Cientistas americanos anunciaram hoje a descoberta de um remédio que reduz o câncer de cólon em ratos e que poderia ser aplicado aos humanos.
Os pesquisadores da Clínica May, na Flórida, disseram em um relatório divulgado pela revista "Cancer Research" que o agente tem efeitos colaterais mínimos e poderia ser um tratamento eficaz para pessoas com alto risco de sofrer câncer de cólon.
O remédio ou agente é identificado no estudo como o enzastaurin e, segundo os cientistas, sua aplicação reduziu o desenvolvimento de tumores de cólon nos roedores.
Além disso, quando houve um desenvolvimento desses tumores, estes foram de "grau menor", o que significa que eram menos avançados e agressivos que os vistos em animais aos quais o medicamento não foi aplicado.
"É preciso um agente que tenha a capacidade demonstrada de reduzir o risco de câncer de cólon e este estudo sugere que o enzastaurin poderia ser especialmente efetivo", disse Nicole Murray, do Departamento de Biologia do Câncer da Clínica May.
No estudo, os cientistas testaram o remédio em um grupo de ratos aos quais expuseram depois um cancerígeno que produz tumores de cólon.
Após 22 semanas, 80% dos roedores no grupo de controle desenvolveram tumores. Mas só 50% dos que receberam tratamento desenvolveram tumores e estes não foram tão avançados.
Em geral, as pessoas com maior risco de câncer de cólon desenvolvem pólipos que, se não forem extraídos cirurgicamente, podem se transformar em tumores cancerígenos.
Segundo Murray, o remédio poderia ser testado na prevenção do câncer através de uma observação dos pólipos durante a colonoscopia.
Essa observação permitiria determinar se o remédio conseguiu reduzir a formação desses pólipos, acrescentou. EFE
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Mundo/0,,MUL998066-5602,00-CIENTISTAS+DESCOBREM+REMEDIO+QUE+PODERIA+DIMINUIR+CANCER+DE+COLON+EM+HUMANO.html
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Mutação genética está vinculada a câncer cerebral e maior sobrevivência
A mutação de dois genes estaria vinculada em grande parte à aparição de tumores cancerígenas no cérebro e à sobrevivência por mais tempo à doença, segundo um estudo que poderá abrir caminhos para tratamentos mais especializados.
Os pesquisadores do Centro de Oncologia da Universidade Johns Hopkins e da faculdade de medicina da Universidade Duke (Carolina do Norte) descobriram que variações nos genes IDH1 e IDH2 estão associadas a mais de três quartos dos tumores cancerígenas no cérebro ou gliomas.
Além disso, as pessoas com estas alterações genéticas parecem viver pelo menos duas vezes mais tempo que as demais, segundo os autores do trabalho publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) de 19 de fevereiro.
"Pode se tratar de uma das descobertas mais importantes na pesquisa genética sobre os gliomas cancerígenas", assegurou o dr. Hai Yan, do serviço de patologia da faculdade de medicina de Duke e principal autor do estudo.
As pesquisas sobre estes genes podem, além disso, gerar diagnósticos mais precisos, assim como novos tratamentos para os tipos de câncer mais agressivos.
Os pesquisadores analsiaram mostras de tecidos de 500 tumores cerebrais cancerígenas e de outros 500 não situados no sistema nervoso central.
Os cientistas detectaram mutações no gene IDH1 em mais de 70% dos gliomas mais freqüentes.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/19/mutacao+genetica+esta+vinculada+a+cancer+cerebral+e+maior+sobrevivencia+4163915.html
Os pesquisadores do Centro de Oncologia da Universidade Johns Hopkins e da faculdade de medicina da Universidade Duke (Carolina do Norte) descobriram que variações nos genes IDH1 e IDH2 estão associadas a mais de três quartos dos tumores cancerígenas no cérebro ou gliomas.
Além disso, as pessoas com estas alterações genéticas parecem viver pelo menos duas vezes mais tempo que as demais, segundo os autores do trabalho publicado no New England Journal of Medicine (NEJM) de 19 de fevereiro.
"Pode se tratar de uma das descobertas mais importantes na pesquisa genética sobre os gliomas cancerígenas", assegurou o dr. Hai Yan, do serviço de patologia da faculdade de medicina de Duke e principal autor do estudo.
As pesquisas sobre estes genes podem, além disso, gerar diagnósticos mais precisos, assim como novos tratamentos para os tipos de câncer mais agressivos.
