domingo, 31 de maio de 2009
Tratamento combinado desacelera avanço do câncer de pulmão
Este teste clínico de Fase 3 conduzido em 768 pacientes mostrou que o câncer em pessoas que foram tratadas com Tarceva (do laboratório suíço Roche) combinado com Avastin (de sua filial americana Genentech), progrediu mais lentamente entre os pacientes do grupo de controle tratados somente com Avastin.
Os pacientes tratados com uma combinação de Tarcera e Avastin sobreviveram em média 4,8 meses a mais antes de a doença piorar, comparativamente aos 3,7 meses do grupo testemunho, destacou Vincent Miller do Centro Memorial Sloan-Kettering sobre o câncer de Nova York (leste) e principal autor do estúdio.
O câncer de pulmão ligado ao tabagismo é o tipo mais comum de câncer pulmonar e também o mais frequente de todas as formas de câncer, com 14% de casos nos Estados Unidos. Também é mais mortífero, com 23,3% de mortes neste país, muito abaixo do câncer do colo-retal (8,9%) e de mama (7,2%).
"Este é o primeiro teste clínico que mostra que a combinação de Tarcera e Avastin como tratamento destas doenças prolonga efetivamente a sobrevivência sem agrava o câncer de pulmão", explicou Miller em uma apresentação à imprensa.
Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5gpoOPBwcOVNvwuGFA9Ifl8I13oqw
sábado, 30 de maio de 2009
Especialistas discutem nos EUA tratamentos mais personalizados para o câncer
"Temos um tema na reunião deste ano: tratamento do câncer personalizado, desde o uso de análises moleculares à escolha dos tratamentos mais apropriados para pacientes", disse Richard Schilsky, presidente da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO, sigla em inglês), que organiza a reunião anual.
Resultados de doze estudos clínicos serão divulgados na reunião que começa nesta sexta-feira e continua até 2 de junho. Espera-se que cerca de 30.000 pessoas participem.
Cerca de 13% das mortes no mundo são causadas pelos diversos tipos de câncer.
"Acredito que está claro para todos nós, que tratamos de pacientes com câncer, que a Oncologia já não é parcial, que tudo é Medicina", disse Schilsky, ressaltando os grandes avanços registrados na escolha dos melhores tratamentos individualizados para pacientes.
"Somos cada vez mais capazes de elaborar tratamentos individuais", como por exemplo, para a biologia particular de um tumor, "fazendo coincidir o tratamento correto com o paciente correto no tempo correto, para que os pacientes evitem os custos desnecessários e os efeitos secundários de uma terapia que não os ajudará", disse Schilsky, ressaltando que este é o futuro da Oncologia.
No domingo serão apresentados resultados na pesquisa sobre os cânceres de mama e de ovário, assim como os planos de tratamento personalizado, enquanto que na segunda-feira os especialistas discutirão os grandes passos dados no tratamento do câncer.
Entre os testes clínicos que serão divulgados estão os resultados de Fase 2 do Nexavar, criado pela alemã Bayer, para o tratamento do câncer de pulmão avançado.
Também são aguardados com interesse os resultados do Avastin, um tratamento para o câncer de mama desenvolvido pela empresa norte-americana Genentech, comprada pela suíça Roche.
Fonte: http://www.google.com/hostednews/afp/article/ALeqM5hUaAxqvRM2LUKSXw_9TN13n7ANag
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Cientistas descobrem motivo da resistência do câncer de pâncreas a remédios
Isto poderia explicar porque o câncer de pâncreas é um dos mais letais, segundo a equipe de cientistas liderada por Kenneth Olive, do Instituto do Câncer de Cambridge, no Reino Unido.
O tratamento padrão da doença é feito através do remédio gemcitabine, que garante mais algumas semanas de vida ao paciente.
Na pesquisa, um grupo de ratos geneticamente modificados desenvolveu tumores pancreáticos.
A equipe de Olive observou que os tumores dos animais não contavam com muitos vasos sanguíneos, uma característica que também aparecia em amostras de tumor pancreático humano.
Os pesquisadores iniciaram um tratamento nos ratos com gemcitabine e outro composto, IPI-926.
A combinação de remédios resultou no aumento da quantidade de vasos sanguíneos dentro do tumor, além de uma distribuição maior do gemcitabine, o que retardou o avanço do câncer, segundo o relatório.
