domingo, 11 de setembro de 2011

Câncer de próstata avançado tem novo tratamento


Os pacientes com câncer de próstata avançado, já resistente ao tratamento convencional, terão em breve uma nova opção. Um estudo identificou uma droga capaz de aumentar a sobrevida desses casos, suavizando sintomas e prometendo melhorar a qualidade de vida.


Teste feito com o Acetato de Abiraterona - publicado na revista especializada “The New England Journal os Medicine” - mostrou que ele pode aumentar em ate 36 % a sobrevida de pacientes que não reagem às terapias atuais, incluindo o tratamento com hormonioterapia.
O estudo acompanhou 1.195 pessoas e verificou que o aumento do tempo de vida dos pacientes que usaram a nova droga foi de 14,8meses em média.


“Até um ano atrás, quando a quimioterapia falhava, o paciente ficava sem tratamento. Agora vamos ter alternativas. O acetato de abiraterona não é a única droga existente com essse objetivo, mas mostrou um excelente resultado”, afirmou Fernando Maluf, chefe do Departamento de Oncologia Clínica do Hospital São Jose (SP).


O medicamento já foi aprovado pelo FDA (órgão que regula remédios e alimentos nos Estados Unidos). No Brasil, a previsão de lançamento é para 2013.


O câncer de próstata -o segundo mais comum entre homens do mundo- usa a testosterona como uma espécie de combustível para conseguir se desenvolver.Uma das primeiras etapas do tratamento desse câncer é justamente inibir a produção do hormônio masculino.


COMO FUNCIONA


Após algum tempo, no entanto, essa limitação deixa de fazer efeitos em certos pacientes. È como se o tumor encontrasse um plano B e começasse a “se alimentar” de outras fontes.
O acetato de abiraterona age inibindo a síntese de outros hormônios masculinos que, embora ajudem a manter as características sexuais do homem, serve de combustível alternativo para o câncer de próstata, estimulando seu crescimento.


Uma das vantagens da nova droga é que ela funciona por via oral. Boa parte dos tratamentos em estudo para tratar pacientes resistentes às terapias atuais precisa ser aplicado por injeções, uma característica que tradicionalmente diminui o índice de adesão e permanência nas terapias.


Segundo os autores do trabalho, chefiado por Johann Bono, do Instituto de Pesquisas de Câncer do Royal Marsden NHS Foundation Trust, houve uma alta adesão ao tratamento com abiraterona.


Ainda segundo o estudo, o acetato também agiu no controle da dor óssea, uma das características do estado avançado da doença.


Fonte:http://www.radiology.com.br/materias/rad_materias.asp?flag=1&id_materia=986

Novo procedimento médico revoluciona tratamento do câncer no colo do útero


Considerada “ampliada” pela abrangência da área ocupada pelos órgãos removidos, a histerectomia utiliza pequenas pinças para a realização da cirurgia


Um dos raros tipos de câncer com causas e métodos de prevenção conhecidos atualmente, o carcinoma do colo uterino mata, por ano, cerca de 230 mil mulheres no mundo. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o número só não é maior do que o do câncer de mama. Buscando modernizar o tratamento da doença, o Serviço de Cirurgia Oncológica do Hospital São Rafael, em Salvador, realizou, no mês passado, um novo procedimento: a histerectomia ampliada por videolaparoscopia, cirurgia que dispensa a necessidade dos cortes profundos utilizados nos tratamentos tradicionais, diminuindo os riscos ligados aos procedimentos.

Considerada “ampliada" pela abrangência da área ocupada pelos órgãos removidos, a histerectomia por videolaparoscopia utiliza pequenas pinças, para a realização da cirurgia. “Introduzidas em furos de meio centímetro, feitos no abdômen, as pinças são guiadas por uma micro câmera, também inserida através de um furo mínimo, realizado no umbigo da paciente. Além de efetuar os cortes necessários à remoção dos órgãos, os instrumentos servem para fazer coagular os vasos sanguíneos durante a cirurgia”, explica Heron Cangussu, especialista que, ao lado do cirurgião oncologista Jadson Reis, coordena o núcleo responsável pela implantação do serviço no hospital.

