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quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Cientistas marcam células de câncer com tinta fluorescente
Tentar remover todas as células cancerígenas durante a cirurgia pode ser muito difícil. Elas, com freqüência, têm a mesma cor que as saudáveis, por isso, há o risco do cirurgião deixar algumas células cancerígenas para trás. Com o tempo, há chances dessas células cancerígenas que ficaram podem crescer e desenvolver um novo câncer. Mas uma nova técnica que deixa as células de câncer no ovário brilhantes pode mudar isso.
Uma pesquisa da Universidade de Groningen, nos Países Baixos, usou como base o fato de que a maioria das células de câncer apresenta um receptor de ácido fólico, o que não existe nas células saudáveis.
Eles fizeram uma "pintura" das células cancerígenas. Acrescentaram uma substância fluorescente ao ácido fólico e aplicaram essa mistura em um grupo de mulheres duas horas antes da cirurgia para remover seus tumores. O ácido com a cor fluorescente foi absorvido pelas células cancerígenas, mas não pelas saudáveis. Uma vez no organismo, os cirurgiões usaram uma câmera para detectar a parte brilhante e, assim, visualizar melhor o tumor.
O próximo passo dos pesquisadores é descobrir se o método realmente aumenta a sobrevida dos pacientes.
Fonte: http://revistagalileu.globo.com/Revista/Common/0,,EMI266221-17770,00-CIENTISTAS+MARCAM+CELULAS+DE+CANCER+COM+TINTA+FLUORESCENTE.html
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Maquina promete curar tumor sem cortes
Um novo aparelho de ultrassom que destrói tumores começou a ser usado no Icesp (Instituto do Câncer do Estado de São Paulo). O equipamento de última geração usa ondas de alta intensidade, que atingem só o tumor -elas são direcionadas com auxílio da ressonância magnética.
O tratamento dura de três a quatro horas e dispensa cortes. O paciente permanece consciente o tempo todo. As aplicações clínicas já estabelecidas são para miomas e metástases ósseas. O Icesp já fez seis tratamentos em miomas e vai começar a tratar os tumores nos ossos na próxima semana.
A previsão é usar a técnica em pesquisas clínicas para outros tipos de câncer. O ultrassom com foco de alta intensidade está sendo testado para tumores cerebrais, de mama e de próstata, nos EUA, na Europa e na Ásia.
O Icesp também está desenvolvendo pesquisas para levar remédios ao tumor com auxílio do aparelho. Nesse tipo de tratamento, quimioterápicos em alta concentração são "envelopados" em cápsulas sensíveis ao calor. Aquecidas pelo ultrassom, liberam a droga apenas no local do câncer.
Segundo Marcos Menezes, radiologista do Icesp e do Hospital Sírio-Libanês, o novo aparelho emite ondas 20 mil vezes mais intensas que as do ultrassom comum, usado em exames de imagem. São emitidos mais de mil feixes de ondas, que se concentram na área a ser atingida, em um foco de 1 mm de diâmetro. O processo é similar ao da lente de aumento, que focaliza múltiplos raios de luz em um único ponto.
Cada feixe de ultrassom isoladamente passa pelos tecidos sem causar dano. É só onde os feixes convergem que acontece o superaquecimento que queima o tumor. O aparelho, chamado Hifu (ultrassom com foco de alta intensidade, na sigla em inglês), foi desenvolvido por uma empresa israelense. O Estado de São Paulo pagou R$ 1,5 milhão por ele.
http://www.eshoje.com.br/portal/leitura-noticia,inoticia,11416,maquina_promete_curar_tumor_sem_cortes.aspx
O tratamento dura de três a quatro horas e dispensa cortes. O paciente permanece consciente o tempo todo. As aplicações clínicas já estabelecidas são para miomas e metástases ósseas. O Icesp já fez seis tratamentos em miomas e vai começar a tratar os tumores nos ossos na próxima semana.
A previsão é usar a técnica em pesquisas clínicas para outros tipos de câncer. O ultrassom com foco de alta intensidade está sendo testado para tumores cerebrais, de mama e de próstata, nos EUA, na Europa e na Ásia.
O Icesp também está desenvolvendo pesquisas para levar remédios ao tumor com auxílio do aparelho. Nesse tipo de tratamento, quimioterápicos em alta concentração são "envelopados" em cápsulas sensíveis ao calor. Aquecidas pelo ultrassom, liberam a droga apenas no local do câncer.
