. Tivemos uma série de resultados, incluindo uma significativa inibição da proliferação do tumor”, disse Itamar à Agência FAPESP.

A pesquisadora afirma que o grupo está testando os efeitos da toxina na morfologia, adesão, migração e invasão celular. Em todos os casos, segundo ela, os resultados são promissores. O tratamento mostrou uma importante redução das metástases. “No entanto, ainda falta um longo caminho para que essas pesquisas resultem efetivamente em uma alternativa para o tratamento da doença”, afirmou.

O trabalho é feito em parceria com a Divisão de Ciências Fisiológicas e Químicas, que extrai a jararagina do veneno das serpentes do Instituto Butantan. “O veneno das serpentes é uma sopa de vários tipos de substâncias que produz um efeito anestésico e degrada os tecidos. A jararagina é uma proteína que faz parte dessa sopa”, explicou Itamar.

O veneno dos animais, em especial as cobras e os anfíbios, serve como proteção ou arma natural, instalada durante a evolução. “Cada um tem seu mecanismo. No caso das cobras o veneno é importante, já que elas não têm braços para agarrar as presas. As substâncias presentes ali anestesiam e paralisam a presa. Procuramos aproveitar a riqueza desse composto de substâncias”, disse.

Um metal posicionado em determinado local de sua estrutura dá à jararagina a capacidade de degradar outras proteínas. “O que possibilita o uso contra o câncer é que essa proteína tem a capacidade de reconhecer uma parte da membrana da célula tumoral, ligando-se a ela e impedindo sua evasão, bloqueando a metástase. A literatura científica mostrava que o nível de metástase diminuía com o uso do veneno. Nós começamos a usar apenas essa componente do veneno para aumentar a eficiência dessa propriedade”, disse.

Biomarcadores e clonagem

Além de estudar as culturas de células tumorais do melanoma, o grupo realiza uma série de pesquisas sobre a estrutura do DNA e a expressão gênica desses tumores. “Outra linha que estamos começando envolve a clonagem e o seqüenciamento do gene que codifica a jararagina, com a finalidade de obter uma ferramenta que, no futuro, seja útil para combater o melanoma”, explicou Itamar.

No laboratório, os estudos sobre o câncer tiveram início em 1996, segundo a pesquisadora, sempre com o apoio da FAPESP. Na linha que trata da regulação gênica e da estrutura do DNA, os estudos são feitos em colaboração com o Departamento de Dermatologia da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP).

“Eles nos forneceram os tumores dos pacientes, que usamos para analisar o DNA, comparando-o com o próprio tecido saudável ou com o sangue do paciente. Com isso, temos estudado o RNA-repetitivo para tentar desenvolver biomarcadores que nos permitam mostrar se as intervenções cirúrgicas foram suficientes. Além da utilidade imediata para os médicos, esse tipo de estudo nos dá novas informações sobre como se desencadeiam e progridem os processos tumorais”, afirmou.

Quando um paciente com um tumor é submetido a cirurgia, uma margem de tecido saudável é extraída, para evitar que o câncer retorne. “Quando a pele é costurada, uma pequena parte que fica saliente é extraída, servindo como controle para estudo do tecido perto do próprio tumor. O mesmo é feito com o sangue – estudamos os leucócitos, que têm DNA. Com isso, estudamos a estrutura do DNA tumoral, tentando correlacionar a gravidade do tumor com as alterações observadas”, contou.

A outra linha de estudos do laboratório é voltada para a investigação dos genes que codificam toxinas como a jararagina e a botropsina. “O DNA é formado por partes codificadoras, conhecidas como éxons, e partes intermediárias, ou íntrons. Estamos estudando a estrutura total, considerando éxons e íntrons. Para isso temos que clonar e seqüenciar esses genes, o que fazemos em colaboração com a área de biotecnologia”, disse Itamar.

Até há pouco tempo os íntrons eram conhecidos como “DNA-lixo”, mas hoje, de acordo com a pesquisadora, sabe-se que 80% deles codificam o RNA e estão ligados à regulação dos genes.

A parte molecular dos estudos sobre os efeitos da jararagina em cultura de células de melanoma deverá ser concluída até o fim do ano. A clonagem da jararagina começou a ser feita este ano, pela mestranda Alessandra Finardi de Souza.

“O seqüenciamento já está bastante adiantado. O objetivo da clonagem é usar o domínio interessante da toxina para combater a célula tumoral. Em vez de fazer todo o processo bioquímico de extração da proteína, separando a jararagina de todas as outras componentes do veneno, teremos o gene clonado e poderemos expressar e produzir só o que nos interessa para agir sobre a célula tumoral”, explicou.

Fonte: http://www.agencia.fapesp.br/materia/9536/especiais/cancer-envenenado.htm