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quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Novo tratamento para câncer de próstata


Tratamento combinado


Cientistas da Universidade Queens, no Reino Unido, criaram um tratamento combinado para o câncer de próstata.


O tratamento é o primeiro desse tipo a ser desenvolvido.


Ele combina o tratamento tradicional de quimioterapia com duas doses de uma substância química radioativa, capaz de atingir áreas do osso afetadas pela doença.


Rênio


Os resultados demonstram que é seguro e viável para combinar múltiplas injeções da substância radioativa Rênio-186 HEDP, juntamente com a quimioterapia padrão.


O tratamento é destinado a homens com uma forma avançada e agressiva do câncer de próstata, que já tenha se espalhado para os ossos.


A terapia foi bem-sucedida na primeira fase de ensaios, e será agora testada em uma segunda fase, com maior número de pacientes.


O câncer de próstata agressivo e avançado é tratado com quimioterapia. Contudo, os benefícios deste tratamento são geralmente de curta duração, com uma sobrevida muito pequena para o paciente.


A combinação de dois tipos diferentes de drogas pode ajudar a melhorar os resultados, incluindo a sobrevivência dos pacientes.


Melhores resultados


"Os tratamentos de quimioterapia tradicional nem sempre são eficazes no tratamento das formas agressivas e avançadas do câncer de próstata.


"Por isso precisávamos desenvolver um novo tratamento, que dará melhores resultados para pacientes com este tipo de câncer.


"A segunda fase do teste já começou na Holanda e vai começar no Reino Unido dentro de seis meses. O estudo envolverá até 100 pacientes da Irlanda do Norte e dos Países Baixos e espera-se que resultados sejam conhecidos dentro de dois anos, disse Joe O'Sullivan, membro da equipe que desenvolveu o novo tratamento.


Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=novo-tratamento-cancer-prostata&id=6961

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Estudo observa pela 1ª vez destruição de células do câncer

Cientistas australianos e britânicos observaram pela primeira vez o funcionamento de uma proteína capaz de destruir células cancerígenas de seu interior, estudo que permitirá avançar no tratamento contra o câncer, a malária e o diabetes, disseram nesta segunda-feira os pesquisadores.


A descrição da estrutura molecular desta proteína, chamada perforina, e seu funcionamento, foram publicados na última edição da revista Nature.


"Esta proteína perfura células tomadas por vírus ou que se transformaram em células cancerígenas e permite a entrada de enzimas tóxicas que depois as matam de seu interior", explicou em comunicado o responsável pelo projeto, James Whisstock, da Universidade de Monash, em Melbourne. "Sem esta proteína nosso sistema imunológico não pode destruir estas células. Agora que sabemos como é seu funcionamento, podemos começar a ver como é possível combater o câncer, a malária e o diabetes", acrescentou Whisstock.


A pesquisa, que durou 10 anos, conclui as observações que o prêmio Nobel Jules Bordet iniciou há cerca de 110 anos. "A descoberta dá uma resposta fundamental ao mistério da imunologia", disse Whisstock, quem ressaltou que sua experiência com ratos revelou que a insuficiência de perforina acelera o desenvolvimento de tumores e, em particular, de leucemia.


Segundo Whisstock, a proteína também pode atacar células sãs por uma deficiência do sistema imunológico, como no estágio inicial do diabetes, ou pela rejeição de um tecido após um transplante de medula óssea. A pesquisa contou com cientistas da Univesidade de Monash, do Centro de Câncer Peter MacCallum, também em Melbourne, e do Birkbeck College, em Londres.


http://noticias.terra.com.br/noticias/0,,OI4766549-EI188,00-Cientistas+avancam+em+estudo+de+proteina+que+destroi+celulas+cancerigenas.html

sábado, 28 de agosto de 2010

Câncer: novas terapias são esperadas

Os pacientes que necessitam de tratamento contra câncer e buscam o Sistema Único de Saúde (SUS) para receber o atendimento especializado devem demorar para ter acesso ao pacote de novos procedimentos disponíveis no setor de oncologia, anunciado anteontem pelo ministro da Saúde, José Gomes Temporão. Isso porque, para ofertar novos tratamentos contra o câncer os hospitais precisarão ter projetos neste sentido aprovados pelo Ministério da Saúde.


Como o novo pacote de procedimentos pelo SUS foi divulgado recentemente, tanto o Hospital Estadual, de Bauru, quanto o Hospital Amaral Carvalho, de Jaú, centros de tratamento de câncer que atendem pelo SUS na região, até ontem não haviam recebido comunicado oficial por parte da Secretaria de Estado da Saúde referente à disponibilidade de verba para ampliar o leque de tratamento contra o câncer.


A Secretaria do Estado da Saúde informou que não tem previsão para início da análise de recursos a serem destinados aos hospitais de credenciados no governo na área de oncologia ou estudo de possíveis projetos a serem financiados a partir da verba extra que será liberada pelo SUS.


