quarta-feira, 21 de setembro de 2011
Novo tratamento para câncer de próstata
Tratamento combinado
Cientistas da Universidade Queens, no Reino Unido, criaram um tratamento combinado para o câncer de próstata.
O tratamento é o primeiro desse tipo a ser desenvolvido.
Ele combina o tratamento tradicional de quimioterapia com duas doses de uma substância química radioativa, capaz de atingir áreas do osso afetadas pela doença.
Rênio
Os resultados demonstram que é seguro e viável para combinar múltiplas injeções da substância radioativa Rênio-186 HEDP, juntamente com a quimioterapia padrão.
O tratamento é destinado a homens com uma forma avançada e agressiva do câncer de próstata, que já tenha se espalhado para os ossos.
A terapia foi bem-sucedida na primeira fase de ensaios, e será agora testada em uma segunda fase, com maior número de pacientes.
O câncer de próstata agressivo e avançado é tratado com quimioterapia. Contudo, os benefícios deste tratamento são geralmente de curta duração, com uma sobrevida muito pequena para o paciente.
A combinação de dois tipos diferentes de drogas pode ajudar a melhorar os resultados, incluindo a sobrevivência dos pacientes.
Melhores resultados
"Os tratamentos de quimioterapia tradicional nem sempre são eficazes no tratamento das formas agressivas e avançadas do câncer de próstata.
"Por isso precisávamos desenvolver um novo tratamento, que dará melhores resultados para pacientes com este tipo de câncer.
"A segunda fase do teste já começou na Holanda e vai começar no Reino Unido dentro de seis meses. O estudo envolverá até 100 pacientes da Irlanda do Norte e dos Países Baixos e espera-se que resultados sejam conhecidos dentro de dois anos, disse Joe O'Sullivan, membro da equipe que desenvolveu o novo tratamento.
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=novo-tratamento-cancer-prostata&id=6961
terça-feira, 2 de novembro de 2010
Estudo observa pela 1ª vez destruição de células do câncer
A descrição da estrutura molecular desta proteína, chamada perforina, e seu funcionamento, foram publicados na última edição da revista Nature.
"Esta proteína perfura células tomadas por vírus ou que se transformaram em células cancerígenas e permite a entrada de enzimas tóxicas que depois as matam de seu interior", explicou em comunicado o responsável pelo projeto, James Whisstock, da Universidade de Monash, em Melbourne. "Sem esta proteína nosso sistema imunológico não pode destruir estas células. Agora que sabemos como é seu funcionamento, podemos começar a ver como é possível combater o câncer, a malária e o diabetes", acrescentou Whisstock.
A pesquisa, que durou 10 anos, conclui as observações que o prêmio Nobel Jules Bordet iniciou há cerca de 110 anos. "A descoberta dá uma resposta fundamental ao mistério da imunologia", disse Whisstock, quem ressaltou que sua experiência com ratos revelou que a insuficiência de perforina acelera o desenvolvimento de tumores e, em particular, de leucemia.
Segundo Whisstock, a proteína também pode atacar células sãs por uma deficiência do sistema imunológico, como no estágio inicial do diabetes, ou pela rejeição de um tecido após um transplante de medula óssea. A pesquisa contou com cientistas da Univesidade de Monash, do Centro de Câncer Peter MacCallum, também em Melbourne, e do Birkbeck College, em Londres.
http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI4766549-EI188,00-Cientistas+avancam+em+estudo+de+proteina+que+destroi+celulas+cancerigenas.html
sábado, 28 de agosto de 2010
Câncer: novas terapias são esperadas
Como o novo pacote de procedimentos pelo SUS foi divulgado recentemente, tanto o Hospital Estadual, de Bauru, quanto o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, centros de tratamento de câncer que atendem pelo SUS na região, até ontem não haviam recebido comunicado oficial por parte da Secretaria de Estado da Saúde referente à disponibilidade de verba para ampliar o leque de tratamento contra o câncer.
A Secretaria do Estado da Saúde informou que não tem previsão para início da análise de recursos a serem destinados aos hospitais de credenciados no governo na área de oncologia ou estudo de possíveis projetos a serem financiados a partir da verba extra que será liberada pelo SUS.