O estudo pode gerar novas formas de tratamento do câncer de pâncreas, um mal que afeta 42.500 pessoas por ano e mata 35.000 anualmente nos Estados Unidos. EFE
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Tecnologia/0,,MUL1163328-6174,00-CIENTISTAS+DESCOBREM+MOTIVO+DA+RESISTENCIA+DO+CANCER+DE+PANCREAS+A+REMEDIOS.html
terça-feira, 19 de maio de 2009
Gengibre pode ajudar doentes de câncer a enfrentar náuseas da quimioterapia
Os resultados da pesquisa foram apresentados em uma coletiva de imprensa que serviu de prévia para o Congresso da Sociedade de Oncologia Clínica daqui há duas semanas em Orlando, na Flórida. Foram estudados mais de 600 pacientes que estavam em tratamento com quimioterápicos e que já haviam apresentado náuseas e vômitos nos primeiros ciclos.
Divididos em grupos, os participantes receberam no próximo ciclo do tratamento uma suplementação de pílulas de gengibre ou placebo, alem dos medicamentos habituais para náusea. As doses de gengibre equivaliam a 1, 1,5 e 0,5 grama de gengibre ralado. Os pacientes começavam a tomar as doses de gengibre 3 dias antes de começarem a quimioterapia e as mantinham até o fim do ciclo.
Todos as dosagens de gengibre foram eficientes em reduzir a náusea associada ao tratamento. Aqueles que receberam a dose menor, 0,5 gramas por comprimido, apresentavam os melhores resultados. A redução, que foi de 40% nos melhores casos, aponta para uma associação interessante entre medicina complementar e tradicional nesse problema de difícil solução. Vamos aguardar o congresso e a apresentação completa dos dados desse trabalho para maiores detalhes.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL1157922-5603,00-GENGIBRE+PODE+AJUDAR+DOENTES+DE+CANCER+A+ENFRENTAR+NAUSEAS+DA+QUIMIOTERAPIA.html
Primeiro medicamento para câncer hematológico chega ao país
Desde sexta-feira, 8, já está disponível no Brasil o primeiro medicamento aprovado para a síndrome mielodisplásica, câncer da medula óssea que acarreta uma série de problemas para o paciente, e, em 30% dos casos, progride para uma leucemia.
Até então, os efeitos da doença eram amenizados apenas com transfusões periódicas de sangue e quimioterapia. Com a chegada do primeiro lote no Brasil na primeira semana de maio, o Dacogen beneficiará uma série de pacientes que sofrem com a doença no País.
O Dacogen inaugura também uma nova tecnologia no combate ao câncer no país, o tratamento epigenético. Ao contrário da quimioterapia, que destrói as células afetadas, o tratamento epigenético corrige a alteração no gene e recupera a produção de células sanguíneas sem afetar a estrutura celular.
Fonte: http://cienciaevida.atarde.com.br/?p=1488
Identificados genes que influenciam em metástase cancerígena
Os resultados da pesquisa dirigida por membros do Memorial Sloan-Kettering Center de Nova York foram divulgados nesta quarta-feira, 6, no site da Nature, e só serão publicados na próxima edição da revista.
Os cientistas descobriram que os genes COX2 e HB-EGF, sobre os quais já tinha sido descoberto que têm implicação direta na mobilidade e capacidade de invasão das células cancerígenas, servem também de "intermediadores" no mecanismo de propagação do câncer do seio até o cérebro.
Além disso, perceberam que um terceiro gene, conhecido como ST6GALNAC5, é o que dá às células doentes de câncer de mama a capacidade de abandonar o sistema circulatório e inclusive atravessar a barreira hematoencefálica, a qual serve para impedir que muitas substâncias tóxicas alcancem o cérebro. Para chegar a essas conclusões, a equipe usou diferentes aproximações paralelas, como isolar células tumorais com tendência a atacar o cérebro em pacientes com um avançado estágio da doença, fazer testes em ratos e estudar dados clínicos anteriores.
Os cientistas conseguiram identificar os três genes e perceberam que eram os responsáveis por que as células tumorais conseguissem chegar ao cérebro.
Eles repararam que o gene ST6GALNAC5, normalmente só ativado no tecido cerebral, provocava uma reação química que cria uma camada de proteção sobre as células do câncer de mama e permite atravessar a fronteira que separa o sangue do cérebro.
Isso significa que as células cancerígenas utilizam a proteção oferecida por esse gene específico do cérebro para se infiltrar.
Massagué explicou que a descoberta facilita "a possibilidade de utilizar remédios para interromper a interação" entre os três genes, mas esclareceu que ainda é preciso estudar mais o papel desses nas metástases cerebrais e "seu interesse como objetivos terapêuticos".
