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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

AAS pode cortar pela metade chance de manifestação do câncer de cólon

Londres - Pessoas com suscetibilidade genética para câncer de cólon podem ter suas chances de desenvolver a doença diminuídas pela metade se tomarem uma dose diária de ácido acetilsalicílico (também vendido com o nome de aspirina e AAS). A descoberta foi divulgada ontem, em Berlim, durante uma reunião conjunta da Organização Europeia para o Câncer e da Sociedade Europeia para a Oncologia Médica.

Pesquisadores europeus acompanharam mais de mil pessoas com a síndrome de Lynch, uma mutação genética que torna as pessoas vulneráveis a ter câncer no cólon, reto, estômago, cérebro, fígado, útero e em outros locais do corpo. A síndrome responde por cerca de 5% de todos os casos de câncer de cólon.

Metade dos participantes do estudo receberam 600 miligramas, ou dois comprimidos de ácido acetilsalicílico por dia, enquanto a outra metade recebeu placebo por cerca de quatro anos. No grupo que tomou ácido acetilsalicílico, seis pessoas desenvolveram câncer de cólon, ante 16 no grupo que recebeu placebo. "Estamos contentes", disse John Burn da Universidade de Newcastle, Grã-Bretanha, que comandou o estudo. "Principalmente porque paramos de ministrar o remédio depois de quatro anos e os efeitos continuaram", disse ele em comunicado.

A descoberta pode levar a outros tratamentos ao ajudar os pesquisadores a entenderem como o ácido acetilsalicílico combate o câncer de cólon, uma das três principais formas da doença em países ricos. Especialistas dizem que a descoberta não terá impacto imediato sobre o público em geral. "O ácido acetilsalicílico pode causar efeitos colaterais significativos se não usado como recomendado por um médico", disse Henry Snowcroft, do instituto de Pesquisa do Câncer Grã-Bretanha.

Aspirina diminui chances de desenvolvimento de câncer de cólon

Descoberta pode levar a outras formas de tratamento. Medicamento, no entanto, pode causar hemorragias.

O uso diário de aspirina pode diminuir a probabilidade do desenvolvimento do câncer de cólon-retal em pessoas com histórico familiar da doença, anunciaram nesta segunda (21), pesquisadores da Newcastle University, na Inglaterra.

A descoberta pode levar a outras formas de tratamento, ajudando os pesquisadores a entender como o medicamento auxilia no combate ao câncer de cólon, um dos três mais frequentes em países desenvolvidos.

A aspirina vem sendo usada há anos no tratamento de doenças menos graves e como antitérmico. No entanto, pode originar irritações no estômago e intestino e causar hemorragias.

Os pesquisadores analisaram mais de mil pacientes com uma síndrome que as torna mais expostas a esse tipo de câncer. Para 50% dos participantes do estudo foi dado uma quantia diária de 600 miligramas de aspirina, o equivalente a dois comprimidos, enquanto para o restante foi ministrado um placebo (comprimido sem nenhum princípio ativo).

No grupo que tomou aspirina diariamente seis pacientes desenvolveram câncer, enquanto entre os que receberam o placebo 16 tiveram esse tipo de tumor maligno.

domingo, 5 de abril de 2009

Novidades da medicina contra o câncer e outras doenças

Na medicina, há uma regra básica segundo a qual quanto antes uma doença for detectada, melhor para o paciente. Sua chance contra a enfermidade cresce quando o inimigo é descoberto ainda pequeno. É por isso que há hoje no mundo centenas de cientistas empenhados em descobrir maneiras de identificar qualquer indício de problema o mais cedo possível. O resultado pode ser visto em boas novidades neste campo - atualmente disponíveis - e em muitas outras opções em desenvolvimento.

A saúde da família da empresária Aparecida Tozzo, 59 anos, de São Paulo, é uma das que estão sob o guarda-chuva desta onda de proteção precoce. Ela e sua irmã Nair, 60 anos, tiveram melanoma, o mais agressivo tipo de câncer de pele. Aparecida sofreu com a doença em 1989 e Nair, cinco anos atrás. Agora, as duas, seus filhos e mais as outras quatro irmãs fazem parte de um protocolo pioneiro de acompanhamento criado no Hospital A. C. Camargo, em São Paulo.

O projeto consiste no monitoramento de famílias nas quais há pelo menos dois casos da doença - o que aponta para a existência de uma conexão genética da enfermidade. O objetivo é manter os indivíduos sob acompanhamento para identificar o eventual surgimento do melanoma em qualquer um deles o mais precocemente possível. As estatísticas mostram a importância dessa atitude. Quando o tumor está infiltrado sob a pele apenas um milímetro, a possibilidade de cura é de 95%. Com mais de quatro milímetros de profundidade, a chance cai para menos de 5%.