Os pesquisadores analsiaram mostras de tecidos de 500 tumores cerebrais cancerígenas e de outros 500 não situados no sistema nervoso central.
Os cientistas detectaram mutações no gene IDH1 em mais de 70% dos gliomas mais freqüentes.
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/mundo/2009/02/19/mutacao+genetica+esta+vinculada+a+cancer+cerebral+e+maior+sobrevivencia+4163915.html
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Ácido zoledrônico reduz risco de reaparecimento de câncer
Ácido zoledrônico reduz risco de reaparecimento de câncer Por Adriana Bifulco São Paulo, 19 (AE) - Um novo estudo, publicado recentemente no "The New England Journal of Medicine, uma das publicações científicas mais respeitadas do mundo, trouxe novas esperanças para mulheres diagnosticadas com câncer de mama, a quinta causa mais comum de morte entre as mulheres e o segundo tipo de câncer mais frequente. De acordo com o Austrian Breast Câncer Study Group Trial 12(ABCSG-12), o ácido zoledrônico, mais conhecido como zometa, quando combinado com tratamento hormonal após a cirurgia, diminui em 36% o risco de recidiva da doença em mulheres na pré-menopausa, período em que a paciente está mais predisposta a desenvolver câncer.
De acordo com Ricardo Marques, médico oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, e médico do grupo de mama do Instituto de Oncologia de São Paulo, o zometa vai até o osso e impede a ocorrência de uma metástase. "Isso diminui o risco de fratura óssea, evitando que a paciente se submeta à radioterapia para os ossos, pois o medicamento 'gruda' no osso, impedindo a saída de cálcio e, consequentemente, seu enfraquecimento". O especialista completa que esse tratamento, realizado logo após a cirurgia, reduz a possibilidade de o câncer retornar após cinco anos.
"Não acredito que podemos recomendar a todas as pacientes que façam uso desse tratamento, mas podemos discutir esses resultados com elas", adverte Carlos Henrique Barrios, professor da Faculdade de Medicina da PUC-RS e diretor do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, também no Rio Grande do Sul.
Segundo o médico, há casos em que o tratamento com zometa é recomendado ao mesmo tempo que a quimioterapia. "É o caso de pacientes muito jovens, com tumores muito maiores e muitos gânglios comprometidos", diz Barrios.
Contraindicações - De modo geral, a descoberta da terapia com o zometa é uma excelente surpresa para a comunidade médica. "Os resultados tendem a se confirmar", comemora Barrios. As contraindicações, de acordo, Marques, são para as pacientes com problemas renais. E segundo Barrios, há um risco mínimo do zometa causar osteonecrose de mandíbula. "Mas é um risco muito pequeno".
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/02/23/acido+zoledronico+reduz+risco+de+reaparecimento+de+cancer+4265925.html
De acordo com Ricardo Marques, médico oncologista do Centro de Oncologia do Hospital Sírio Libanês, na capital paulista, e médico do grupo de mama do Instituto de Oncologia de São Paulo, o zometa vai até o osso e impede a ocorrência de uma metástase. "Isso diminui o risco de fratura óssea, evitando que a paciente se submeta à radioterapia para os ossos, pois o medicamento 'gruda' no osso, impedindo a saída de cálcio e, consequentemente, seu enfraquecimento". O especialista completa que esse tratamento, realizado logo após a cirurgia, reduz a possibilidade de o câncer retornar após cinco anos.
"Não acredito que podemos recomendar a todas as pacientes que façam uso desse tratamento, mas podemos discutir esses resultados com elas", adverte Carlos Henrique Barrios, professor da Faculdade de Medicina da PUC-RS e diretor do Instituto do Câncer do Hospital Mãe de Deus, também no Rio Grande do Sul.
Segundo o médico, há casos em que o tratamento com zometa é recomendado ao mesmo tempo que a quimioterapia. "É o caso de pacientes muito jovens, com tumores muito maiores e muitos gânglios comprometidos", diz Barrios.
Contraindicações - De modo geral, a descoberta da terapia com o zometa é uma excelente surpresa para a comunidade médica. "Os resultados tendem a se confirmar", comemora Barrios. As contraindicações, de acordo, Marques, são para as pacientes com problemas renais. E segundo Barrios, há um risco mínimo do zometa causar osteonecrose de mandíbula. "Mas é um risco muito pequeno".