De acordo com o secretário municipal de Saúde de Bauru, Fernando Monti, a implementação anunciada pelo Ministério da Saúde é positiva, mas ponderou. “Isso é uma coisa de rotina. A ampliação de recursos tem duas origens: incluir tratamentos que o SUS não pagava antes e melhorar a remuneração do que já era pago. Isso é algo do dia a dia do Ministério da Saúde”, avaliou.
Dessa maneira, o prefeito Rodrigo Agostinho afirmou que essas alterações não têm influência na administração municipal porque os recursos do setor de oncologia são geridos pela administração estadual, através da Divisão Regional de Saúde-6 (DRS-6).
“A prefeitura não é responsável pelo tratamento de câncer. Pela divisão de competências, isso é papel do Estado. Quem oferece o tratamento em Bauru é o Hospital Estadual e as clínicas conveniadas. A prefeitura conta apenas com o Serviço de Orientação e Prevenção ao Câncer (SOPC), para trabalhar prevenção e diagnóstico precoce da doença”, definiu Rodrigo.
Fonte: http://www.jcnet.com.br/detalhe_geral.php?codigo=190291
terça-feira, 17 de agosto de 2010
Pigmentos que dão cor aos corais podem ajudar no tratamento do câncer
Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/08/16/pigmentos-que-dao-cor-aos-corais-podem-ajudar-no-tratamento-do-cancer-917400005.asp
sábado, 31 de julho de 2010
Estudo sugere novo alvo para tratamento de câncer em células sanguíneas
Os pesquisadores descobriram um pequeno fragmento de ácido ribonucleico (RNA), que tem composição muito semelhante ao do DNA, que provoca o processo de conversão das células-tronco em glóbulos vermelhos, e criaram um inibidor para bloquear este processo.
"A importância da descoberta é que este microRNA, denominado mir-451, é um regulador natural da produção de glóbulos vermelhos", disse Eric Olson, líder da pesquisa e professor no Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas.
"Provamos também que o inibidor artificial do mir-451 é capaz de reduzir seus níveis em um rato e bloquear a produção de células sanguíneas, o que abriria as portas para um amplo leque de novos remédios para controlar as doenças relacionadas às células sanguíneas", disse.
Os inibidores são moléculas que se unem as enzimas e diminuem sua atividade. O bloqueio de uma dessas enzimas pode matar um organismo patogênico ou corrigir um desequilíbrio metabólico, daí seu valor para fabricar medicamentos.
Se o processo der certo em seres humanos, seu uso pode ser útil contra alguns tipos de câncer e de outras doenças, como a policitemia primária, na qual o corpo produz um excesso das células sanguíneas que põe em risco a vida do paciente.
A equipe solicitou a patente do inibidor do mir-451 e está estudando a fabricação de um remédio para tratar doenças sanguíneas. O estudo será publicado na edição de agosto da revista "Genes & Development".
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/775787-estudo-sugere-novo-alvo-para-tratamento-de-cancer-em-celulas-sanguineas.shtml
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Software criado no país auxilia no tratamento contra leucemia
O programa detecta a doença residual mínima -células doentes que persistem após a quimioterapia. "Mesmo quando o tumor não está mais detectável e o paciente não tem mais sintomas, há células doentes que temos que tratar", diz Elaine Costa, médica do hospital pediátrico da UFRJ e uma das responsáveis pela pesquisa.
"Usamos métodos de inteligência computacional e probabilidade para identificar as células doentes", diz Carlos Pedreira, professor da Coppe e da faculdade de medicina da UFRJ, um dos responsáveis pela pesquisa.
A pesquisa, uma parceria do hospital com a Coppe/ UFRJ (centro de pós-graduação em engenharia), já gerou três patentes internacionais. Os resultados foram incorporados a um grupo europeu de universidades que estuda o diagnóstico da leucemia.
Já há versões do software em hospitais de São Paulo, Rio e Florianópolis.
Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/774527-software-criado-no-pais-auxilia-no-tratamento-contra-leucemia.shtml
quinta-feira, 22 de julho de 2010
Clínicas produz medicamento
Os R$ 17,6 milhões investidos no Projeto Ciclotron permitirão uma economia ao Hospital das Clínicas, que vai arcar apenas com os custos de produção. Além de ajudar o país a avançar nas pesquisas, desenvolvimento de compostos e aumento da produção.
Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/21072010/11/saude-cancer-clinicas-produz-medicamento.html
segunda-feira, 19 de julho de 2010
Em desenvolvimento tratamento sem efeitos colaterais para câncer
Esse sistema funcionará da seguinte maneira: o Lipossoma seria um “recipiente” para medicamentos fortes, usados no tratamento do câncer. Uma vez “embalado”, o pacote é direcionado por injeção para o local onde o tumor se encontra. Os sucos digestivos e os anticorpos não são capazes de romper um Lipossoma. Por essa razão, os médicos acompanham a “viagem” do Lipossoma até chegar ao local do tumor. Quando isso acontece, o paciente recebe uma descarga eletromagnética inofensiva, que rompe o lipossoma e libera o medicamento.
Um problema está no fato de que, em um Lipossoma, algumas cadeias de lipídios são hidrofílicas (contém água) e outras são hidrofóbicas (se dissolvem em água). Por essa razão, eles tiveram que criar o seguinte mecanismo para “montar o lipossomo”: adicionam um solvente às nanopartículas e lipídios que irão compor o lipossoma. Assim, quando adicionam a água, ela neutraliza o solvente e tem o efeito inverso ao normal: evita que o lipossoma se dissolva. Dessa forma, garante resistência às paredes do lipossoma até o momento em que deva ser quebrado.
Essa tecnologia, quando desenvolvida completamente, vai revolucionar o tratamento do câncer. Até hoje, todos os tratamentos combatem o tumor sem conseguir “focar” a aplicação apenas no tumor. Por isso os tratamentos envolvem queda de cabelo, por exemplo, e o câncer nada tem a ver com os cabelos. Com os lipossomas, apenas o alvo é atingido, o que deve facilitar a vida dos futuros portadores da doença que causa 10% das mortes anuais no planeta Terra. [Daliy Tech]
Fonte: http://hypescience.com/em-desenvolvimento-tratamento-sem-efeitos-colaterais-para-cancer/
domingo, 18 de julho de 2010
Noni é novo aliado contra câncer
A doutora em Genética Nutrigenômica, Carmem Lúcia de Mello Sartori Cardoso da Rocha, da Universidade Estadual de Maringá estuda o efeito medicinal das plantas há 30 anos e seu maior interesse é que suas pesquisas ajudem a diminuir o risco de câncer na população em geral.
Ela explica que elas agem de duas formas. Uma delas é ativando o sistema imunológico, defendo-o do ataque de doenças, como ocorre com os cogumelos do sol e shiitake.
Outras, como é o caso do noni, possuem substâncias capazes de proteger o material genético das células.
No câncer, as células começam a se multiplicar de forma desordenada e se tornam 'imortais'. Os tumores surgem dessa 'desordem' celular. Além do noni impedir essa mutação, quando consumida para efeito preventivo à doença, também se mostrou eficaz como medicina complementar.
"Observamos que o noni induz as células tumorais à morte de forma programada. Ele também foi capaz de preservar as células normais", afirma.
Os pacientes que passam por quimioterapias se livram de células doentes, mas também perdem as boas. "Não queremos de forma alguma fazer terrorismo à quimioterapia. Todos os tratamentos são válidos. Nossa proposta é que o noni seja utilizado como medicina complementar".
Carmem Lúcia afirma ainda que, além do poder anticancerígeno, o fruto também se mostrou eficaz no controle da diabetes, reduzindo, inclusive, o uso de insulina. O efeito se comprovou primeiro em ratinhos.
O noni é consumido em forma de suco. "O noni tem cheiro e gosto horrorosos", avisa, ao comentar que 30 mililitros são suficientes. Quando maduro, o fruto é do tamanho de um tomate e é consumido em forma de suco.
O fruto é rico em xeronina. O que essa substância tem de mais especial é que ajuda a abrir os poros nas paredes das células humanas e desta forma faz com que o organismo absorva melhor os nutrientes consumidos. A notícia não muito boa é que o acesso a esse remédio natural, consumido em forma de suco, não é tão fácil. Segundo Carmem, até pouco tempo importava-se suco de noni dos Estados Unidos, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu.