De acordo com o secretário municipal de Saúde de Bauru, Fernando Monti, a implementação anunciada pelo Ministério da Saúde é positiva, mas ponderou. “Isso é uma coisa de rotina. A ampliação de recursos tem duas origens: incluir tratamentos que o SUS não pagava antes e melhorar a remuneração do que já era pago. Isso é algo do dia a dia do Ministério da Saúde”, avaliou.


Dessa maneira, o prefeito Rodrigo Agostinho afirmou que essas alterações não têm influência na administração municipal porque os recursos do setor de oncologia são geridos pela administração estadual, através da Divisão Regional de Saúde-6 (DRS-6).


“A prefeitura não é responsável pelo tratamento de câncer. Pela divisão de competências, isso é papel do Estado. Quem oferece o tratamento em Bauru é o Hospital Estadual e as clínicas conveniadas. A prefeitura conta apenas com o Serviço de Orientação e Prevenção ao Câncer (SOPC), para trabalhar prevenção e diagnóstico precoce da doença”, definiu Rodrigo.


Fonte: http://www.jcnet.com.br/detalhe_geral.php?codigo=190291

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Pigmentos que dão cor aos corais podem ajudar no tratamento do câncer

SYDNEY - Os pigmentos que dão as cores vibrantes dos corais podem ser um novo aliado contra o câncer. Nas imagens, divulgadas pelo Departamento Australiano de Meio Ambiente, é possível ver os detalhes azuis, verdes, vermelhos e amarelos que estão sendo estudados por cientistas. Os pigmentos seriam usados para monitorar o crescimento das células cancerosas através de um laser sensível a luzes fluorescentes.


Fonte: http://oglobo.globo.com/ciencia/mat/2010/08/16/pigmentos-que-dao-cor-aos-corais-podem-ajudar-no-tratamento-do-cancer-917400005.asp

sábado, 31 de julho de 2010

Estudo sugere novo alvo para tratamento de câncer em células sanguíneas

Cientistas americanos deram um passo importante no processo da criação de glóbulos vermelhos que pode ser útil contra alguns tipos de câncer e de outras doenças, segundo uma pesquisa feita em animais que pode ser aproveitada em seres humanos.

Os pesquisadores descobriram um pequeno fragmento de ácido ribonucleico (RNA), que tem composição muito semelhante ao do DNA, que provoca o processo de conversão das células-tronco em glóbulos vermelhos, e criaram um inibidor para bloquear este processo.

"A importância da descoberta é que este microRNA, denominado mir-451, é um regulador natural da produção de glóbulos vermelhos", disse Eric Olson, líder da pesquisa e professor no Centro Médico Southwestern, da Universidade do Texas.

"Provamos também que o inibidor artificial do mir-451 é capaz de reduzir seus níveis em um rato e bloquear a produção de células sanguíneas, o que abriria as portas para um amplo leque de novos remédios para controlar as doenças relacionadas às células sanguíneas", disse.

Os inibidores são moléculas que se unem as enzimas e diminuem sua atividade. O bloqueio de uma dessas enzimas pode matar um organismo patogênico ou corrigir um desequilíbrio metabólico, daí seu valor para fabricar medicamentos.

Se o processo der certo em seres humanos, seu uso pode ser útil contra alguns tipos de câncer e de outras doenças, como a policitemia primária, na qual o corpo produz um excesso das células sanguíneas que põe em risco a vida do paciente.

A equipe solicitou a patente do inibidor do mir-451 e está estudando a fabricação de um remédio para tratar doenças sanguíneas. O estudo será publicado na edição de agosto da revista "Genes & Development".

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/ciencia/775787-estudo-sugere-novo-alvo-para-tratamento-de-cancer-em-celulas-sanguineas.shtml

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Software criado no país auxilia no tratamento contra leucemia

Um software desenvolvido na Universidade Federal do Rio de Janeiro ajuda médicos a decidir qual tratamento adotar contra a leucemia. Esse câncer é o que mais acomete crianças no país.

O programa detecta a doença residual mínima -células doentes que persistem após a quimioterapia. "Mesmo quando o tumor não está mais detectável e o paciente não tem mais sintomas, há células doentes que temos que tratar", diz Elaine Costa, médica do hospital pediátrico da UFRJ e uma das responsáveis pela pesquisa.

"Usamos métodos de inteligência computacional e probabilidade para identificar as células doentes", diz Carlos Pedreira, professor da Coppe e da faculdade de medicina da UFRJ, um dos responsáveis pela pesquisa.

A pesquisa, uma parceria do hospital com a Coppe/ UFRJ (centro de pós-graduação em engenharia), já gerou três patentes internacionais. Os resultados foram incorporados a um grupo europeu de universidades que estuda o diagnóstico da leucemia.

Já há versões do software em hospitais de São Paulo, Rio e Florianópolis.

Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/774527-software-criado-no-pais-auxilia-no-tratamento-contra-leucemia.shtml

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Clínicas produz medicamento

(BR Press) - O Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo se tornou a primeira instituição pública a produzir substâncias necessárias para exames que podem identificar o câncer em estágio inicial. A fabricação dos componentes se deu por meio do Projeto Ciclotron e parceria com o Hospital Sírio-Libanês, que recebeu o primeiro lote de radiofármacos, produzido na última segunda-feira (19/07).

Os R$ 17,6 milhões investidos no Projeto Ciclotron permitirão uma economia ao Hospital das Clínicas, que vai arcar apenas com os custos de produção. Além de ajudar o país a avançar nas pesquisas, desenvolvimento de compostos e aumento da produção.

Fonte: http://br.noticias.yahoo.com/s/21072010/11/saude-cancer-clinicas-produz-medicamento.html

segunda-feira, 19 de julho de 2010

Em desenvolvimento tratamento sem efeitos colaterais para câncer

Uma pequena cápsula esférica feita de camadas de lipídios, chamada de Lipossoma, pode ser a reposta para combater o câncer e outras doenças. Cientistas da Universidade de Rhode Island (EUA) estão trabalhando no desenvolvimento de um método de acondicionar remédios dentro de lipossomas e enviá-los para dentro do organismo dos pacientes.

Esse sistema funcionará da seguinte maneira: o Lipossoma seria um “recipiente” para medicamentos fortes, usados no tratamento do câncer. Uma vez “embalado”, o pacote é direcionado por injeção para o local onde o tumor se encontra. Os sucos digestivos e os anticorpos não são capazes de romper um Lipossoma. Por essa razão, os médicos acompanham a “viagem” do Lipossoma até chegar ao local do tumor. Quando isso acontece, o paciente recebe uma descarga eletromagnética inofensiva, que rompe o lipossoma e libera o medicamento.

Um problema está no fato de que, em um Lipossoma, algumas cadeias de lipídios são hidrofílicas (contém água) e outras são hidrofóbicas (se dissolvem em água). Por essa razão, eles tiveram que criar o seguinte mecanismo para “montar o lipossomo”: adicionam um solvente às nanopartículas e lipídios que irão compor o lipossoma. Assim, quando adicionam a água, ela neutraliza o solvente e tem o efeito inverso ao normal: evita que o lipossoma se dissolva. Dessa forma, garante resistência às paredes do lipossoma até o momento em que deva ser quebrado.

Essa tecnologia, quando desenvolvida completamente, vai revolucionar o tratamento do câncer. Até hoje, todos os tratamentos combatem o tumor sem conseguir “focar” a aplicação apenas no tumor. Por isso os tratamentos envolvem queda de cabelo, por exemplo, e o câncer nada tem a ver com os cabelos. Com os lipossomas, apenas o alvo é atingido, o que deve facilitar a vida dos futuros portadores da doença que causa 10% das mortes anuais no planeta Terra. [Daliy Tech]

Fonte: http://hypescience.com/em-desenvolvimento-tratamento-sem-efeitos-colaterais-para-cancer/

domingo, 18 de julho de 2010

Noni é novo aliado contra câncer

O noni, uma fruta originária da Polinésia, mas já cultivada em Ribeirão Preto, interior de São Paulo e no Pará, está impressionando cientistas modernos por seu poder medicinal.

A doutora em Genética Nutrigenômica, Carmem Lúcia de Mello Sartori Cardoso da Rocha, da Universidade Estadual de Maringá estuda o efeito medicinal das plantas há 30 anos e seu maior interesse é que suas pesquisas ajudem a diminuir o risco de câncer na população em geral.

Ela explica que elas agem de duas formas. Uma delas é ativando o sistema imunológico, defendo-o do ataque de doenças, como ocorre com os cogumelos do sol e shiitake.

Outras, como é o caso do noni, possuem substâncias capazes de proteger o material genético das células.
No câncer, as células começam a se multiplicar de forma desordenada e se tornam 'imortais'. Os tumores surgem dessa 'desordem' celular. Além do noni impedir essa mutação, quando consumida para efeito preventivo à doença, também se mostrou eficaz como medicina complementar.

"Observamos que o noni induz as células tumorais à morte de forma programada. Ele também foi capaz de preservar as células normais", afirma.

Os pacientes que passam por quimioterapias se livram de células doentes, mas também perdem as boas. "Não queremos de forma alguma fazer terrorismo à quimioterapia. Todos os tratamentos são válidos. Nossa proposta é que o noni seja utilizado como medicina complementar".

Carmem Lúcia afirma ainda que, além do poder anticancerígeno, o fruto também se mostrou eficaz no controle da diabetes, reduzindo, inclusive, o uso de insulina. O efeito se comprovou primeiro em ratinhos.

O noni é consumido em forma de suco. "O noni tem cheiro e gosto horrorosos", avisa, ao comentar que 30 mililitros são suficientes. Quando maduro, o fruto é do tamanho de um tomate e é consumido em forma de suco.

