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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Cientistas descobrem variantes genéticas associadas ao câncer de pâncreas

Uma equipe de cientistas americanos identificaram uma série de variantes genéticas que estão associadas a um maior risco de desenvolver câncer de pâncreas, publica a revista "Nature".
Os especialistas do Instituto Nacional do Câncer de Bethesda, dirigidos por Stephen Chanock, analisaram os genomas de quase 4 mil casos, no maior estudo genético associativo em relação a este tipo de câncer já realizado.
Os cientistas descobriram que variantes genéticas em três "loci" (posições fixas sobre um cromossomo) de diferentes cromossomos são associadas com um maior risco de câncer de pâncreas.
A variante em um destes cromossomos está situada perto dos genes CLPTM1L e TERT, que estão envolvidos em outras formas de câncer, como os tumores cerebrais, o de pulmão e o melanoma, afirmam os cientistas.
A cada ano, são diagnosticados no mundo 200 mil novos casos de câncer de pâncreas, e só 5% dos doentes sobrevivem cinco anos após o diagnóstico.

sexta-feira, 22 de maio de 2009

Cientistas descobrem motivo da resistência do câncer de pâncreas a remédios

Washington, 21 mai (EFE).- Os tumores do pâncreas possuem poucos vasos sanguíneos e, por isso, não têm muitas vias para a distribuição de remédios contra o câncer, segundo estudo publicado pela revista "Science".

Isto poderia explicar porque o câncer de pâncreas é um dos mais letais, segundo a equipe de cientistas liderada por Kenneth Olive, do Instituto do Câncer de Cambridge, no Reino Unido.

O tratamento padrão da doença é feito através do remédio gemcitabine, que garante mais algumas semanas de vida ao paciente.

Na pesquisa, um grupo de ratos geneticamente modificados desenvolveu tumores pancreáticos.

A equipe de Olive observou que os tumores dos animais não contavam com muitos vasos sanguíneos, uma característica que também aparecia em amostras de tumor pancreático humano.

Os pesquisadores iniciaram um tratamento nos ratos com gemcitabine e outro composto, IPI-926.

A combinação de remédios resultou no aumento da quantidade de vasos sanguíneos dentro do tumor, além de uma distribuição maior do gemcitabine, o que retardou o avanço do câncer, segundo o relatório.

O estudo pode gerar novas formas de tratamento do câncer de pâncreas, um mal que afeta 42.500 pessoas por ano e mata 35.000 anualmente nos Estados Unidos. EFE

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1163328-6174,00-CIENTISTAS+DESCOBREM+MOTIVO+DA+RESISTENCIA+DO+CANCER+DE+PANCREAS+A+REMEDIOS.html