Ela comenta que é possível encontrar marcas nacionais do suco em comércio especializado. O valor cobrado pelo suco nacional gira em torno de R$ 70. Como o consumo diário é pequeno, vale a pena recorrer a mais essa descoberta em nome da saúde.
sábado, 3 de abril de 2010
Células raras do câncer aparecem em nova técnica
WASHINGTON (Reuters) - Um microchip que captura e armazena imagens de células raras do câncer em circulação na corrente sanguínea pode oferecer uma forma de monitorar pacientes após cirurgias e no futuro talvez venha a orientar os tratamentos, disseram pesquisadores dos EUA em um estudo publicado na quarta-feira.
As células tumorais circulantes (CTCs) se separam do tumor como sementes e podem se transformar em novos cânceres. A presença de CTCs no sangue pode indicar aos médicos que um câncer tende a se espalhar pelo corpo, segundo artigo publicado na revista Science Translational Medicine. (http://stm.sciencemag.org/).
As CTCs também podem ajudar os médicos a avaliarem rapidamente se um paciente está respondendo bem à quimioterapia ou outros tratamentos, segundo o artigo.
"Estamos muito interessados nessas células, porque acreditamos que sejam elas que vão nos dar mais informações sobre a biologia do câncer, e também pistas sobre como o câncer desenvolve metástases", disse por telefone Shannon Stott, principal autora do estudo, do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola Médica de Harvard, em Boston.
Com a ajuda de uma substância que funciona como uma "cola" biológica, o microchip captura apenas as células que os pesquisadores querem examinar, disse Stott. No caso, foi o antígeno específico da próstata, que sinaliza a presença de câncer de próstata. O dispositivo é acoplado a um microscópio que faz pelo menos 6.000 imagens das células, explicou Stott.
"Não há pré-processamento. Você simplesmente tira o sangue e o coloca no dispositivo", afirmou ela.
A esperança é de que a técnica permita que os médicos saibam mais sobre os tumores sem terem de cortar os pacientes, acrescentou a cientista. "Você pode simplesmente fazer esse exame de sangue, então é como uma biopsia sanguínea para entender as propriedades biológicas do tumor".
No estudo, Stott e seus colegas recolheram e, pela primeira vez, contaram as CTCs de 55 pacientes com câncer. A equipe monitorou as células antes e depois de cirurgias.
"Pode-se ver não só o número absoluto de CTCs, mas também se elas têm ou não essa capacidade de se proliferar e se dividir", afirmou.
A equipe concluiu que, em alguns pacientes, as CTCs desapareciam rapidamente depois da cirurgia, enquanto em outros elas persistiam durante meses.
Os pesquisadores ainda não sabem se a persistência ou desaparição das células tem ligação com a recorrência do câncer, disse Stott, salientando que ainda se trata de um estudo-piloto que será ampliado.
Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/03/31/celulas-raras-do-cancer-aparecem-em-nova-tecnica-916225577.asp
Novo espaço para pesquisas contra o câncer
O COR atende aproximadamente 120 pacientes todos os dias e está localizado na Rua Orfanatrófio, 299, no bairro Alto Teresópolis, em Porto Alegre. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3252-3931.
Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2860254.xml&template=3898.dwt&edition=14421§ion=1028
sexta-feira, 2 de abril de 2010
Quando o câncer desaparece sem tratamento
A pesquisa teve como objeto de estudo 20 anos em que foram feitos exames de deteccção de câncer de mama e próstata. Tais exames identificaram tumores malignos, que se não fossem tratados, seriam letais. Mas também descobriram tumores pequenos que poderiam conviver com seu dono pacificamente e desapercebidos. Nestes casos, segundo reportagem do New York Times, estavam destinados a parar de crescer, encolher e até mesmo desaparecer, sem submeter o paciente a tratamentos ou cirurgias de grande impacto, na maioria das vezes, negativo.
