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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Brasileiros avançam no conhecimento do câncer cerebral

Gliomas


A ciência ainda sabe pouco sobre os mecanismos de desenvolvimento dos gliomas e de outros tipos de câncer cerebral.


Mas, nos últimos anos, estudos in vivo e in vitro demonstraram que determinados ácidos graxos poli-insaturados (AGPI) inibem a proliferação desses tumores e induzem à morte celular, além de aumentar a eficácia da radioterapia e da quimioterapia.


Um grupo de cientistas da Universidade de São Paulo (USP) está trabalhando para compreender o metabolismo dessas células tumorais e, a partir daí, identificar alvos para o desenvolvimento de novas drogas antitumorais com base em AGPI como os eicosanoides e os ácidos gama-linolênicos.


Síntese do conhecimento


Durante o 15º Congresso da Sociedade Brasileira de Biologia Celular, realizado em São Paulo, a professora Alison Colquhoun apresentou uma síntese do conhecimento gerado por sua equipe nos últimos anos sobre gliomas, morte celular e a potencial utilidade dos AGPI para tratamentos neuro-oncológicos.


Alison, que é professora do Departamento de Biologia Celular e do Desenvolvimento da USP, discutiu o mesmo tema em artigo de revisão que será publicado na edição de agosto da revista Molecular Neurobiology.


Seus estudos sobre o metabolismo de células tumorais vêm sendo desenvolvidos ao longo de toda sua carreira, mas nos últimos cinco anos o foco do laboratório tem sido dirigido aos gliomas e outros tumores cerebrais.


"Depois de orientar uma dissertação de mestrado sobre câncer cerebral, a dificuldade de tratamento desses tumores estimulou meu interesse sobre o tema. Sabemos muito sobre câncer de mama e colorretal, por exemplo, mas pouco sobre os tumores cerebrais, pois há grande dificuldade em se conseguir material para os estudos", disse Alison.


Leia mais em: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=cancer-cerebral&id=5548

domingo, 9 de agosto de 2009

Radioterapia pode causar danos em cérebros com tumor

A radioterapia pode reduzir a função cognitiva dos pacientes que têm tumores cerebrais comuns, segundo um estudo publicado neste domingo pela revista médica britânica The Lancet.

A pesquisa, a cargo dos médicos do VU University Medical Center, em Amsterdã, se concentra no glioma de baixo grau (LGG, em inglês), que é o tipo de câncer cerebral mais frequente.

A radioterapia é um dos sistemas de cura mais comuns, mas existem "dúvidas" sobre qual é o melhor tratamento, segundo os especialistas holandeses.

Segundo os pesquisadores, "a radioterapia pode causar danos no cérebro durante o tempo e, dado que a sobrevivência média de pacientes com LGG é de dez anos, estes pacientes correm um risco considerável de sofrer lesões de radiação tardias ou atrasadas".

O estudo em questão foi realizado com base em pacientes sobreviventes de um estudo anterior dos mesmos pesquisadores, no qual descobriram que, seis anos depois do diagnóstico, os altos níveis de radioterapia e o próprio tumor estavam associados a uma "incapacidade cognitiva".

Os médicos de Amsterdã acompanharam a evolução cognitiva de 65 desses doentes, que tinham a doença estabilizada desde o primeiro estudo, 12 anos após receber tratamento.

Variáveis como a atenção, a função executiva, a memória verbal, a função psicomotora e a velocidade de processamento de informação foram calculadas para determinar as diferenças entre os doentes com radioterapia (a metade) e os que não tiveram esse tratamento (a outra metade).

"No total, 27% dos pacientes que não se submeteram à radioterapia tinham incapacidade cognitiva, em comparação com mais da metade (53%) dos que tinham recebido radioterapia", que também apresentavam impedimentos, afirmam os autores.

O resultado do estudo, destacam os especialistas, "indica que a radioterapia está associada à deterioração cognitiva a longo prazo, à margem da dose (...)".

Os especialistas de Amsterdã concluem que "tratar pacientes que têm LGG com radioterapia deveria ser considerado com cuidado", e sugerem que um tratamento diferente poderia ser "mais benéfico para o status cognitivo e a qualidade de vida".

Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI3913779-EI298,00-Radioterapia+pode+causar+danos+em+cerebros+com+tumor.html