O fruto é rico em xeronina. O que essa substância tem de mais especial é que ajuda a abrir os poros nas paredes das células humanas e desta forma faz com que o organismo absorva melhor os nutrientes consumidos. A notícia não muito boa é que o acesso a esse remédio natural, consumido em forma de suco, não é tão fácil. Segundo Carmem, até pouco tempo importava-se suco de noni dos Estados Unidos, mas a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu.

Ela comenta que é possível encontrar marcas nacionais do suco em comércio especializado. O valor cobrado pelo suco nacional gira em torno de R$ 70. Como o consumo diário é pequeno, vale a pena recorrer a mais essa descoberta em nome da saúde.

sábado, 3 de abril de 2010

Células raras do câncer aparecem em nova técnica

WASHINGTON (Reuters) - Um microchip que captura e armazena imagens de células raras do câncer em circulação na corrente sanguínea pode oferecer uma forma de monitorar pacientes após cirurgias e no futuro talvez venha a orientar os tratamentos, disseram pesquisadores dos EUA em um estudo publicado na quarta-feira.

As células tumorais circulantes (CTCs) se separam do tumor como sementes e podem se transformar em novos cânceres. A presença de CTCs no sangue pode indicar aos médicos que um câncer tende a se espalhar pelo corpo, segundo artigo publicado na revista Science Translational Medicine. (http://stm.sciencemag.org/).

As CTCs também podem ajudar os médicos a avaliarem rapidamente se um paciente está respondendo bem à quimioterapia ou outros tratamentos, segundo o artigo.

"Estamos muito interessados nessas células, porque acreditamos que sejam elas que vão nos dar mais informações sobre a biologia do câncer, e também pistas sobre como o câncer desenvolve metástases", disse por telefone Shannon Stott, principal autora do estudo, do Hospital Geral de Massachusetts e da Escola Médica de Harvard, em Boston.

Com a ajuda de uma substância que funciona como uma "cola" biológica, o microchip captura apenas as células que os pesquisadores querem examinar, disse Stott. No caso, foi o antígeno específico da próstata, que sinaliza a presença de câncer de próstata. O dispositivo é acoplado a um microscópio que faz pelo menos 6.000 imagens das células, explicou Stott.

"Não há pré-processamento. Você simplesmente tira o sangue e o coloca no dispositivo", afirmou ela.

A esperança é de que a técnica permita que os médicos saibam mais sobre os tumores sem terem de cortar os pacientes, acrescentou a cientista. "Você pode simplesmente fazer esse exame de sangue, então é como uma biopsia sanguínea para entender as propriedades biológicas do tumor".

No estudo, Stott e seus colegas recolheram e, pela primeira vez, contaram as CTCs de 55 pacientes com câncer. A equipe monitorou as células antes e depois de cirurgias.

"Pode-se ver não só o número absoluto de CTCs, mas também se elas têm ou não essa capacidade de se proliferar e se dividir", afirmou.

A equipe concluiu que, em alguns pacientes, as CTCs desapareciam rapidamente depois da cirurgia, enquanto em outros elas persistiam durante meses.

Os pesquisadores ainda não sabem se a persistência ou desaparição das células tem ligação com a recorrência do câncer, disse Stott, salientando que ainda se trata de um estudo-piloto que será ampliado.

Fonte: http://oglobo.globo.com/mundo/mat/2010/03/31/celulas-raras-do-cancer-aparecem-em-nova-tecnica-916225577.asp

Novo espaço para pesquisas contra o câncer

O Centro de Pesquisa em Oncologia Clínica do Hospital Mãe de Deus inaugura na terça-feira um espaço dedicado ao estudo de novas drogas para combate ao câncer. Localizado no Centro de Oncologia Radioterápica (COR), o setor ampliará a capacidade de pesquisas – atualmente, são cinco em andamento, e a previsão é de que outras 10 sejam iniciadas neste ano. A estrutura está preparada para atender a mais de 40 médicos.

O COR atende aproximadamente 120 pacientes todos os dias e está localizado na Rua Orfanatrófio, 299, no bairro Alto Teresópolis, em Porto Alegre. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone (51) 3252-3931.

Fonte: http://zerohora.clicrbs.com.br/zerohora/jsp/default2.jsp?uf=1&local=1&source=a2860254.xml&template=3898.dwt&edition=14421&section=1028

sexta-feira, 2 de abril de 2010

Quando o câncer desaparece sem tratamento

Diagnósticos de câncer costumam ser devastadores: para o paciente, vítima de uma doença hermética e de evolução pouco previsível, e familiares e amigos, que se sentem na iminência de um sofrimento prolongado e doloroso. Nunca sabem quando irá acabar, nem se acabará bem ou mal. Mas alguns cânceres podem sumir sem tratamento, milagrosamente. A visão de que eles só se agravam foi questionada num trabalho publicado no Journal of the American Medical Association.