Continua em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105217-15257,00-QUANDO+O+CANCER+DESAPARECE+SEM+TRATAMENTO.html
sábado, 20 de março de 2010
‘Leitura dinâmica’ de DNA abre novo caminho no tratamento de câncer
Uma célula se torna cancerosa quando os genes que brecam o crescimento descontrolado são sabotados por mutações. Quando as defesas anticâncer das células são destruídas, sucede uma desordem genética, com mais mutações e extensos rearranjos de DNA nos cromossomos.
Se esses pedaços alterados de DNA pudessem ser colhidos na corrente sanguínea de um paciente, eles serviriam como um indicador (denominado tecnicamente “marcador”) direto e sensível. Um cirurgião poderia verificar se havia removido com sucesso a totalidade de um tumor, e quimioterapeutas poderiam conferir o andamento de qualquer tratamento.
Mas o que permanece uma questão em aberto é qual tipo de dano seria o melhor indicador da presença de um tumor. No mês passado, Rebecca Leary e Victor Velculescu, colegas de Vogelstein, relataram poder detectar consistentemente rearranjos do DNA ao sequenciar seus fragmentos flutuando no sangue. Os rearranjos são exclusivos das células cancerosas, tornando-os um indicador muito específico. Porém, testar todos os pacientes exigia o sequenciamento de bilhões de unidades de DNA – e custava US$ 5 mil.
DNA de mitocôndria
Agora, Vogelstein, Yiping Le, Nickolas Papadopoulos e colegas exploraram outro possível indicador de células cancerosas: eles descobriram que mais de 80% dos cânceres têm mutações em seu DNA mitocondrial. Essas alterações são simples de identificar, pois o genoma do DNA mitocondrial é muito pequeno – apenas 16 mil unidades – em comparação com as três bilhões de unidades do genoma nos núcleos das células.
Menos caro, o teste do DNA mitocondrial é tão sensível que uma mutação pode ser coletada a partir de uma amostra de sangue muito menor.
Os dois métodos estão no estágio de pesquisa, e precisam que o custo de sequenciamento caia ainda mais antes que possam ser considerados para uso clínico. Ainda assim, Vogelstein disse que indicadores de câncer baseados no DNA podem se tornar um diagnóstico melhor que os métodos atuais, que dependem da detecção de proteínas ligadas ao câncer. “Do ponto de vista da pesquisa, não restam dúvidas de que essa abordagem tem o potencial de rastrear pacientes e tumores com mais eficácia que a abordagem convencional.”
Michael Melner, diretor do programa científico da Sociedade Americana do Câncer, afirma que a sociedade tem um “enorme interesse” em métodos baseados no DNA para rastrear o câncer, e que a análise do DNA mitocondrial de Vogelstein é a mais abrangente até o momento.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1537335-5603,00-LEITURA+DINAMICA+DE+DNA+ABRE+NOVO+CAMINHO+NO+TRATAMENTO+DE+CANCER.html
segunda-feira, 21 de setembro de 2009
Vacina contra o câncer começará a ser testada
Os testes com a vacina em relação ao melanoma serão feitos na Universidade de Nova Iorque, enquanto os testes com a vacina para o câncer de ovário serão feitos no Instituto do Câncer Roswell, em Ithaca.
Os testes deverão avaliar a segurança e a resposta antitumoral do sistema imunológico em relação à vacina terapêutica NY-ESO-1, aplicada tanto isoladamente quanto em combinação com outros agentes terapêuticos.
Resposta imunológica
O composto não é uma vacina no sentido tradicional, ou seja, ela não previne o aparecimento do câncer em uma pessoa que não esteja doente. Trata-se, contudo, de uma vacina porque ela induz o corpo humano a uma resposta imunológica para se defender da doença.
"Esta vacina não tem o objetivo de prevenir contra o câncer, mas de estimular o corpo para que ele ataque naturalmente um tumor já existente. O desafio é que a vacina é feita de proteínas moleculares que são encontradas em nossos próprios corpos e que normalmente não induzem uma resposta imunológica forte. Assim, parte desse teste será fazer o corpo reagir a essas moléculas e atacar o câncer," explica o Dr. Carl A. Batt, coordenador da produção da vacina.
Tratamentos contra o câncer
O antígeno NY-ESO-1 foi descoberto em 1997, quando se verificou que ele se expressa em vários tipos diferentes de câncer, tendo logo despertado o interesse de vários grupos de pesquisa.