Criada ainda no século XX, a histerectomia ampliada sempre foi utilizada para tratamento do câncer do colo de útero, porém o procedimento, antes, era realizado através de um corte profundo, feito na barriga da paciente, para que fossem retirados o útero, os gânglios e o tecido linfático. Com o advento da videolaparoscopia, entretanto, além de não ser mais necessário o corte, a cirurgia tornou-se bem mais simples, eficaz e segura, garantindo um pós-operatório sem restrições e complicações. 

“A vantagem deste novo procedimento é que a paciente sangra menos - afastando a necessidade da transfusão - sente menos dor, possui um menor índice de complicações relacionadas às feridas operatórias, além do efeito estético, uma vez que as cicatrizes são quase imperceptíveis”, destaca o médico. A média de alta é de três dias após a cirurgia. “Passados os sete e os 15 primeiros dias, a paciente tem que voltar a fazer revisão, para acompanhamento da ferida operatória e para ver se ela adquiriu retenção urinária”, conclui o oncologista.

Sintomas e Prevenção
Classificados em dois subtipos, o câncer do colo uterino é um dos poucos que possuem sintomas evidentes. O sangramento espontâneo e a dor e o sangramento durante a relação sexual são sinais perceptíveis em pacientes portadoras da doença.

Uma vez detectados os sintomas, segundo o médico do HSR, é importante procurar um especialista, para diagnosticar a doença ainda no início. “A descoberta precoce do câncer garante um tratamento bastante eficaz, principalmente quando utilizada a videolaparoscopia. Entretanto, mesmo quando detectada mais tarde, ainda é possível tratar a doença, através da radioquimioterapia”, realça o médico. 

Vale ressaltar que, para evitar o HPV, principal causadora do câncer do colo uterino, responsável por gerar infecção na pele e nas mucosas genitais, é importante fazer regularmente  o exame preventivo de Papanicolau, através de visitas regulares ao ginecologista. “Outros importantes métodos de prevenção são o uso do preservativo, uma vez que a doença é transmitida sexualmente, e a vacina contra a doença, que deve ser aplicada antes da primeira relação sexual”, finaliza o especialista.


Fonte: http://www.correio24horas.com.br/noticias/detalhes/detalhes-1/artigo/novo-procedimento-medico-revoluciona-tratamento-do-cancer-no-colo-do-utero/

Cuba anuncia primeiro tratamento terapêutico contra câncer de pulmão


Remédio não previne que o câncer se instale, mas pode ajudar na sobrevida de pacientes


As autoridades médicas cubanas divulgaram hoje que concluíram um medicamento para tratar câncer de pulmão, informou o site Xinhua. O medicamento não previne que o câncer se instale, mas pode ajudar na sobrevida de pacientes em estágio avançado da doença. O remédio CimaVax-EGF é o resultado de uma pesquisa de 25 anos feita no Centro de Imunologia Molecular de Havana. Ele permite que o corpo se defenda ao atingir uma proteína responsável pela proliferação sem controle 
das células, e dessa forma evita danos maiores ao impedir que o câncer se espalhe. 


Os médicos prometem que o tratamento consegue transformar o câncer de pulmão em doença crônica administrável, porque permite que o corpo crie anticorpos para lutar contra as proteínas que causam a proliferação sem controle de células agressivas. Quimioterapia e radioterapia ainda são recomendadas como formas primárias de destruição de células cancerosas, mas para aqueles que não respondem a esses tratamentos, o novo medicamento pode literalmente salvar vidas. 


O tratamento foi testado em mil pacientes cubanos e já é distribuído gratuitamente na rede pública de saúde cubana.


Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI263704-17770,00-CUBA+ANUNCIA+PRIMEIRO+TRATAMENTO+TERAPEUTICO+CONTRA+CANCER+DE+PULMAO.html

segunda-feira, 5 de setembro de 2011

Vírus ataca e destrói câncer infantil


Sarcomas de tecidos moles


Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, estão estudando um vírus da mesma família do vírus da raiva para combater um tipo de câncer encontrado principalmente em crianças e adultos jovens.


Sarcomas de tecidos moles são cânceres que se desenvolvem em tecidos que conectam, dão suporte ou circundam outras estruturas e órgãos do corpo.


Músculos, tendões, tecidos fibrosos, gordura, vasos sanguíneos, nervos e tecidos sinoviais são exemplos de tecidos moles.


Embora relativamente raros em adultos, esses sarcomas representam aproximadamente 15% das neoplasias malignas pediátricas e resultam em morte em aproximadamente um terço dos pacientes até cinco anos depois do diagnóstico.