A pesquisa teve como objeto de estudo 20 anos em que foram feitos exames de deteccção de câncer de mama e próstata. Tais exames identificaram tumores malignos, que se não fossem tratados, seriam letais. Mas também descobriram tumores pequenos que poderiam conviver com seu dono pacificamente e desapercebidos. Nestes casos, segundo reportagem do New York Times, estavam destinados a parar de crescer, encolher e até mesmo desaparecer, sem submeter o paciente a tratamentos ou cirurgias de grande impacto, na maioria das vezes, negativo.

Continua em: http://revistaepoca.globo.com/Revista/Epoca/0,,EMI105217-15257,00-QUANDO+O+CANCER+DESAPARECE+SEM+TRATAMENTO.html

sábado, 20 de março de 2010

‘Leitura dinâmica’ de DNA abre novo caminho no tratamento de câncer

Pesquisadores da Universidade Johns Hopkins, nos EUA, desenvolveram uma forma de monitorar tratamentos de câncer usando uma nova técnica para rapidamente sequenciar, ou decodificar, grandes quantidades de DNA. A descoberta é parte de um programa coordenado por Bert Vogelstein e Kenneth Kinzler. A abordagem era algo fora de questão até o desenvolvimento, alguns anos atrás, de métodos para sequenciar grandes quantidades de DNA a baixo custo.

Uma célula se torna cancerosa quando os genes que brecam o crescimento descontrolado são sabotados por mutações. Quando as defesas anticâncer das células são destruídas, sucede uma desordem genética, com mais mutações e extensos rearranjos de DNA nos cromossomos.

Se esses pedaços alterados de DNA pudessem ser colhidos na corrente sanguínea de um paciente, eles serviriam como um indicador (denominado tecnicamente “marcador”) direto e sensível. Um cirurgião poderia verificar se havia removido com sucesso a totalidade de um tumor, e quimioterapeutas poderiam conferir o andamento de qualquer tratamento.

Mas o que permanece uma questão em aberto é qual tipo de dano seria o melhor indicador da presença de um tumor. No mês passado, Rebecca Leary e Victor Velculescu, colegas de Vogelstein, relataram poder detectar consistentemente rearranjos do DNA ao sequenciar seus fragmentos flutuando no sangue. Os rearranjos são exclusivos das células cancerosas, tornando-os um indicador muito específico. Porém, testar todos os pacientes exigia o sequenciamento de bilhões de unidades de DNA – e custava US$ 5 mil. 

DNA de mitocôndria
Agora, Vogelstein, Yiping Le, Nickolas Papadopoulos e colegas exploraram outro possível indicador de células cancerosas: eles descobriram que mais de 80% dos cânceres têm mutações em seu DNA mitocondrial. Essas alterações são simples de identificar, pois o genoma do DNA mitocondrial é muito pequeno – apenas 16 mil unidades – em comparação com as três bilhões de unidades do genoma nos núcleos das células.

Menos caro, o teste do DNA mitocondrial é tão sensível que uma mutação pode ser coletada a partir de uma amostra de sangue muito menor.

Os dois métodos estão no estágio de pesquisa, e precisam que o custo de sequenciamento caia ainda mais antes que possam ser considerados para uso clínico. Ainda assim, Vogelstein disse que indicadores de câncer baseados no DNA podem se tornar um diagnóstico melhor que os métodos atuais, que dependem da detecção de proteínas ligadas ao câncer. “Do ponto de vista da pesquisa, não restam dúvidas de que essa abordagem tem o potencial de rastrear pacientes e tumores com mais eficácia que a abordagem convencional.”

Michael Melner, diretor do programa científico da Sociedade Americana do Câncer, afirma que a sociedade tem um “enorme interesse” em métodos baseados no DNA para rastrear o câncer, e que a análise do DNA mitocondrial de Vogelstein é a mais abrangente até o momento.

Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1537335-5603,00-LEITURA+DINAMICA+DE+DNA+ABRE+NOVO+CAMINHO+NO+TRATAMENTO+DE+CANCER.html

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Vacina contra o câncer começará a ser testada

Cientistas da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, produziram o primeiro lote de uma vacina contra o câncer que será utilizada em testes clínicos em pacientes humanos sofrendo de câncer de ovário e de câncer de pele, ou melanoma.

Os testes com a vacina em relação ao melanoma serão feitos na Universidade de Nova Iorque, enquanto os testes com a vacina para o câncer de ovário serão feitos no Instituto do Câncer Roswell, em Ithaca.

Os testes deverão avaliar a segurança e a resposta antitumoral do sistema imunológico em relação à vacina terapêutica NY-ESO-1, aplicada tanto isoladamente quanto em combinação com outros agentes terapêuticos.

Resposta imunológica

O composto não é uma vacina no sentido tradicional, ou seja, ela não previne o aparecimento do câncer em uma pessoa que não esteja doente. Trata-se, contudo, de uma vacina porque ela induz o corpo humano a uma resposta imunológica para se defender da doença.