Segundo Marcos Menezes, radiologista do Icesp e do Hospital Sírio-Libanês, o novo aparelho emite ondas 20 mil vezes mais intensas que as do ultrassom comum, usado em exames de imagem. São emitidos mais de mil feixes de ondas, que se concentram na área a ser atingida, em um foco de 1 mm de diâmetro. O processo é similar ao da lente de aumento, que focaliza múltiplos raios de luz em um único ponto.
Cada feixe de ultrassom isoladamente passa pelos tecidos sem causar dano. É só onde os feixes convergem que acontece o superaquecimento que queima o tumor. O aparelho, chamado Hifu (ultrassom com foco de alta intensidade, na sigla em inglês), foi desenvolvido por uma empresa israelense. O Estado de São Paulo pagou R$ 1,5 milhão por ele.
http://www.eshoje.com.br/portal/leitura-noticia,inoticia,11416,maquina_promete_curar_tumor_sem_cortes.aspx
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domingo, 28 de novembro de 2010
Cientista combina novos tratamentos de câncer que têm menos efeitos colaterais
Nos últimos anos, os cientistas têm pesquisado novos caminhos para o tratamento de câncer que tenham como alvo apenas o tumor, sem danificar o tecido normal e, portanto, que diminua os efeitos colaterais.
Apesar disso, a maioria dos pacientes sofre consequências potencialmente drásticas de tratamentos agressivos, incluindo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, com efeitos colaterais graves como vômitos, perda de cabelo, deformação pós-cirúrgica e outros, que podem comprometer seriamente a qualidade de vida da pessoa.
Uma nova terapia utiliza nanopartículas, em nanotubos de carbono (NTC), para entregar remédios diretamente no interior das células. Eles são muito pequenos; um nanômetro é um bilionésimo de metro. Assim, concentrações elevadas de medicamentos podem chegar ao interior das células cancerígenas sem afetar as células normais. As nanopartículas também aumentam o tempo que um medicamento fica dentro da célula, em comparação com outras terapias.
Outra nova terapia que tem sido utilizada é a eletroporação irreversível não-térmica (EINT). O princípio desta terapia é conhecido desde 1898. Ela era usada como um método para tratar as águas infestadas de bactérias, mas agora está sendo usada no tratamento de câncer.
A EINT é a aplicação de campos elétricos em uma área do tecido alvo com o propósito de permanente abertura de poros nas membranas de uma célula, causando morte celular. A destruição das células neste caso não é devido à lesão térmica – o que é importante, pois permite a eliminação de células tumorais, respeitando o tecido normal.
A EINT foi usada pela primeira vez em humanos em 2008, para tratar câncer de próstata, com bons resultados. Novos ensaios clínicos estão sendo conduzidos para tratar câncer de pulmão, rim e outros. Os nanotubos de carbono, teoricamente, são muito promissores como terapia contra o câncer, mas ainda são necessárias pesquisas que abordem seus possíveis efeitos.
Agora, um bioengenheiro, co-inventor da EINT, está fazendo um estudo combinando as duas terapias. Ele está usando a EINT para tratar o tumor e o NTC para alvejar seletivamente as células cancerosas (tanto as células tumorais quanto as que já viajaram pelo corpo).
Segundo ele, o procedimento é feito essencialmente com dois eletrodos minimamente invasivos colocados na região de destino, que pulsam cerca de 80 vezes em um minuto. Os pulsos são de alta tensão, mas de baixa energia, de modo que nenhum aquecimento significativo ocorre. A falta de calor é importante para estruturas como nervos e vasos sanguíneos, pois preserva os tecidos e permite o tratamento de tumores previamente inoperáveis.
Em geral, a maioria dos estudos relata efeitos colaterais mínimos no tratamento com EINT, mas existem algumas preocupações sobre as terapias com nanotubos de carbono, uma vez que efeitos como resposta inflamatória excessiva e formação de radicais livres foram observados em algumas pesquisas.
De acordo com o pesquisador, a EINT pode ser utilizada de forma segura agora, mas para combiná-la com outra terapia é preciso ter cuidado, principalmente com a escolha de nanopartículas, para evitar qualquer toxicidade para o organismo.
A terapia combinada de nanotubos de carbono com EINT pode ser usada para tratar qualquer tipo de câncer, incluindo cérebro, próstata, rim, fígado e pâncreas, mas é limitada por ser uma técnica focal. O cientista afirma que apenas um local de 2 a 3 cm pode ser tratado em um determinado momento. Um dos próximos objetivos é aumentar a zona que pode ser tratada com um único procedimento.