Um dos diferenciais deste estudo é que tanto as pesquisas quanto o desenvolvimento da vacina está sendo feito inteiramente em universidades e institutos de pesquisa, não envolvendo empresas farmacêuticas.
Apesar dos progressos, os pesquisadores estão cautelosos: "Nós não estamos esperando milagres, mas o conjunto de opções atuais contra o câncer, cirúrgicas, radioterapia e quimioterapia, não conseguem eliminar todos os tipos de câncer. O que essas vacinas contra o câncer oferecem é uma outra ferramenta para ajudar a combater o câncer, e poderão ser utilizadas em conjunto com outras opções terapêuticas já existentes," diz o Dr. Batt.
Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vacina-contra-cancer-comecara-testada&id=4531
quarta-feira, 16 de setembro de 2009
Cientistas identificam gene que controla combate a doenças
segunda-feira, 7 de setembro de 2009
Espécie de gengibre da Amazônia cura o câncer
A descoberta coloca o Inpa na frente de países europeus e asiáticos. Isso porque, trabalhos semelhantes também são desenvolvidos em outras partes do mundo. A mesma planta é utilizada na China no tratamento de diversos tipos de tumores. A medicina tradicional da Indonésia e do Japão também utiliza as raízes da planta no tratamento de dores, aumento do apetite, antiespasmódico e na alimentação. Por exemplo, os japoneses conseguiram desenvolver a partir de Zingiber a Zerumbona sintética, para fins de uso cosmético.
A planta pesquisada é encontrada na área rural de Manaus, mais especificamente nas localidades de Taruamã-Mirim e Puraquequara, explica o pesquisador Carlos Cleomir de Souza Pinheiro, do Inpa. Nessas comunidades, segundo ele, as pessoas utilizam a planta para ornamentação. A espécie produz flores muito bonitas, "e as pessoas não sabiam que por traz de toda a beleza existe um grande potencial farmacológico".
O tipo encontrado nos arredores de Manaus pertence à família Zingiberaceae, composta por mais de 100 gêneros e 1,2 mil espécies. Algumas dessas espécies são cultivadas no Brasil e conhecidas popularmente como gengibre. Na Amazônia, elas se parecem com a mangarataia, bastante utilizada contra inflamações na garganta. Em algumas áreas rurais de Manaus, a espécie Zingiber zerumbet é utilizada como: antiespasmódico, antiinflamatório, contra cólicas e no tratamento de doenças estomacais.
Estudos recentes em poder do governo indicam que há, no Brasil, mais de 10 mil espécies de plantas da Amazônia são portadoras de princípios ativos para uso medicinal, cosmético e controle biológico de pragas. A região concentra também outras 300 espécies de frutas comestíveis e uma rica fauna silvestre. Ao todo, a Amazônia guarda em suas florestas, várzeas, cerrados e rios, um total de 33 mil espécies de plantas superiores.
Composto com 97% de pureza
Há três anos, os pesquisadores do Inpa obtiveram 97% de pureza de uma substância encontrada no Zingiber zerumbet e usada no combate à células neoplásicas (tumores malignos constituídos de células do fígado, cólon ou de pele). Antes, o grau de pureza alcançado fora somente de 37%, considerado baixíssimo para a fabricação de medicamentos. A substância foi obtida por da extração de óleos essenciais das raízes do gengibre amargo, o Zingiber zerumbet.
Para extrair a substância dos óleos essenciais, o pesquisador Carlos Cleomir Pinheiro criou uma técnica própria: o arraste-hidrovapor. O sistema se utiliza de vapores de água e é totalmente natural. Pinheiro pesquisa a espécie há mais de uma década. Seu interesse pelo gengibre amargo aumentou depois de fazer intensas pesquisas na literatura mundial acerca do uso terapêutico da planta.
"Os estudos científicos revelam efeitos citotóxicos de Zerumbona contra células cancerígenas (tumores malignos). Ou seja, a substância atua inibindo a proliferação das células doentes", observou Pinheiro.