"Esta vacina não tem o objetivo de prevenir contra o câncer, mas de estimular o corpo para que ele ataque naturalmente um tumor já existente. O desafio é que a vacina é feita de proteínas moleculares que são encontradas em nossos próprios corpos e que normalmente não induzem uma resposta imunológica forte. Assim, parte desse teste será fazer o corpo reagir a essas moléculas e atacar o câncer," explica o Dr. Carl A. Batt, coordenador da produção da vacina.

Tratamentos contra o câncer

O antígeno NY-ESO-1 foi descoberto em 1997, quando se verificou que ele se expressa em vários tipos diferentes de câncer, tendo logo despertado o interesse de vários grupos de pesquisa.

Um dos diferenciais deste estudo é que tanto as pesquisas quanto o desenvolvimento da vacina está sendo feito inteiramente em universidades e institutos de pesquisa, não envolvendo empresas farmacêuticas.

Apesar dos progressos, os pesquisadores estão cautelosos: "Nós não estamos esperando milagres, mas o conjunto de opções atuais contra o câncer, cirúrgicas, radioterapia e quimioterapia, não conseguem eliminar todos os tipos de câncer. O que essas vacinas contra o câncer oferecem é uma outra ferramenta para ajudar a combater o câncer, e poderão ser utilizadas em conjunto com outras opções terapêuticas já existentes," diz o Dr. Batt.

Fonte: http://www.diariodasaude.com.br/news.php?article=vacina-contra-cancer-comecara-testada&id=4531

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Cientistas identificam gene que controla combate a doenças

Cientistas britânicos anunciaram a descoberta de um gene que ajuda a mobilizar o sistema imunológico para combater doenças. O gene faz com que células-tronco do sangue se tornem células imunológicas conhecidas como Natural Killers (NK, ou Matadoras Natas).

Células NK que funcionam de maneira adequada são um tipo de glóbulo branco chave para a defesa do organismo, matando células cancerosas, vírus e bactérias. Espera-se que a descoberta leve ao desenvolvimento de formas de estimular a produção de células de defesa do organismo, criando, potencialmente, uma nova forma de eliminar o câncer.

Atualmente, as células NK separadas de sangue de doadores são usadas no tratamento de alguns pacientes com câncer, mas sua eficácia é limitada porque elas podem ter pequenas diferenças de pessoa para pessoa.

O líder da pesquisa, Hugh Brady, disse: "Se um maior número de células-tronco do paciente puder ser 'coagido' a se transformar em células NK através de um tratamento químico, nós poderemos aumentar a força de combate do organismo ao câncer sem ter que lidar com os problemas de incompatibilidade ao doador."

Doenças auto-imunes

Segundo os pesquisadores, a identificação do gene E4bp4 pode ainda ajudar a desenvolver novos tratamentos para diabete tipo-1 e esclerose múltipla. Ambos os distúrbios ocorrem quando o sistema imunológico se volta contra os próprios tecidos do corpo. Alguns cientistas acreditam que o mau funcionamento de células NK é que provoca o ataque a células saudáveis.

Para fazer a descoberta, os cientistas do Imperial College London, University College London e Instituto Nacional para Pesquisa Médica do Conselho de Pesquisa Médica da Grã-Bretanha criaram um rato sem o gene E4bp4.

Estes animais eram absolutamente normais, exceto pela ausência de células NK.

Os pesquisadores começaram a estudar o efeito do E4bp4 em uma forma rara mas fatal de leucemia infantil quando descobriram a importância das células NK.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Espécie de gengibre da Amazônia cura o câncer

Originário de países asiáticos, mas encontrado fartamente na Amazônia, o gengibre amargo é a mais nova arma contra o câncer. É o que aponta um estudo em andamento do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa), sediado em Manaus, capital do Amazonas. As pesquisas, iniciadas há 15 anos, comprovaram que o composto Zerumbona, extraído de um novo tipo de gengibre (Zingiber zerumbet) é bem mais do que os remédios alopáticos atualmente utilizados no tratamento do câncer.

A descoberta coloca o Inpa na frente de países europeus e asiáticos. Isso porque, trabalhos semelhantes também são desenvolvidos em outras partes do mundo. A mesma planta é utilizada na China no tratamento de diversos tipos de tumores. A medicina tradicional da Indonésia e do Japão também utiliza as raízes da planta no tratamento de dores, aumento do apetite, antiespasmódico e na alimentação. Por exemplo, os japoneses conseguiram desenvolver a partir de Zingiber a Zerumbona sintética, para fins de uso cosmético.

A planta pesquisada é encontrada na área rural de Manaus, mais especificamente nas localidades de Taruamã-Mirim e Puraquequara, explica o pesquisador Carlos Cleomir de Souza Pinheiro, do Inpa. Nessas comunidades, segundo ele, as pessoas utilizam a planta para ornamentação. A espécie produz flores muito bonitas, "e as pessoas não sabiam que por traz de toda a beleza existe um grande potencial farmacológico".