Fonte: http://ultimosegundo.ig.com.br/brasil/2009/02/23/acido+zoledronico+reduz+risco+de+reaparecimento+de+cancer+4265925.html
quarta-feira, 11 de fevereiro de 2009
Terapias alvo dirigidas são esperança no tratamento do câncer
Terapias alvo dirigidas e quimioterápicos de via oral têm menos efeitos colaterais e permitem que paciente mantenha suas atividades normais O tratamento que auxilia no combate ao câncer evoluiu muito nas últimas décadas com o surgimento de novos quimioterápicos, menos tóxicos, mas foi o desenvolvimento das chamadas terapias alvo moleculares que representou uma grande melhora na sobrevida e na diminuição dos efeitos colaterais. Com o surgimento de novas drogas, aliado ao avanço no conhecimento sobre o câncer e sobre os efeitos do próprio tratamento, permitem que, em muitos casos, o paciente mantenha a qualidade de vida e continue com suas atividades normais.
A principal diferença entre esses medicamentos e a quimioterapia convencional é a capacidade das drogas alvo dirigidas, ou moleculares, de inibir processos que ocorrem na célula tumoral de forma distinta de uma célula normal. De forma geral, essas drogas são divididas em dois grupos: as que atuam ligando-se a receptores na superfície das células e as que se ligam a receptores no interior da célula.
Para o oncologista Jacques Tabacof do corpo clínico do Centro Paulista Oncologia (CPO), os tratamentos que inibem as vias celulares são a grande promessa na luta contra o câncer. “Temos hoje centenas de moléculas desse tipo sendo pesquisadas”, comenta. Já há medicamentos desse tipo no mercado, mas o custo ainda é um pouco alto e os médicos ainda precisam aprender sobre as potencialidades dessas drogas. “São drogas que atuam de forma muito específica, ainda não dominamos totalmente seu funcionamento. Precisamos estudar mais para saber qual o perfil do paciente que terá mais benefício com aquele tratamento”, diz Tabacof.
Para Marcelo Aisen, oncologista do CPO, cada paciente deve ser tratado de forma individualizada. Isso porque um esquema de tratamento pode ser bastante eficaz em um caso e não ter a mesma resposta em outro paciente. O tipo de câncer, a localização do tumor, o grau de evolução da doença e o estado de saúde do paciente são fatores que influenciam na tomada de decisão sobre a melhor forma de tratamento. “Tudo depende de um fator que nós médicos chamamos de assinatura genética e molecular do tumor”, resume Aisen.
Apesar dos avanços nas terapias moleculares, a quimioterapia clássica não foi abandonada. A maioria dos pacientes ainda passa por ela, mas, nos casos em que há drogas disponíveis, as drogas alvo são usadas de forma associada. Apenas em alguns casos, como no tratamento do câncer de rim, que costuma responder muito mal à quimioterapia, o tratamento é feito somente com terapia molecular.
O surgimento de agentes quimioterápicos de administração oral e com menos toxicidade também é um avanço. “Hoje conhecemos melhor também os efeitos do tratamento e temos formas de intervir para minimizar os efeitos colaterais”, explica o médico Jacques Tabacof. Dependendo do caso, a quimioterapia é indicada em diferentes etapas do tratamento. Em casos de tumores muito grandes, ela é feita antes da cirurgia, para ajudar a diminuir o tamanho da área retirada. Se feita depois da cirurgia, a quimioterapia previne a ocorrência de metástase (quando o câncer se espalha, afetando outros órgãos).
Para Tabacof, a melhora nas técnicas de diagnóstico e o fato de as pessoas estarem mais atentas são fatores que contribuem para o sucesso do tratamento. “Percebemos nos últimos anos uma migração no perfil dos pacientes. Antes eram pacientes que chegavam em estado terminal e hoje temos muitos com diagnóstico precoce. Isso se reflete na chance de cura, o paciente têm melhores condições de suportar o tratamento, que por sua vez não precisa ser tão agressivo”, comenta.
Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=66941
A principal diferença entre esses medicamentos e a quimioterapia convencional é a capacidade das drogas alvo dirigidas, ou moleculares, de inibir processos que ocorrem na célula tumoral de forma distinta de uma célula normal. De forma geral, essas drogas são divididas em dois grupos: as que atuam ligando-se a receptores na superfície das células e as que se ligam a receptores no interior da célula.
