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segunda-feira, 5 de setembro de 2011
Vírus ataca e destrói câncer infantil
Sarcomas de tecidos moles
Cientistas da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, estão estudando um vírus da mesma família do vírus da raiva para combater um tipo de câncer encontrado principalmente em crianças e adultos jovens.
Sarcomas de tecidos moles são cânceres que se desenvolvem em tecidos que conectam, dão suporte ou circundam outras estruturas e órgãos do corpo.
Músculos, tendões, tecidos fibrosos, gordura, vasos sanguíneos, nervos e tecidos sinoviais são exemplos de tecidos moles.
Embora relativamente raros em adultos, esses sarcomas representam aproximadamente 15% das neoplasias malignas pediátricas e resultam em morte em aproximadamente um terço dos pacientes até cinco anos depois do diagnóstico.
Vírus oncolítico
O vírus da estomatite vesicular (VSV) é um rabdovírus, que é a mesma família de vírus como o da raiva. Ele causa uma doença semelhante à febre aftosa em bovinos.
Uma pesquisa recente descobriu que o vírus também é oncolítico, o que significa que ele procura e destrói tumores cancerígenos.
Estudos anteriores também já demonstraram que o VSV é promissor no tratamento de tumores cerebrais em camundongos.
Neste estudo, os pesquisadores investigaram o potencial do VSV e de uma versão oncoliticamente melhorada do vírus da estomatite vesicular (VSV-rp30a) para efetivamente alvejar e matar 13 sarcomas diferentes.
Agente oncolítico
As duas linhagens do vírus efetivamente infectaram e mataram 12 dos 13 sarcomas.
A resistência do sarcoma sobrevivente foi finalmente superada com um pré-tratamento com compostos que antagonizam a sinalização interferon.
Adicionalmente, os cientistas analisaram a capacidade do VSV-rp30a para infectar e evitar o crescimento de tumores.
"Uma única injeção intravenosa do VSV-rp30a infectou seletivamente todos os sarcomas subcutâneos humanos testados em camundongos e impediu o crescimento de tumores que cresceriam 11 vezes [se não tratados]," escrevem os pesquisadores.
"No geral, achamos que a eficácia potencial do VSV como um agente oncolítico estende-se a tumores mesodérmicos não-hematológicos e que a resistência invulgarmente forte à oncólise do VSV pode ser superada com atenuadores de interferon," concluem.
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=virus-oncolitico-ataca-destroi-cancer-infantil&id=6886
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sábado, 25 de junho de 2011
Vacina viral ataca tumores de próstata, mostra pesquisa
Experimentos feitos em camundongos por uma equipe internacional de cientistas tiveram sucesso animador na tarefa de ensinar o organismo dos bichos a combater tumores de próstata.
Os roedores de laboratório receberam uma vacina terapêutica contra o câncer, feita a partir de genes que só ficam ativos na próstata.
Com isso, seu corpo mobilizou as próprias defesas para lutar contra tumores que já estavam estabelecidos. Em 80% dos casos, a doença acabou sendo eliminada.
Ainda são necessários anos de novos estudos antes de a abordagem poder ser testada em seres humanos, e problemas associados a ela podem acabar aparecendo, mas a pesquisa parece ter obtido avanços num ponto crucial: como induzir o ataque às células cancerosas sem danificar o resto do organismo.
O estudo acaba de ser publicado na versão digital da revista científica Nature Medicine. A equipe, liderada por Alan Melcher, da Universidade de Leeds, no norte do Reino Unido, recrutou a ajuda de um vírus para a tarefa (veja infográfico acima).
É cada vez mais comum que aliados virais sejam usados para projetar terapias envolvendo DNA. No caso do VSV (vírus da estomatite vesicular, na sigla inglesa), o interesse surgiu porque ele é naturalmente capaz de atacar certos tumores.
Como seus efeitos em humanos não costumam passar de sintomas parecidos com uma gripe, considera-se relativamente seguro trabalhar com o vírus. Desta vez, no entanto, o interesse era usá-lo como veículo para os genes ativos na próstata.
Tais genes, obtidos de próstatas humanas normais (sem câncer) foram contrabandeados para dentro do material genético do VSV e injetados nos camundongos.