Vírus oncolítico


O vírus da estomatite vesicular (VSV) é um rabdovírus, que é a mesma família de vírus como o da raiva. Ele causa uma doença semelhante à febre aftosa em bovinos.


Uma pesquisa recente descobriu que o vírus também é oncolítico, o que significa que ele procura e destrói tumores cancerígenos.


Estudos anteriores também já demonstraram que o VSV é promissor no tratamento de tumores cerebrais em camundongos.


Neste estudo, os pesquisadores investigaram o potencial do VSV e de uma versão oncoliticamente melhorada do vírus da estomatite vesicular (VSV-rp30a) para efetivamente alvejar e matar 13 sarcomas diferentes.


Agente oncolítico


As duas linhagens do vírus efetivamente infectaram e mataram 12 dos 13 sarcomas.


A resistência do sarcoma sobrevivente foi finalmente superada com um pré-tratamento com compostos que antagonizam a sinalização interferon.


Adicionalmente, os cientistas analisaram a capacidade do VSV-rp30a para infectar e evitar o crescimento de tumores.


"Uma única injeção intravenosa do VSV-rp30a infectou seletivamente todos os sarcomas subcutâneos humanos testados em camundongos e impediu o crescimento de tumores que cresceriam 11 vezes [se não tratados]," escrevem os pesquisadores.


"No geral, achamos que a eficácia potencial do VSV como um agente oncolítico estende-se a tumores mesodérmicos não-hematológicos e que a resistência invulgarmente forte à oncólise do VSV pode ser superada com atenuadores de interferon," concluem.


Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=virus-oncolitico-ataca-destroi-cancer-infantil&id=6886

Brasileiros desenvolvem nova terapia contra o câncer de pele


A terapia fotodinâmica foi criada por pesquisadores da USP de São Carlos, não tem efeitos colaterais


Centros médicos de todo o Brasil começam a usar uma nova terapia contra o câncer de pele. O tratamento é gratuito e a tecnologia foi desenvolvida pela USP de São Carlos.


A pomada é passada sobre a pele, que é exposta a radiação ultravioleta. As lesões provocadas pelo câncer são facilmente identificadas pelo equipamento. Se o diagnóstico é positivo, o tumor é tratado, na sequência, com outra luz. A interação do medicamento com a luz vermelha de alta potência provoca uma reação fotoquímica. As células cancerígenas morrem. Na hora, já é possível identificar o resultado da terapia. O procedimento não dura mais que quatro horas.


“Pela primeira vez, nós conseguimos colocar, em um único sistema, um aparelho que permite ao médico auxílio no diagnóstico e também no acompanhamento do tratamento em tempo real. Enquanto ele faz, ele está vendo o que ele está acontecendo e o tratamento”, explica Vanderlei Bagnato, pesquisador da USP.


A terapia fotodinâmica desenvolvida por pesquisadores da USP de São Carlos não tem efeitos colaterais. Pode ser repetida várias vezes, não requer internação e está sendo considerada uma opção de tratamento antes da cirurgia. É indicada para os carcinomas, o câncer de pele mais comum. No ano passado, atingiu 120 mil brasileiros.


Dona Flora foi uma das primeiras a testar a tecnologia. Ela tem câncer de pele há 10 anos. Fez várias cirurgias, enxertos e radioterapia. “Muito mais dolorida a radioterapia. O laser é uma coisa mais suportável e o resultado aparece mais rápido”, conta.


Mais de cem centros médicos espalhados pelo Brasil inteiro foram selecionados pelo programa para testar a tecnologia no período de um ano. O equipamento já está sendo usado em 200 hospitais e postos de saúde. E 200 pacientes já foram submetidos ao tratamento - em 90% dos casos o tumor foi eliminado.


“O câncer de pele inicial é muito bem tratado com esse protótipo. Esses índices de cura são expressivos”, avalia a dermatologista Ana Gabriela Salvio.
Seu Eliseu fez a primeira sessão de terapia. Depois de 20 anos com câncer, está animado com a possibilidade de cura. “Essa é a minha esperança”, diz ele.
Os kits enviados aos centros médicos serão usados em 8 mil pacientes. Se o índice de cura de 90% for mantido, o programa poderá ser adotado pelo SUS.