Para o oncologista Jacques Tabacof do corpo clínico do Centro Paulista Oncologia (CPO), os tratamentos que inibem as vias celulares são a grande promessa na luta contra o câncer. “Temos hoje centenas de moléculas desse tipo sendo pesquisadas”, comenta. Já há medicamentos desse tipo no mercado, mas o custo ainda é um pouco alto e os médicos ainda precisam aprender sobre as potencialidades dessas drogas. “São drogas que atuam de forma muito específica, ainda não dominamos totalmente seu funcionamento. Precisamos estudar mais para saber qual o perfil do paciente que terá mais benefício com aquele tratamento”, diz Tabacof.
Para Marcelo Aisen, oncologista do CPO, cada paciente deve ser tratado de forma individualizada. Isso porque um esquema de tratamento pode ser bastante eficaz em um caso e não ter a mesma resposta em outro paciente. O tipo de câncer, a localização do tumor, o grau de evolução da doença e o estado de saúde do paciente são fatores que influenciam na tomada de decisão sobre a melhor forma de tratamento. “Tudo depende de um fator que nós médicos chamamos de assinatura genética e molecular do tumor”, resume Aisen.
Apesar dos avanços nas terapias moleculares, a quimioterapia clássica não foi abandonada. A maioria dos pacientes ainda passa por ela, mas, nos casos em que há drogas disponíveis, as drogas alvo são usadas de forma associada. Apenas em alguns casos, como no tratamento do câncer de rim, que costuma responder muito mal à quimioterapia, o tratamento é feito somente com terapia molecular.
O surgimento de agentes quimioterápicos de administração oral e com menos toxicidade também é um avanço. “Hoje conhecemos melhor também os efeitos do tratamento e temos formas de intervir para minimizar os efeitos colaterais”, explica o médico Jacques Tabacof. Dependendo do caso, a quimioterapia é indicada em diferentes etapas do tratamento. Em casos de tumores muito grandes, ela é feita antes da cirurgia, para ajudar a diminuir o tamanho da área retirada. Se feita depois da cirurgia, a quimioterapia previne a ocorrência de metástase (quando o câncer se espalha, afetando outros órgãos).
Para Tabacof, a melhora nas técnicas de diagnóstico e o fato de as pessoas estarem mais atentas são fatores que contribuem para o sucesso do tratamento. “Percebemos nos últimos anos uma migração no perfil dos pacientes. Antes eram pacientes que chegavam em estado terminal e hoje temos muitos com diagnóstico precoce. Isso se reflete na chance de cura, o paciente têm melhores condições de suportar o tratamento, que por sua vez não precisa ser tão agressivo”, comenta.
Fonte: http://www.revistafator.com.br/ver_noticia.php?not=66941
domingo, 8 de fevereiro de 2009
Ação de proteína traz novas possibilidades para terapia de câncer
Um grupo de pesquisadores brasileiros e norte-americanos descobriram o mecanismo que leva a proteína L24, presente no ribossomo das células, a estimular a ação oncogênica do gene myc, responsável por um tipo de câncer (linfoma). O processo, verificado em ratos geneticamente modificados, começará agora a ser estudado em células humanas. Os testes poderão abrir caminhos para novas formas de tratamento do linfoma, substituindo a quimioterapia.
A ação da proteína foi estudada em um dos sub-tipos de linfoma não-Hodgkin, câncer que afeta os linfócitos (células humanas associadas a defesa do organismo). "Cada sub-tipo é responsável por diferentes alterações genéticas", explica Eduardo de Magalhães Rêgo, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, um dos responsáveis pela pesquisa. "No caso estudado, um deslocamento do gene myc para outra região do genoma faz com que ele se expresse em níveis alterados".
O myc aumenta a síntese de proteínas associadas ao ciclo celular, o que provoca o crescimento do volume da célula e a sua divisão, gerando os tumores. "Uma peça chave dentro da célula para a síntese de proteínas é o ribossomo", relata Magalhães. "Desse modo, a premissa do estudo era demonstrar se a redução da atividade do ribossomo inibe a atividade do myc".
Os pesquisadores Davide Ruggero e Maria Barna, da Universidade de San Francisco (EUA), desenvolveram uma linhagem de ratos transgênicos com menor quantidade de L24, uma proteína ribossômica. "Constatou-se que estes animais, saudáveis, não desenvolviam linfoma", aponta o professor da FMRP. "Mesmo nos cruzamentos com ratos transgênicos de myc elevado, o efeito era mantido em seus descendentes, revertendo a transformação maligna".