Como acontece com qualquer tratamento focal, esta terapia combinatória provavelmente será usada em conjunto com um tratamento convencional, até que sua eficiência possa ser amplamente demonstrada. No entanto, ela pode ser usada de forma independente, e também pode ser usada como terapia de resgate, quando outras técnicas não são mais eficazes.
A nova terapia combinada pode oferecer um futuro mais promissor para pacientes que sofrem de câncer, já que utiliza procedimentos minimamente invasivos. Ela pode aumentar a qualidade de vida e diminuir o risco de metástase nos pacientes.
http://hypescience.com/cientista-combina-novos-tratamentos-de-cancer-que-tem-menos-efeitos-colaterais/
Apesar disso, a maioria dos pacientes sofre consequências potencialmente drásticas de tratamentos agressivos, incluindo cirurgia, radioterapia e quimioterapia, com efeitos colaterais graves como vômitos, perda de cabelo, deformação pós-cirúrgica e outros, que podem comprometer seriamente a qualidade de vida da pessoa.
Uma nova terapia utiliza nanopartículas, em nanotubos de carbono (NTC), para entregar remédios diretamente no interior das células. Eles são muito pequenos; um nanômetro é um bilionésimo de metro. Assim, concentrações elevadas de medicamentos podem chegar ao interior das células cancerígenas sem afetar as células normais. As nanopartículas também aumentam o tempo que um medicamento fica dentro da célula, em comparação com outras terapias.
Outra nova terapia que tem sido utilizada é a eletroporação irreversível não-térmica (EINT). O princípio desta terapia é conhecido desde 1898. Ela era usada como um método para tratar as águas infestadas de bactérias, mas agora está sendo usada no tratamento de câncer.
A EINT é a aplicação de campos elétricos em uma área do tecido alvo com o propósito de permanente abertura de poros nas membranas de uma célula, causando morte celular. A destruição das células neste caso não é devido à lesão térmica – o que é importante, pois permite a eliminação de células tumorais, respeitando o tecido normal.
A EINT foi usada pela primeira vez em humanos em 2008, para tratar câncer de próstata, com bons resultados. Novos ensaios clínicos estão sendo conduzidos para tratar câncer de pulmão, rim e outros. Os nanotubos de carbono, teoricamente, são muito promissores como terapia contra o câncer, mas ainda são necessárias pesquisas que abordem seus possíveis efeitos.
Agora, um bioengenheiro, co-inventor da EINT, está fazendo um estudo combinando as duas terapias. Ele está usando a EINT para tratar o tumor e o NTC para alvejar seletivamente as células cancerosas (tanto as células tumorais quanto as que já viajaram pelo corpo).
Segundo ele, o procedimento é feito essencialmente com dois eletrodos minimamente invasivos colocados na região de destino, que pulsam cerca de 80 vezes em um minuto. Os pulsos são de alta tensão, mas de baixa energia, de modo que nenhum aquecimento significativo ocorre. A falta de calor é importante para estruturas como nervos e vasos sanguíneos, pois preserva os tecidos e permite o tratamento de tumores previamente inoperáveis.
Em geral, a maioria dos estudos relata efeitos colaterais mínimos no tratamento com EINT, mas existem algumas preocupações sobre as terapias com nanotubos de carbono, uma vez que efeitos como resposta inflamatória excessiva e formação de radicais livres foram observados em algumas pesquisas.
De acordo com o pesquisador, a EINT pode ser utilizada de forma segura agora, mas para combiná-la com outra terapia é preciso ter cuidado, principalmente com a escolha de nanopartículas, para evitar qualquer toxicidade para o organismo.
A terapia combinada de nanotubos de carbono com EINT pode ser usada para tratar qualquer tipo de câncer, incluindo cérebro, próstata, rim, fígado e pâncreas, mas é limitada por ser uma técnica focal. O cientista afirma que apenas um local de 2 a 3 cm pode ser tratado em um determinado momento. Um dos próximos objetivos é aumentar a zona que pode ser tratada com um único procedimento.
Como acontece com qualquer tratamento focal, esta terapia combinatória provavelmente será usada em conjunto com um tratamento convencional, até que sua eficiência possa ser amplamente demonstrada. No entanto, ela pode ser usada de forma independente, e também pode ser usada como terapia de resgate, quando outras técnicas não são mais eficazes.
A nova terapia combinada pode oferecer um futuro mais promissor para pacientes que sofrem de câncer, já que utiliza procedimentos minimamente invasivos. Ela pode aumentar a qualidade de vida e diminuir o risco de metástase nos pacientes.
http://hypescience.com/cientista-combina-novos-tratamentos-de-cancer-que-tem-menos-efeitos-colaterais/
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