Fonte: http://gazetaweb.globo.com/v2/noticias/texto_completo.php?c=239794

Homem com câncer terminal se cura após tratamento experimental


Londres (Inglaterra) - Um britânico doente de câncer, condenado a morrer em um ano, se curou após passar por um tratamento inovador que "matou" seus tumores em apenas dois dias. A saga de Brian Brooks, 72 anos, começou após ele receber o diagnóstico de que estava com um grave câncer no figado ,em novembro do último ano. As informações são do Daily Mail.


Sem nada a perder, Brian colocou-se como voluntário de uma terapia experimental contra o câncer, chamada Foxfire, que foi criada pela 'Cancer Research UK's Bobby Moore Fund'. O tratamento radical, chamado radioembolization, coloca material radioativo dentro dos vasos sanguíneos que fornecem uma dose de radiação diretamente para o fígado.


Surpreendentemente, seus tumores desapareceram em apenas dois dias de tratamento - o que significava os médicos foram capazes de tratar o câncer no cólon. Especialistas agora acreditam que o tratamento pode ajudar a tratar milhares de pacientes com câncer na Grã-Bretanha.


Ao contrário da radioterapia tradicional, que é dirigida ao tumor de fora do corpo, esta proporciona uma alta dose de radiação de dentro da área doente do corpo. É como se fossem colocodas microesferas minúsculo no interior dos vasos sanguíneos que alimentam o tumor para bloquear o fornecimento de sangue para as células cancerosas.


Uma vez que estas microesferas radioativas se alojam no local do tumor eles entregam uma alta dose de radiação com o mínimo dano às células saudáveis.


Brian descobriu que estava doente no dia 7 de setembro de 2010 e no dia 17 de novembro de 2010 passou pelo procedimento. Apenas 4 meses após passar pelo tratamento os médicos atestaram que o tumor não existia mais.


Fonte: http://odia.terra.com.br/portal/cienciaesaude/html/2011/9/homem_com_cancer_terminal_se_cura_apos_tratamento_experimental_189562.html

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Vírus transgênico é promessa no combate ao câncer


Um teste clínico realizado em 23 pacientes com diversos tipos de tumores sólidos - como cânceres de pulmão, de intestino, melanomas, etc. - comprovou, pela primeira vez, que vírus geneticamente modificados podem combater as células doentes de forma específica, sem infectar as sadias.


Pesquisadores americanos e canadenses recorreram a uma cepa do vírus Vaccinia, utilizado na imunização contra a varíola. A linhagem - batizada de JX-594 - já apresentava afinidade com células cancerosas. Mas os pesquisadores aumentaram seu arsenal antitumoral: incluíram um gene que produz o fator GM-CSF, responsável por estimular a imunidade natural do organismo humano ao câncer.


Os pacientes - todos com a doença no estágio de metástase - foram divididos em cinco grupos. Cada um recebeu uma dose intravenosa específica do vírus.


Dos oito pacientes incluídos nos dois grupos com as maiores doses, sete apresentaram evidências de replicação viral no tumor. Seis experimentaram uma melhora ou, pelo menos, uma estabilização do câncer. O trabalho mereceu publicação na revista Nature.


"Os resultados são muito promissores, especialmente se levamos em conta que foi só um teste de fase 1 (ou seja, com poucos pacientes e destinado a comprovar a segurança do método), com uma única dose da terapia", afirma John Bell, da Universidade de Ottawa, no Canadá.


Outros testes clínicos recorrem a estratégias baseadas em vírus para combater um câncer, mas ainda não demonstraram especificidade. Um estudo, já na frase 3, por exemplo, utiliza um vírus modificado do herpes para produzir o fator GM-CSF.


Para Enrique Boccardo, do Departamento de Microbiologia do Instituto de Ciências Biomédicas da USP, o trabalho representa um avanço. "Eles utilizaram um vírus cuja segurança já foi consagrada: ele já havia sido usado na erradicação da varíola", afirma Boccardo.


"De qualquer forma, os resultados ainda são tímidos." O cientista recorda que, nos testes, só foram incluídos pacientes que não reagiam mais a tratamento algum. "Em voluntários com um perfil menos agressivo de câncer, os resultados poderiam ser melhores", afirma.


Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,virus-transgenico-e-promessa-no-combate-ao-cancer,766766,0.htm