Estratégias
A descoberta sobre o efeito da proteína do ribossomo L24 na progressão do linfoma associado ao gene myc foi tema de um artigo na edição de janeiro da revista científica Nature. A pesquisa faz parte das atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Células-Tronco e Terapia Celular (INCTC), sediado em Ribeirão Preto, que conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Magalhães ressalta que a importância da pesquisa é conceitual. "Trabalhos anteriores já demonstraram que o aumento da expressão do myc está diretamente relacionado às causas do linfoma", ressalta. "Neste estudo, comprovou-se que a L24 é essencial para o crescimento e divisão das células tumorais".
Agora, os pesquisadores irão verificar se os linfomas humanos também apresentam a mesma característica. "Até o momento, não é possível estimar quanto tempo esta nova etapa do estudo levará para ser concluída", aponta o professor. "Porém, espera-se que ela abra caminho para o desenvolvimento de drogas e estratégias que modulem a atividade do L24 na célula tumoral".
O tratamento dos linfomas é feito atualmente por meio de quimioterapia. "Esta técnica elimina tanto células normais quando as linfomatosas", observa Magalhães. "Com a utilização de um fármaco que diminuísse a atividade do L24, as células do linfoma seriam mais suscetíveis ao efeito inibidor, sem afetar as demais".
Fonte: http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=9079
A ação da proteína foi estudada em um dos sub-tipos de linfoma não-Hodgkin, câncer que afeta os linfócitos (células humanas associadas a defesa do organismo). "Cada sub-tipo é responsável por diferentes alterações genéticas", explica Eduardo de Magalhães Rêgo, da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (FMRP) da USP, um dos responsáveis pela pesquisa. "No caso estudado, um deslocamento do gene myc para outra região do genoma faz com que ele se expresse em níveis alterados".
O myc aumenta a síntese de proteínas associadas ao ciclo celular, o que provoca o crescimento do volume da célula e a sua divisão, gerando os tumores. "Uma peça chave dentro da célula para a síntese de proteínas é o ribossomo", relata Magalhães. "Desse modo, a premissa do estudo era demonstrar se a redução da atividade do ribossomo inibe a atividade do myc".
Os pesquisadores Davide Ruggero e Maria Barna, da Universidade de San Francisco (EUA), desenvolveram uma linhagem de ratos transgênicos com menor quantidade de L24, uma proteína ribossômica. "Constatou-se que estes animais, saudáveis, não desenvolviam linfoma", aponta o professor da FMRP. "Mesmo nos cruzamentos com ratos transgênicos de myc elevado, o efeito era mantido em seus descendentes, revertendo a transformação maligna".
Estratégias
A descoberta sobre o efeito da proteína do ribossomo L24 na progressão do linfoma associado ao gene myc foi tema de um artigo na edição de janeiro da revista científica Nature. A pesquisa faz parte das atividades do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia de Células-Tronco e Terapia Celular (INCTC), sediado em Ribeirão Preto, que conta com financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).
Magalhães ressalta que a importância da pesquisa é conceitual. "Trabalhos anteriores já demonstraram que o aumento da expressão do myc está diretamente relacionado às causas do linfoma", ressalta. "Neste estudo, comprovou-se que a L24 é essencial para o crescimento e divisão das células tumorais".
Agora, os pesquisadores irão verificar se os linfomas humanos também apresentam a mesma característica. "Até o momento, não é possível estimar quanto tempo esta nova etapa do estudo levará para ser concluída", aponta o professor. "Porém, espera-se que ela abra caminho para o desenvolvimento de drogas e estratégias que modulem a atividade do L24 na célula tumoral".
O tratamento dos linfomas é feito atualmente por meio de quimioterapia. "Esta técnica elimina tanto células normais quando as linfomatosas", observa Magalhães. "Com a utilização de um fármaco que diminuísse a atividade do L24, as células do linfoma seriam mais suscetíveis ao efeito inibidor, sem afetar as demais".
Fonte: http://www.oserrano.com.br/mais.asp?tipo=Local&id=9079
sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009
O que vocês acham desse blog?
Tenho postado várias reportagens sobre o avanço da ciência na luta contra o câncer. Gostaria de agradecer aqueles que tem visitado o blog e gostaria de convida-los a expressar sua opinião e sugestões.
Favor enviar e-mail para tchalski@gmail.com
Grato e boa leitura.
Favor enviar e-mail para tchalski@gmail.com
Grato e boa leitura.