O tipo encontrado nos arredores de Manaus pertence à família Zingiberaceae, composta por mais de 100 gêneros e 1,2 mil espécies. Algumas dessas espécies são cultivadas no Brasil e conhecidas popularmente como gengibre. Na Amazônia, elas se parecem com a mangarataia, bastante utilizada contra inflamações na garganta. Em algumas áreas rurais de Manaus, a espécie Zingiber zerumbet é utilizada como: antiespasmódico, antiinflamatório, contra cólicas e no tratamento de doenças estomacais.

Estudos recentes em poder do governo indicam que há, no Brasil, mais de 10 mil espécies de plantas da Amazônia são portadoras de princípios ativos para uso medicinal, cosmético e controle biológico de pragas. A região concentra também outras 300 espécies de frutas comestíveis e uma rica fauna silvestre. Ao todo, a Amazônia guarda em suas florestas, várzeas, cerrados e rios, um total de 33 mil espécies de plantas superiores.

Composto com 97% de pureza

Há três anos, os pesquisadores do Inpa obtiveram 97% de pureza de uma substância encontrada no Zingiber zerumbet e usada no combate à células neoplásicas (tumores malignos constituídos de células do fígado, cólon ou de pele). Antes, o grau de pureza alcançado fora somente de 37%, considerado baixíssimo para a fabricação de medicamentos. A substância foi obtida por da extração de óleos essenciais das raízes do gengibre amargo, o Zingiber zerumbet.

Para extrair a substância dos óleos essenciais, o pesquisador Carlos Cleomir Pinheiro criou uma técnica própria: o arraste-hidrovapor. O sistema se utiliza de vapores de água e é totalmente natural. Pinheiro pesquisa a espécie há mais de uma década. Seu interesse pelo gengibre amargo aumentou depois de fazer intensas pesquisas na literatura mundial acerca do uso terapêutico da planta.

"Os estudos científicos revelam efeitos citotóxicos de Zerumbona contra células cancerígenas (tumores malignos). Ou seja, a substância atua inibindo a proliferação das células doentes", observou Pinheiro.

Substância combate a Aids

Nas pesquisas sobre a substância, Cleomir Pinheiro também se deparou com outros estudos animadores. Disse que, entre eles, há estudos recentes que apontam o uso do composto Zeburona até mesmo contra a Aids. "A eficácia da planta se deve a sua estrutura simples. Ela é formada por uma cadeia longa, com 15 carbonos, ligados a uma estrutura carbonila cetônica (oxidação de álcoois secundários que tem um radical de CO). A estrutura é chamada cientificamente de sesquiterpeno", explicou.

A comercialização do composto extraído do gengibre está prevista para, no máximo, dois anos. Já existem várias empresas interessadas para colocar o produto no mercado. De acordo com o pesquisador, será um produto de baixo custo, pois ele vem de uma planta que se reproduz facilmente. "Esse remédio será de grande importância para a sociedade, pois além de se um forte aliado ao tratamento do câncer, ele também pode ser usado para tratar a leucemia e até a Aids", conta.

Já existem várias patentes semelhantes desse tipo de composto, mas após a descoberta dele no Amazonas foi encontrada uma nova fórmula de extração do produto, por meio de óleos essenciais, o que determinou um grau de pureza de 97,95%. Esse processo já foi patenteado pelo Inpa. "Encontramos outras atividades farmacológicas que ainda não foram estudadas, o que favorece ainda mais nossa pesquisa", afirma.

Esse estudo rendeu bons frutos ao pesquisador, pois é a base da sua tese de doutorado em biotecnologia, que em breve será apresentada. A pesquisa também deu prêmios ao Inpa, um deles é o de Inovação tecnológica do Norte - Finep. Para o pesquisador, essas são algumas das várias conquistas que essa pesquisa vai gerar, principalmente, para a sociedade.

Fonte: http://www.rondonoticias.com.br/showNew.jsp?CdMateria=87892&CdTpMateria=7

sábado, 5 de setembro de 2009

Empresa anuncia tratamento promissor contra câncer de pele

O medicamento, chamado de GDC-0449 e administrado por via oral, bloqueia a proteína chamada "hedgehog", que tem um papel importante no crescimento das células cancerosas, destaca o estudo divulgado no site do New England Journal of Medicine.

Este tratamento, elaborado pela Genentech, filial do grupo farmacêutico suíço Roche, é resultado de modificações genéticas da ciclopamina, uma substância extraída do heléboro (Veratrum californicum).

Um estudo clínico financiado pela Genentech mostrou uma redução do tumor ou uma melhora dos sintomas em 18 dos 33 pacientes com câncer de pele tratatos, e outros 11 registraram estabilização de seu estado durante períodos prolongados. Apenas quatro pacientes sofreram agravamento do tumor.