Fonte: http://www.estadao.com.br/noticias/vidae,identificados-genes-que-influenciam-em-metastase-cancerigena,366479,0.htm
quinta-feira, 23 de abril de 2009
Médicos descobrem cura para câncer de próstata sem cirurgia
Dores constantes na hora de urinar foram os sintomas que levaram o aposentado U.L., 69 anos, a procurar um especialista. A investigação médica, feita pelo exame de toque retal e complementada por biópsia, constatou o câncer próstata. ”Naquele momento já pensava em me despedir da minha família e só imaginava que logo iria morrer”, lembra o paciente do Hospital Urológico de Brasília, já curado da doença graças à braquiterapia – procedimento não cirúrgico.
De acordo com o Inca em últimos dados divulgados, a estimativa era de 49.350 novos diagnósticos da doença em 2008, no Brasil. Em termos de valores absolutos, trata-se do sexto tipo de câncer mais comum no mundo e o mais prevalente em homens. A boa notícia é que as chances de cura são elevadas, especialmente quando o diagnóstico se dá na fase inicial. Além disso, os avanços tecnológicos possibilitam tratamentos eficazes, como a braquiterapia.
A técnica, que chegou ao Brasil nos anos 90, é uma espécie de radioterapia. “Ela utiliza cápsulas de radiação que são implantadas no interior da próstata. Elas liberam doses de radiação sobre o tumor de forma que órgãos e tecidos sadios que o rodeiam sofram o menor impacto possível durante o tratamento”, conta o médico Eriston Wendt Uhmann, diretor do Hospital Urológico de Brasília, primeira instituição da capital federal a oferecer o tratamento e sétima do País.
Segundo Uhmann, a intensidade da radiação e o tempo de permanência das cápsulas no organismo do paciente variam de caso para caso. No caso da próstata, o implante costuma ser permanente. “Mas sua atividade radioativa tem meia-vida de 59 dias, portanto, após alguns meses, as chamadas ‘sementes’ deixam de emitir a radiação”, completa o especialista.
As sementes de radiação, em número aproximado de 100, são levadas até a próstata por agulhas transperineais e posicionadas, sob controle de ecografia e raios x, de forma a distribuir homogeneamente a radiação em todo o tecido prostático. Esse procedimento é realizado no centro cirúrgico, sob anestesia. O processo de implantação das fontes leva duas horas. O procedimento pode acontecer com alta ou baixa taxa de dose. “Essa classificação é feita a partir da modalidade técnica e da quantidade de energia em cada cápsula. No caso da próstata, a dose indicada é de 145 Gy e a fonte é de iodo-125. Trata-se de uma baixa taxa”, explica o médico.
U.L. nunca tinha ouvido falar no procedimento não cirúrgico, mas optou pela implantação das sementes radiotivas, aplicadas no ano de 2006. “De lá pra cá, tenho uma vida normal, nem lembro que tive um tumor”, compartilha o aposentado.
Vantagens – A braquiterapia pode evitar que a próstata seja retirada. “Além disso, ela exige um pequeno tempo de internação (no máximo 24 horas) e oferece menor risco de impotência sexual após o tratamento, se comparada à cirurgia tradicional”, lembra o diretor do Hospital Urológico de Brasília. Outra boa notícia é que a atividade sexual do paciente pode ser retomada cinco dias depois do implante.
Após uma semana de repouso, o exercício da profissão também pode ser reiniciado. “A partir daí, o acompanhamento do paciente torna-se ambulatorial, com consultas e exames”, complementa Uhmann. Vale ainda destacar que o uso dos materiais radioativos na braquiterapia é sempre seguro, desde que tomadas as medidas de garantia necessárias. “Cada cápsula tem, individualmente, pouca energia. Portanto, pode ser manipulada com segurança”, conta o médico.
Mas, para que o tratamento com a braquiterapia seja bem sucedido, é fundamental que a avaliação do paciente tenha sido detalhada. “O procedimento é indicado para diagnósticos realizados na fase inicial da doença. Se o câncer estiver muito avançado, o paciente deve ser submetido à cirurgia e à radioterapia”, alerta Uhmann. Sorte de U.L. que teve o tumor identificado em fase inicial e optou pelo procedimento não cirúrgico, retomando sua independência e o sonho de viver muitos anos: “Eu ainda quero ver meus bisnetos e olha que a minha neta tem apenas 13 anos”, revela entusiasmado.
Noticia publicada em 22/04/09
Fonte: http://www.emtemporeal.com.br/index.asp?area=2&dia=22&mes=04&ano=2009&idnoticia=75234