O trabalho foi iniciado há um ano e por enquanto conta com a participação de 48 famílias. "Convocamos os parentes de pacientes em primeiro e segundo graus", explica Alexandre Leon, dermatologista especializado em oncologia cutânea e coordenador do programa. Todos são submetidos a um teste para verificar a presença de mutações genéticas associadas à doença. Seus integrantes também têm suas pintas mapeadas e analisadas a cada visita, feita de seis em seis meses. Mesmo os membros que não manifestam as alterações nos genes permanecem sob vigilância.

Até por sua importância em termos de gravidade e de incidência na população, o câncer é uma das doenças que mais têm merecido atenção no que diz respeito à detecção precoce. Além do melanoma, há outros tipos de tumores para os quais estão sendo criadas formas de identificação mais eficazes e também menos agressivas. No Fleury Medicina e Saúde, em São Paulo, por exemplo, acaba de ser disponibilizado um exame de rastreamento de câncer de cólon (intestino grosso) não invasivo. A colonoscopia virtual consiste na avaliação do cólon por meio de imagens obtidas por tomografia computadorizada. O que se pretende é verificar se há a presença de pólipos, lesões benignas que antecedem o câncer. O exame é indicado para pessoas com mais de 50 anos. Para quem tem casos na família ou pólipos intestinais, a recomendação é de que o rastreamento seja feito a partir dos 40 anos.

Muitos dos avanços estão sendo possíveis graças aos testes genéticos que apontam a predisposição para doenças. Eles estão cada vez mais frequentes e abrangentes. Há seis meses, por exemplo, o Laboratório Richet, no Rio de Janeiro, oferece um exame que procura 69 mutações genéticas. Entre outros males, elas estão associadas à osteoporose, ao mal de Parkinson e ao mal de Alzheimer, três enfermidades relacionadas ao envelhecimento. A simples constatação da propensão genética não é uma sentença definitiva de que o indivíduo manifestará a doença - em geral, as causas são múltiplas, não apenas genéticas. Mas o conhecimento da condição alerta a pessoa para certos cuidados. "Ela pode fazer um acompanhamento frequente com seu médico e submeter-se a exames regularmente", explica o patologista Hélio Margarinos, diretor médico do laboratório carioca. Dessa maneira, ao primeiro sinal, a doença passa a ser combatida e sua progressão pode ser retardada.

Continua...

Fonte: http://www.terra.com.br/istoe/edicoes/2056/artigo130532-1.htm#

terça-feira, 24 de fevereiro de 2009

Cientistas descobrem remédio que poderia diminuir câncer de cólon em humanos

Cientistas americanos anunciaram hoje a descoberta de um remédio que reduz o câncer de cólon em ratos e que poderia ser aplicado aos humanos.

Os pesquisadores da Clínica May, na Flórida, disseram em um relatório divulgado pela revista "Cancer Research" que o agente tem efeitos colaterais mínimos e poderia ser um tratamento eficaz para pessoas com alto risco de sofrer câncer de cólon.

O remédio ou agente é identificado no estudo como o enzastaurin e, segundo os cientistas, sua aplicação reduziu o desenvolvimento de tumores de cólon nos roedores.

Além disso, quando houve um desenvolvimento desses tumores, estes foram de "grau menor", o que significa que eram menos avançados e agressivos que os vistos em animais aos quais o medicamento não foi aplicado.

"É preciso um agente que tenha a capacidade demonstrada de reduzir o risco de câncer de cólon e este estudo sugere que o enzastaurin poderia ser especialmente efetivo", disse Nicole Murray, do Departamento de Biologia do Câncer da Clínica May.

No estudo, os cientistas testaram o remédio em um grupo de ratos aos quais expuseram depois um cancerígeno que produz tumores de cólon.

Após 22 semanas, 80% dos roedores no grupo de controle desenvolveram tumores. Mas só 50% dos que receberam tratamento desenvolveram tumores e estes não foram tão avançados.

Em geral, as pessoas com maior risco de câncer de cólon desenvolvem pólipos que, se não forem extraídos cirurgicamente, podem se transformar em tumores cancerígenos.

Segundo Murray, o remédio poderia ser testado na prevenção do câncer através de uma observação dos pólipos durante a colonoscopia.

Essa observação permitiria determinar se o remédio conseguiu reduzir a formação desses pólipos, acrescentou. EFE

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL998066-5602,00-CIENTISTAS+DESCOBREM+REMEDIO+QUE+PODERIA+DIMINUIR+CANCER+DE+COLON+EM+HUMANO.html