O tratamento também foi eficaz em um paciente que sofria do tipo mais comum do câncer de cérebro, o meduloblastoma, cujo tumor diminuiu de forma importante.

O tratamento não apresentou efeitos colaterais sérios, destacaram os pesquisadores, que qualificaram os resultados de "importantes", já que não existe qualquer terapia eficaz contra o câncer de pele mais frequente, o epitelioma basocelular, que tem um milhão de novos casos diagnosticados a cada ano nos Estados Unidos.

Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/09/02/empresa+anuncia+tratamento+promissor+contra+cancer+de+pele+8235967.html

terça-feira, 18 de agosto de 2009

Ajuda contra o câncer

Hospital de Joinville recebeu um acelerador linear, aparelho que combate a doença com menos efeitos colaterais

Um equipamento de 13 toneladas que ajudará no combate ao câncer já está no Hospital Municipal São José, em Joinville.

O acelerador linear, que funciona como um aparelho de raio-X e é mais eficaz do que a bomba de cobalto para tratamento de radioterapia, foi guardado na tarde de sábado em um galpão anexo ao hospital.

A novela do acelerador linear começou há quase 10 anos. Pacientes que utilizam o SUS e precisam de um tratamento mais eficiente buscam alternativas em outras regiões do Estado ou optam pela bomba de cobalto, que opera há 20 anos no Hospital São José. A bomba atinge também tecidos saudáveis e traz efeitos colaterais os pacientes.

O acelerador precisa estar em um abrigo especial, chamado de casamata, com paredes espessas e portas e janelas muito bem protegidas. Com o equipamento já em Joinville, o que falta é justamente a construção da casamata. Na última quarta-feira, a prefeitura abriu um novo processo de licitação. O vencedor deve ser escolhido em 15 de setembro.

Fonte: http://www.clicrbs.com.br/diariocatarinense/jsp/default2.jsp?uf=2&local=18&source=a2620160.xml&template=3898.dwt&edition=12935&section=213

segunda-feira, 10 de agosto de 2009

Descoberta argentina abre nova frente contra câncer, diabetes e artrite

BUENOS AIRES — A descoberta sobre o mecanismo que retarda a ação do sistema imunológico pode ser uma peça-chave no tratamento de câncer, diabetes, artrite e esclerose múltipla, informou nesta segunda-feira o Instituto de Biologia e Medicina na Argentina (IBYME).

"Encontramos as engrenagens moleculares que fazem com que sistema imunológico seja desligado", disse em um comunicado Gabriel Rabinovich, coordenador da equipe de cientistas que realizaram a descoberta.

O trabalho foi publicado na prestigiosa revista britânica Nature e Inmunology, em cooperação com a Academia Nacional de Medicina.

A descoberta é considerada fundamental para poder silenciar a resposta imunológica nos casos em que o sistema de defesa do organismo, essencial para combater vírus, bactérias e células tumorais, continua a agir, mesmo que não seja necessário.

A reação imunológica negativa é base para doenças como artrite, esclerose múltipla, diabetes e câncer, dentre outras, diz o relatório do IBYME.

"Em função destes resultados será possível antecipar novos horizontes terapêuticos em várias patologias imunológicas", observam ainda os cientistas.

Rabinovich disse que a descoberta ainda está "em fase embrionária. Faltam muitos anos antes que ele possa chegar às clínicas, está em fase experimental".

A descoberta pode também ser utilizada no sentido oposto, ou seja, para ativar o sistema imunológico, por exemplo, para atacar tumores.

"Estas novas descobertas oferecem uma visão mais ampla da biologia do câncer e, no futuro, para adicionar novas estratégias para as medidas anti-tumorais".

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Esperança para tratar as dores do câncer

Madri (EFE) - Pesquisadores da Universidade de Heidelberg, no sul da Alemanha, descobriram a possível origem de fortes dores provocadas por cânceres. Os tumores liberam duas moléculas que deixam as células nervosas muito sensíveis e potencializam o crescimento do tumor, segundo um artigo publicado no site "Nature Medicine".

Os resultados da pesquisa, dirigida pela doutora Rohini Kuner, do Instituto Farmacológico da Universidade, dão início a novo enfoque no desenvolvimento de remédios. A dor forte causada pelo câncer, cujas causas ainda são desconhecidas, é difícil de ser atenuada com remédios tradicionais como os opiáceos, que requerem altas doses, o que cria tolerância e efeitos colaterais.

Os cientistas examinaram tecidos de ratos e determinaram as substâncias dos tumores: duas moléculas , até agora, conhecidas como fatores de crescimento para as células-tronco que formam o sangue. O contato com essas moléculas faz com que as células nervosas próximas ao tecido canceroso sejam "mais sensíveis à pressão", oque coincide com as descrições dos doentes que diziam que um toque na região doía muito.

Além disso, o crescimento do tumor também provoca dor, pois o tecido se expande e produz pressão.