Os vírus, por sua vez, fizeram o serviço sujo de induzir a produção elevada de moléculas típicas da próstata, cuja receita está contida nos genes escolhidos pelos cientistas. Uma delas é a PSA, usada justamente para diagnosticar tumores de próstata.
Diante da presença aumentada das substâncias específicas do órgão, e da própria ação do vírus, o corpo dos ratinhos foi estimulado a reagir contra os cânceres.
Isso provavelmente aconteceu porque as moléculas derivadas do tecido da próstata foram lidas como um corpo estranho pelo organismo, do mesmo modo que ele interpretaria a invasão de um parasita, dizem os cientistas.
Ao mesmo tempo, os tecidos saudáveis da próstata dos camundongos não foram atacados isso quando o tratamento era sistêmico, ou seja, quando os vírus eram simplesmente injetados na corrente sanguínea.
Não está muito claro ainda o porquê disso. Os cientistas especulam, no entanto, que a passagem do vírus alterado pelo sangue ajudaria a potencializar a reação do sistema imunológico (de defesa).
Outro truque interessante, a julgar pelo experimento, seria usar genes ligados à próstata de outra espécie de mamífero, porque isso também parece fortalecer a reação de defesa do organismo.
Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/vacina-viral-ataca-tumores-de-prostata-mostra-pesquisa_115142/
Os roedores de laboratório receberam uma vacina terapêutica contra o câncer, feita a partir de genes que só ficam ativos na próstata.
Com isso, seu corpo mobilizou as próprias defesas para lutar contra tumores que já estavam estabelecidos. Em 80% dos casos, a doença acabou sendo eliminada.
Ainda são necessários anos de novos estudos antes de a abordagem poder ser testada em seres humanos, e problemas associados a ela podem acabar aparecendo, mas a pesquisa parece ter obtido avanços num ponto crucial: como induzir o ataque às células cancerosas sem danificar o resto do organismo.
O estudo acaba de ser publicado na versão digital da revista científica Nature Medicine. A equipe, liderada por Alan Melcher, da Universidade de Leeds, no norte do Reino Unido, recrutou a ajuda de um vírus para a tarefa (veja infográfico acima).
É cada vez mais comum que aliados virais sejam usados para projetar terapias envolvendo DNA. No caso do VSV (vírus da estomatite vesicular, na sigla inglesa), o interesse surgiu porque ele é naturalmente capaz de atacar certos tumores.
Como seus efeitos em humanos não costumam passar de sintomas parecidos com uma gripe, considera-se relativamente seguro trabalhar com o vírus. Desta vez, no entanto, o interesse era usá-lo como veículo para os genes ativos na próstata.
Tais genes, obtidos de próstatas humanas normais (sem câncer) foram contrabandeados para dentro do material genético do VSV e injetados nos camundongos.
Os vírus, por sua vez, fizeram o serviço sujo de induzir a produção elevada de moléculas típicas da próstata, cuja receita está contida nos genes escolhidos pelos cientistas. Uma delas é a PSA, usada justamente para diagnosticar tumores de próstata.
Diante da presença aumentada das substâncias específicas do órgão, e da própria ação do vírus, o corpo dos ratinhos foi estimulado a reagir contra os cânceres.
Isso provavelmente aconteceu porque as moléculas derivadas do tecido da próstata foram lidas como um corpo estranho pelo organismo, do mesmo modo que ele interpretaria a invasão de um parasita, dizem os cientistas.
Ao mesmo tempo, os tecidos saudáveis da próstata dos camundongos não foram atacados isso quando o tratamento era sistêmico, ou seja, quando os vírus eram simplesmente injetados na corrente sanguínea.
Não está muito claro ainda o porquê disso. Os cientistas especulam, no entanto, que a passagem do vírus alterado pelo sangue ajudaria a potencializar a reação do sistema imunológico (de defesa).
Outro truque interessante, a julgar pelo experimento, seria usar genes ligados à próstata de outra espécie de mamífero, porque isso também parece fortalecer a reação de defesa do organismo.
Fonte: http://www.correiodoestado.com.br/noticias/vacina-viral-ataca-tumores-de-prostata-mostra-pesquisa_115142/
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