Nanotecnologia ajuda a 'fritar' câncer de pele sem danificar células saudáveis
Cientistas trabalhando nos Estados Unidos desenvolveram uma técnica arrojada para combater o melanoma. Esferas minúsculas e ocas feitas de ouro, acopladas a uma molécula orgânica capaz de se prender apenas às células cancerosas, são injetadas no organismo. E aí, ao submeter o paciente a um banho de luz infra-vermelha, as pequenas esferas fritam o câncer, sem danificar as células saudáveis.
O resultado, obtido pelo grupo de Chun Li, do Centro de Câncer da Universidade do Texas M.D. Anderson, está na última edição do periódico científico "Clinical Cancer Research". A pesquisa demonstra o potencial da nanotecnologia na medicina, uma vez que as esferas de ouro são medidas em nanômetros (milionésimos de milímetros). Com seu tamanho diminuto, elas conseguem adentrar as células cancerosas, e então fritá-las de dentro para fora.
Os únicos pacientes tratados até agora foram camundongos, mas os resultados já animaram os pesquisadores, que buscarão em breve autorização para conduzir testes em humanos.
As nanopartículas se concentram mais nas células cancerosas pelo fato de que essas possuem poros maiores. Além disso, acoplada a essas pequenas esferas há uma biomolécula, chamada de peptídeo. É uma espécie de miniproteína, cuja propriedade principal é "se encaixar" a um receptor que é muito abundande em células de melanoma (câncer de pele).
"A capacidade de mirar ativamente nanopartículas para tumores é o santo graal da nanotecnologia terapêutica para o câncer", disse, em nota, Chun Li. "Estamos chegando mais perto desse objetivo."
O desenvolvimento dessa técnica é especialmente atraente por ser minimamente invasivo. Em fez de abrir o paciente, basta injetá-lo com as nanopartículas. Depois a luz infra-vermelho penetra a camada superficial da pele e atinge as pequenas esferas de ouro. O resultado é um aquecimento das esferas, que acaba por destruir a célula cancerosa.
"As implicações clínicas dessa técnica não estão limitadas ao melanoma", disse Jin Zhang, pesquisador da Universidade da Califórnia em Santa Cruz que desenvolveu as nanoesferas ocas, apontando que seu tamanho pequeno permitiria ampla absorção por vários tipos diferentes de célula.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL982419-5603,00-NANOTECNOLOGIA+AJUDA+A+FRITAR+CANCER+DE+PELE+SEM+DANIFICAR+CELULAS+SAUDAVEI.html
O resultado, obtido pelo grupo de Chun Li, do Centro de Câncer da Universidade do Texas M.D. Anderson, está na última edição do periódico científico "Clinical Cancer Research". A pesquisa demonstra o potencial da nanotecnologia na medicina, uma vez que as esferas de ouro são medidas em nanômetros (milionésimos de milímetros). Com seu tamanho diminuto, elas conseguem adentrar as células cancerosas, e então fritá-las de dentro para fora.
Os únicos pacientes tratados até agora foram camundongos, mas os resultados já animaram os pesquisadores, que buscarão em breve autorização para conduzir testes em humanos.
As nanopartículas se concentram mais nas células cancerosas pelo fato de que essas possuem poros maiores. Além disso, acoplada a essas pequenas esferas há uma biomolécula, chamada de peptídeo. É uma espécie de miniproteína, cuja propriedade principal é "se encaixar" a um receptor que é muito abundande em células de melanoma (câncer de pele).
"A capacidade de mirar ativamente nanopartículas para tumores é o santo graal da nanotecnologia terapêutica para o câncer", disse, em nota, Chun Li. "Estamos chegando mais perto desse objetivo."
O desenvolvimento dessa técnica é especialmente atraente por ser minimamente invasivo. Em fez de abrir o paciente, basta injetá-lo com as nanopartículas. Depois a luz infra-vermelho penetra a camada superficial da pele e atinge as pequenas esferas de ouro. O resultado é um aquecimento das esferas, que acaba por destruir a célula cancerosa.
"As implicações clínicas dessa técnica não estão limitadas ao melanoma", disse Jin Zhang, pesquisador da Universidade da Califórnia em Santa Cruz que desenvolveu as nanoesferas ocas, apontando que seu tamanho pequeno permitiria ampla absorção por vários tipos diferentes de célula.
Fonte: http://g1.globo.com/Noticias/Ciencia/0,,MUL982419-5603,00-NANOTECNOLOGIA+AJUDA+A+FRITAR+CANCER+DE+PELE+SEM+DANIFICAR+CELULAS+SAUDAVEI.html
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