Substância combate a Aids
Nas pesquisas sobre a substância, Cleomir Pinheiro também se deparou com outros estudos animadores. Disse que, entre eles, há estudos recentes que apontam o uso do composto Zeburona até mesmo contra a Aids. "A eficácia da planta se deve a sua estrutura simples. Ela é formada por uma cadeia longa, com 15 carbonos, ligados a uma estrutura carbonila cetônica (oxidação de álcoois secundários que tem um radical de CO). A estrutura é chamada cientificamente de sesquiterpeno", explicou.
A comercialização do composto extraído do gengibre está prevista para, no máximo, dois anos. Já existem várias empresas interessadas para colocar o produto no mercado. De acordo com o pesquisador, será um produto de baixo custo, pois ele vem de uma planta que se reproduz facilmente. "Esse remédio será de grande importância para a sociedade, pois além de se um forte aliado ao tratamento do câncer, ele também pode ser usado para tratar a leucemia e até a Aids", conta.
Já existem várias patentes semelhantes desse tipo de composto, mas após a descoberta dele no Amazonas foi encontrada uma nova fórmula de extração do produto, por meio de óleos essenciais, o que determinou um grau de pureza de 97,95%. Esse processo já foi patenteado pelo Inpa. "Encontramos outras atividades farmacológicas que ainda não foram estudadas, o que favorece ainda mais nossa pesquisa", afirma.
Esse estudo rendeu bons frutos ao pesquisador, pois é a base da sua tese de doutorado em biotecnologia, que em breve será apresentada. A pesquisa também deu prêmios ao Inpa, um deles é o de Inovação tecnológica do Norte - Finep. Para o pesquisador, essas são algumas das várias conquistas que essa pesquisa vai gerar, principalmente, para a sociedade.
Fonte: http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=87892&CdTpMateria=7
sábado, 5 de setembro de 2009
Empresa anuncia tratamento promissor contra câncer de pele
Este tratamento, elaborado pela Genentech, filial do grupo farmacêutico suíço Roche, é resultado de modificações genéticas da ciclopamina, uma substância extraída do heléboro (Veratrum californicum).
Um estudo clínico financiado pela Genentech mostrou uma redução do tumor ou uma melhora dos sintomas em 18 dos 33 pacientes com câncer de pele tratatos, e outros 11 registraram estabilização de seu estado durante períodos prolongados. Apenas quatro pacientes sofreram agravamento do tumor.
O tratamento também foi eficaz em um paciente que sofria do tipo mais comum do câncer de cérebro, o meduloblastoma, cujo tumor diminuiu de forma importante.
O tratamento não apresentou efeitos colaterais sérios, destacaram os pesquisadores, que qualificaram os resultados de "importantes", já que não existe qualquer terapia eficaz contra o câncer de pele mais frequente, o epitelioma basocelular, que tem um milhão de novos casos diagnosticados a cada ano nos Estados Unidos.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/09/02/empresa+anuncia+tratamento+promissor+contra+cancer+de+pele+8235967.html
terça-feira, 18 de agosto de 2009
Ajuda contra o câncer
Hospital de Joinville recebeu um acelerador linear, aparelho que combate a doença com menos efeitos colaterais
Um equipamento de 13 toneladas que ajudará no combate ao câncer já está no Hospital Municipal São José, em Joinville.O acelerador linear, que funciona como um aparelho de raio-X e é mais eficaz do que a bomba de cobalto para tratamento de radioterapia, foi guardado na tarde de sábado em um galpão anexo ao hospital.
A novela do acelerador linear começou há quase 10 anos. Pacientes que utilizam o SUS e precisam de um tratamento mais eficiente buscam alternativas em outras regiões do Estado ou optam pela bomba de cobalto, que opera há 20 anos no Hospital São José. A bomba atinge também tecidos saudáveis e traz efeitos colaterais os pacientes.
O acelerador precisa estar em um abrigo especial, chamado de casamata, com paredes espessas e portas e janelas muito bem protegidas. Com o equipamento já em Joinville, o que falta é justamente a construção da casamata. Na última quarta-feira, a prefeitura abriu um novo processo de licitação. O vencedor deve ser escolhido em 15 de setembro.
Fonte: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2620160.xml&template=3898.dwt&edition=12935§ion=213